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domingo, 16 de março de 2014

Próteses artísticas

Hoje, quando folheava uma revista, fiquei seduzida com um artigo que enaltecia o percurso profissional de uma portuguesa residente no Reino Unido, cujo dom é fabricar próteses, a meu ver de beleza inimaginável, como se de peças de arte se tratassem.

Não são se não autênticas jóias, que segundo ela, Sophie de nome, refletem a imaginação, a personalidade e interesses de quem as vai usar.

Penso que para quem perdeu um membro, para além de se perder valiosas capacidades motoras, o estigma social de ser-se diferente e incompleto, é do mais cruel para se viver uma vida inteira. 

Penso que esta será uma opção maravilhosa para psicologicamente tentar diluir esse pesadelo da diferença, mas infelizmente creio que não deverá ser acessível a todos pelo custo elevado que imagino terá.

Deixo aqui algumas fotos tiradas do sítio The Alternative Limb Project que me espantaram pela sua beleza artística.






quinta-feira, 31 de março de 2011

Estudo: A dôr da rejeição

Para o cérebro a dôr da rejeição na realidade dói, sendo mais do que apenas uma figura de expressão.

As regiões do cérebro que reagem à dor física, coincidem com as que reagem à rejeição social, de acordo com um estudo que utilizou imagens do cérebro nas pessoas envolvidas em rompimentos românticos.

Os resultados desta pesquisa dão um novo significado à ideia de que a rejeição “dói”, mostrando que eventos psicológicos ou sociais podem afectar regiões do cérebro que os cientistas pensavam que estavam reservados à dor física.

O estudo envolveu 40 voluntários que passaram por um rompimento romântico indesejável nos seis meses anteriores, revelando que o rompimento tinha-lhes provocado um sentimento de intensa rejeição.

Ressonâncias magnéticas funcionais foram usadas para estudar o cérebro em quatro situações:
- Ao ver uma foto do ex-parceiro e pensar sobre o rompimento da relação;
- Ao ver a foto de um amigo e pensar numa experiência positiva vivida com essa pessoa;
Quando um dispositivo era colocado nos seus braços produzindo um calor suave e confortante, e
- Quando esse dispositivo era aquecido o suficiente de forma a causar dor, embora sem danos físicos.

As duas situações negativas descobertas pelo estudo foram – pensando sobre a perda do parceiro e a queimadura – causando uma resposta nas partes sobrepostas do cérebro.

Estudos anteriores não tinham mostrado uma relação entre a dor física e emocional, mas nesses estudos tinham sido usados exemplos menos dramáticos, como simplesmente dizer que alguém não gosta de si. Neste caso, os voluntários eram pessoas que realmente tinham sido rejeitadas e ainda o sentiam.

Existem evidências de que o stress emocional, como a perda de um ente querido, pode afectar as pessoas fisicamente, pelo que estes estudos podem ajudar os pesquisadores a desenvolver maneiras de ajudar pessoas que são sensíveis à perda ou rejeição.

terça-feira, 29 de março de 2011

Em casa, com gripe

Havia de me pegar este malvado vírus.

Desde há dois anos tenho-me safado, mas este sábado acordei com dores nas articulações, cabeça pesada, dor de garganta, e tosse que não me tem largado principalmente ao deitar.

Tenho ajudado os meus anti-corpos a combater o vírus com drogas que nunca tomo, mas a que tive de ceder para me ver livre desta doença.

Entretanto aqui vai uma lição animada, de como o vírus da gripe se multiplica no nosso sistema.

sábado, 15 de janeiro de 2011

Voltei...

Não, não caí em depressão, estive perto e à laia de oração, por piada, só me vem à memória aquela canção 'I will survive', que canto com prazer:
First I was afraid
I was petrified
Kept thinking I could never live
without you by my side
But I spent so many nights
thinking how you did me wrong
I grew strong
I learned how to carry on

Os problemas são tantos, que bloqueei em tanto pensar como resolvê-los. Literalmente fiz curto circuito e tive de deixar as emoções assentar... apesar de não conseguir dormir sobre o assunto.
Investi tanto emocionalmente como financeiramente num projecto a dois, que terminou simplesmente desperdiçado.
Agora há que fazer o Restart à vida e ansiosamente aguardo uma procuração que me devolverá a liberdade.
Tanta coisa tenho que fazer:
- Deixar de ser fiadora em créditos que não são meus;
- Pôr a casa de Alcobaça à venda;
- Obras no meu T2, e
- Nova mudança.
Entretanto, consegui trabalho e estou numa empresa que, tal como na empresa onde trabalhei anteriormente, fica no Parque das Nações.

A vida parece que vai começar a correr melhor...
Inshallah!

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Estado de angústia

Este ano, comecei a vida no nível mais negativo, e a angústia persegue-me até ao deitar e logo se incorpora ao acordar. 

Resolverei este problema, mas jamais o esquecerei. Sinto-me um caco porque acreditei e confiei. Agora...só me resta lamber as feridas e fazer as partilhas. 

Melhores dias virão...vivo nessa esperança.

sábado, 18 de dezembro de 2010

Mulher que não conhece o medo

Cientistas norte-americanos descobriram uma mulher com uma rara doença cerebral que faz com que ela não tenha medo de nada, nem uma enorme serpente à espreita perto de seus filhos, nem uma faca no seu pescoço, e certamente nem sequer um filme de terror.
A mulher não pode experimentar o medo devido a uma doença que destruiu parte de seu cérebro, a amígdala, onde os investigadores acreditam que o sentimento de medo é feito.
Durante as últimas duas décadas os pesquisadores têm vindo a analisar a mulher, em busca de pistas sobre a sua condição, que segundo eles poderá ajudá-los a tratar o transtorno do stresse pós-traumático, particularmente em soldados que regressam da guerra.
É notável que ela ainda esteja viva", disse o autor do estudo que foi publicado na revista Currente Biology, acrescentando que "A natureza do medo é a nossa sobrevivência e a amígdala ajuda a manter-mo-nos vivos evitando situações, pessoas ou objectos que possam colocar a nossa vida em perigo".
Em vez de medo, a mulher, cuja rara condição é conhecida como doença de Urbach-Wiethe, descreve "um enorme sentimento de curiosidade."
Para testar a sua reacção, os pesquisadores levaram-na a uma loja de animais de estimação exóticos cheios de aranhas e cobras, animais que ela sempre disse que "odeia" e tenta evitar.
Ao entrar na loja, a doente, foi espontaneamente atraída para as cobras parecendo visualmente cativada pela grande colecção de cobras, tendo segurado e brincado com uma durante uns minutos, enquanto o seu comportamento verbal revelava um grau comparável ao fascínio e curiosidade.
Quando ela aproximou-se de uma tarântula, teve de ser interrompida porque havia um alto risco de poder ser mordida.
Quando questionada por que razão iria querer tocar em algo que ela sabe que é perigoso e que ela diz odiar, a mulher respondeu que a curiosidade superava esse pensamento.
O filho mais velho da mulher, que está nos seus vintes, disse aos investigadores que não se lembrava alguma vez ter visto sua mãe com medo de algo.
Lembrava-se de um caso em especial da sua infância, quando ele brincava com seus dois irmãos e viram perto uma cobra grande.
A mãe simplesmente correu até lá, pegou na cobra levando-a para a rua, pô-la nas ervas deixando-a ir em seu caminho.
Outras experiências foram elaboradas pelos pesquisadores, como levá-la a uma casa assombrada, onde se encontravam pessoas vestidas de monstros e fantasmas a saltaram da escuridão, e mostrando-lhe uma série de vídeos assustadores, tendo ela reagido rindo e tentando falar com os monstros, considerando os filmes de terror excitantes e divertidos.
Os investigadores esperam que a experiência desta mulher possa ajudar a tratar pessoas com transtorno de stresse pós-traumático, particularmente no tratamento de soldados dos EUA que voltam do Iraque e do Afeganistão.
As vidas dos soldados são marcadas pelo medo, e muitas vezes, são incapazes até mesmo de sair das suas casas devido ao sentimento sempre presente de perigo.
Ao entender como o cérebro processa o medo, poderemos um dia ser capazes de criar tratamentos que alvejam selectivamente as áreas do cérebro que permitem que o medo tome conta das nossas vidas.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Droga

Parece que hoje em dia festa não é festa se não acabar em consumo de coca, que diga-se nunca experimentei e nem tive sequer curiosidade para isso. 
É sistemático, quando a hora fica tardia, repentinamente os WC fecham, sem que haja resposta do interior e nem vale a pena bater.

Este filme relata os números deste flagelo no México, uma realidade em muitos outros países. 

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

SIDA - Em memória aos que desapareceram

HIV

Um vírus que infectou 33.4 milhões de pessoas no mundo
(24.4 milhões são africanos)

Um vírus que mata 2 milhões de pessoas no mundo por ano
(1.4 milhões são africanos)

Um vírus que a cada ano infecta mais 2.7 milhões de pessoas
(1.9 milhões são africanos)

Mais de 9 milhões de pessoas precisam tratamento e medicação
Só 4 milhões a recebem
Os tratamentos custam 30 cêntimos por dia

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Tarântulas ajudam cientistas a quebrar o medo humano

Usando tarântulas para quebrar o medo humano, cientistas descobriram que o cérebro responde de maneira diferente às ameaças com base na proximidade, na direcção e como se espera que algo venha a ser assustador.
Pesquisadores da Unidade de Ciências Cerebrais de Cognição de Cambridge, Inglaterra, usou imagens por ressonância magnética funcional, para rastrear a actividade cerebral em 20 voluntários, enquanto eles observavam uma tarântula colocada perto de seus pés, e, em seguida, mais próxima.
Os resultados sugerem que os diferentes componentes da rede do medo do cérebro desempenham funções específicas de resposta a ameaças e poderão ajudar cientistas a diagnosticar e tratar pacientes que sofrem de fobias.
"Mostrámos que não é apenas uma estrutura única no cérebro, mas que é um número de diferentes partes da rede de medo que trabalham juntas para orquestrar a resposta de medo" disse Dean Mobbs que liderou o estudo.
A equipa de Mobbs avaliou a actividade cerebral dos voluntários durante três secções: a primeira quando a tarântula estava numa caixa perto de seus pés e, em seguida aproximando ou afastando a caixa e também quando a aranha andava em direcções diferentes.
"Parece que quando uma aranha está mais afastada e depois se aproxima, você verá um switch a partir das regiões da ansiedade do cérebro para as regiões de pânico", disse Mobbs.
Os pesquisadores também perguntaram de antemão aos voluntários que medo achavam que deveriam ter da tarântula, e descobriram que aqueles que pensavam vir a ter mais medo tinham depois uma falsa impressão de quão grande era a aranha.
Os cientistas pensam que pode ser este chamado "erro de expectativa" que poderá ser a chave para pessoas que desenvolvem uma fobia - um medo irracional, intenso e persistente de certas coisas, pessoas, animais ou situações.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Aproveitar os órgãos dos condenados à morte

Nos E.U.A., Graeme Wood defende que os orgãos dos presos condenados à morte deveriam ser aproveitados e serem usados em transplantes.
Milhares de doentes aguardam a possibilidade de poderem vir a receber um orgão, muitos acabando por morrer sem terem essa sorte.

Eis a sua mensagem:

Vamos recolher os órgãos dos condenados à morte!
Em 2008, 37 condenados à morte foram executados. Nenhum dos seus órgãos foram doados. Considerando que existem actualmente 2.775 pessoas na lista de espera para transplantes de coração, não deveríamos estar a recolher os órgãos de prisioneiros saudáveis que são executados?

terça-feira, 26 de outubro de 2010

8ª e Última Sessão de Quimioterapia

Por fim acabou o tratamento, que se iniciou em Junho, para "matar" as células das mais malígnas, que por sorte ainda não se tinham alojado em nenhum orgão da minha irmã.

Aconteceu hoje no IPO das 14 às 18 horas, mas já lá estávamos desde as 7h30 para a fila das análises e posterior consulta. 

Agora só nos resta esperar um mês, fazer uma TAC e esperar o resultado.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Comer ou não comer...

As autoridades dos EUA estão a considerar na aprovação da comercialização de salmão geneticamente modificado, o que poderá abrir a porta para mais animais transgénicos tornarem-se refeição.
A Food and Drug Administration fixou uma audiência este mês, para considerar uma proposta da AquaBounty Tecnologias para produção e venda de um salmão do Atlântico com um novo gene da hormona de crescimento.
A empresa disse que a mudança genética permite que o peixe cresça para o tamanho exigido pelo mercado em metade do tempo do salmão convencional, mas que, em todos os outros aspectos, será idêntico ao salmão do Atlântico.
Alega a AquaBounty que a nova produção de salmão pode ajudar a atender à crescente demanda de peixe e reduzir a pressão sobre as populações de peixes selvagens.
Mas grupos ambientais e de segurança alimentar estão levantando acusações ferozes, dizendo que esta aprovação poderia não só pôr em perigo o salmão selvagem, mas abrir a porta para outros tipos de alimentos de origem animal geneticamente modificados, pondo em perigo a saúde ou o ambiente.
Se aprovado, o salmão seria o primeiro animal transgénico permitido para consumo humano, embora as autoridades tenham aprovado uma cabra com modificações genéticas para a produção de um tratamento anti-coagulação.
Todos sabemos que há um grande apetite por salmão, mas a solução não é criar versões geneticamente modificadas para pôr mais salmão nas nossas mesas, a solução é trabalhar para trazer as populações de salmão selvagem de volta. 

Na imagem o salmão maior é o geneticamente modificado
Dawn Media Group

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Os musculosos de Gaza

No sul da Faixa de Gaza, o campeonato de culturismo é um dos poucos eventos desportivos em que os habitantes do empobrecido território poderão participar.



Fotos: Dawn Media Group

É claro que os músculos destes palestinianos são trabalhados unicamente com pesos, máquinas e muito exercício físico, sem recurso aos esteróides que transformam os homens em autênticos monstros, para não falar no mal que fazem à saúde.
Vejam só a diferença.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

O Tomate

Sinceramente não entendo o porquê do tomate ser tão caro a 1,80€/Kg, quando uma única planta de tomateiro fornece-nos imensos frutos durante semanas a fio.

Na minha horta tenho oito tomateiros tão férteis que a família já começou a enjoar, pelas minhas ofertas constantes.
Hoje apanhei mais uma taça deles e como adoro comê-los tenho a certeza de que não vou enjoar pois estes têm o sabor verdadeiro do tomate, já que não recorri a fertilizantes para provocar o seu crescimento rápido gerando frutos sensaborões.

Costumo cortá-los aos quadrados ou às fatias, junto um queijo fresco também aos quadrados, tempero com um fio de azeite, umas gotas de vinagre balsâmico e uma pitada de oregãos. 
Ficam uma delícia...

Neste interessante portal aqui ficamos a saber como este fruto é dos mais saudáveis que podemos consumir.


quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Semana sem fim...

Que semana!

Na Segunda fui à apresentação quinzenal obrigatória na Junta de Freguesia, pela minha condição de desempregada a receber subsídio de desemprego, e a fila era bem maior que da última vez.
Os nomes dos desempregados que se apresentavam eram apontados à mão, numa folha A4 e o meu nome inaugurou a quinta folha. Calculei que em cada folha estivessem entre 25 a 30 nomes apontados o que significa que naquela manhã mais de 100 pessoas já lá tinham passado. 

Terça-feira foi o dia da 5ª Sessão de Quimioterapia da minha irmã.
Na consulta ficámos a saber o resultado da TAC que revelou boas notícias, a quimioterapia está a fazer efeito e os gânglios voltaram ao tamanho normal. 
Foi um dia muito longo no IPO, são sempre em média 10 horas contínuas entre análises, consulta e quimioterapia. 
E enquanto se espera, vamos apreciando o que nos rodeia. 

Um dos galos da Índia que anda pelo hospital a granjear

Os lavadores de vidros a trabalhar, pendurados num prédio em frente ao IPO

Quarta-feira foi o dia da mudança. 
Com uma antecedência de três dias andei a encaixotar a cangalhada toda do apartamento, menos as loiças que serei eu a levar, para neste dia ser feito o transporte para Alcobaça. 
Nunca mais na minha vida quero fazer mudanças, é uma estafa brutal e estou fisicamente de rastos, de tal forma que nem me atrevo a ir ao ginásio. 
Nem falo dos fulanos da transportadora... com uma falta de profissionalismo atroz. Tinha de constantemente chamar a atenção ao que faziam. Numa das vezes fui dar com eles a arrastar o sofá de tecido aveludado directamente no chão sujo da escada. Passei-me com esta atitude, para cúmulo um deles parecia ter só um braço, pois a todo o minuto recebia telefonemas. No primeiro telefonema claro que não se diz nada mas quando o terceiro aconteceu aborreci-me, porque o tipo literalmente parava de trabalhar uns minutos para falar com amigos. Ora estando eu a pagar à hora não tive senão de chamar-lhe a atenção e o tipo com um carão, quase me fulminou com o olhar. 
Mas será que se fosse ele a pagar ficaria impávido e sereno e permitiria tal? 
Bem, foi um dia para esquecer. 
Mas à noite fui convidada pelos meus vizinhos a jantar alheiras assadas na brasa acompanhadas com um vinho que me soube bem de que não me lembro bem o nome, seria Festa Rija ou Festa Brava.

Quinta-feira, hoje. 
Estou toda partida. Carreguei ontem tanto que quase nem consigo mexer-me.  
Mas o gozo hoje foi fazer uma decoração totalmente nova. 

Amanhã quero ir à praia  para regressar com mais vontade e continuar a arrumar as minhas coisas.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Na China, a população mais fumadora do mundo

O responsável da Organização Mundial de Saúde na China, disse que "A prevalência de longa data na China da elevada dependência do tabaco, merece o mesmo nível de preocupação que um surto de H1N1, sendo a maoir causa evitável de morte e doença.

Segundo a OMS, os dados mostraram que mais da metade dos homens na China fumam ou seja um total de 301 milhões de adultos, numa população de 1350 milhões.

Um total de 13.354 pessoas em toda a China tomou parte numa pesquisa recente que revelou também que 70% dos adultos não-fumadores são expostos ao fumo passivo. 

China é o maior consumidor mundial de tabaco, e até um milhão de pessoas no país morrem anualmente de cancro no pulmão ou doenças cardiovasculares directamente associadas ao tabagismo.

As autoridades comprometeram-se a proibir o fumo em todos os recintos fechados e lugares públicos no próximo ano, mas activistas e especialistas têm levantado dúvidas de que as regras possam ser implementadas em um país onde a aplicação da lei é fraca.

Como exemplo da extensão do problema cerca da 57% dos médicos do sexo masculino fumam e em alguns hospitais não existe a proibição de fumar.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Obesidade em crescendo nos EUA

A obesidade nos EUA cresceu mais rápido do que qualquer um poderia ter imaginado, tendo duplicado nos adultos e triplicado nas crianças, nos últimos anos.
O aumento da taxa de obesidade neste país aumentou enormemente os custos médicos, pelas doenças associadas, cardíacas, derrames, diabetes e cancro, estimando-se em 105 bilhões de euros em 2008.
Um outro estudo publicado no American Journal of Preventive Medicine constatou que a percentagem de adultos obesos nos EUA subiu 90% em 16 anos, 14% em 1993 para 27% há dois anos, mostrando que mais americanos estão a morrer mais jovens por sofrerem de doenças provocadas pela obesidade.


terça-feira, 3 de agosto de 2010

4ª Sessão de Quimioterapia

Segunda-feira, rumei a Lisboa minha linda cidade natal.
Tem piada que quando regresso, vejo-a com outros olhos mais ao pormenor e mais linda.

Av. 24 Julho

Marginal


Praça de Espanha

Terreiro do Paço

Santa Apolónia

Deixei Alcobaça, para hoje às 7:30 levar a minha irmã à sua 4ª (de 8) sessão de quimioterapia.
Estes tratamentos no IPO já se tornaram quase uma rotina horrível. 
A minha irmã tem uma resistência brutal e parece não haver nada que a abata, como estamos todos tão envolvidos para que ela se cure depressa, coitada nem teve ainda oportunidade de chorar ou quebrar pela sua má sorte. 
Mais uma vez e felizmente as suas análises apresentaram-se óptimas. Caso contrário teria de suspender a quimioterapia e isso atrasaria o processo de cura.
Custa-me sempre muito estar naquela sala de espera e observar as desgraças dos que lá estão.

Desta vez e apesar do calor aventurei-me a sair do IPO e fui dar uma volta à Gulbenkian.
Não passava por lá há séculos e sempre que vou fico fascinada com o seu jardim tão fresco e verdejante, onde os turistas se espalhavam deitados na relva, cansados pelo calor.
Eis umas fotos:

Logo à entrada esta escultura de nome "Liberdade guiando o povo" de Barthélémy Toguo

O Jardim

Ainda deu tempo para ir ver a exposição gratuita de pinturas e aguarelas do pintor francês Constant Le Breton.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

VIH

Nem calculam como fico satisfeita quando tenho conhecimento de novos e promissores preventivos ao VIH, doença que durante anos me angustiou. 
Estive indecisa se haveria de contar parte da minha vida, mas considero que ao fazê-lo talvez seja uma forma de alertar os amigos que me lêem, a terem o máximo cuidado pois estas desgraças acontecem a qualquer um.
Há muito tempo atrás casei-me e após poucos dias de casada tivemos conhecimento que o meu marido era seropositivo. Dois anos mais tarde separamo-nos mantendo-nos na mesma muito unidos até à sua morte.
Com respeito ao VIH - Vírus da Imunodeficiência Humana, que causa danos ao sistema imunitário e conduz a uma condição denominada SIDA - Síndrome da Imunodeficiência Adquirida, há 20 anos atrás era uma doença da qual não havia muita informação.
A sua medicação consistia no AZT um medicamento que se revelou capaz de inibir a reprodução do vírus, ampliando a expectativa de vida dos pacientes, e cujo princípio activo era a Zidovudina substância aprovada para tratamento do Sida.
Inicialmente esta substância era usada no tratamento do cancro, tendo sido descoberto mais tarde o seu potencial na luta contra o VIH.
Os efeitos colaterais da Zidovudina mais importantes passavam pela anemia, tendo como sintomas palidez, fraqueza, cansaço, tonturas e batimento acelerado do coração; a leucopenia (diminuição das células brancas do sangue) e a plaquetopenia (redução no número do componente ligado à coagulação do sangue).
Apesar de tudo, eu e o meu marido na altura, mantivemos uma pesquisa exaustiva por todos os meios ao nosso alcance. Fomos a palestras, lêmos todas as revistas médicas nacionais e estrangeiras que encontrávamos na esperança de obter o máximo de conhecimento em tratamentos e cuidados de saúde, de forma a manter o vírus “adormecido” e com isto proporcionar um prolongamento máximo de vida.
Os médicos que seguiam a evolução da doença, convenceram o meu marido a entrar em protocolos sobre novas terapêuticas lançadas por laboratórios para o combate ao VIH. Por três ocasiões foi sujeito a estes tratamentos mas nenhum foi benéfico pelos seus efeitos hepatotóxicos, piorando o seu estado de saúde.
Para surpresa dos mais próximos não contraí o vírus e, apesar do mesmo poder manter-se incubado no nosso corpo por tempo indeterminado, o meu médico de família concluiu que após 10 anos consecutivos de análises, comprovava-se que eu não tinha qualquer anticorpo que confirmasse o contacto com o VIH.
O meu caso fez-me lembrar outro focado anos atrás, acompanhado e investigado por um laboratório científico, sobre um grupo de nigerianas que se prostituiam há anos, sem qualquer protecção, e não contraiam o vírus por serem portadoras de um gene que as protegia. Talvez eu tenha esse gene e apesar de antes de casar termos vivido juntos durante algum tempo, não houve qualquer interesse da parte dos médicos, nem fui sujeita a qualquer análise para saber o motivo de não ter contraído o vírus da imunodeficiência humana.
No final dos anos 80 e início dos anos 90, muitas informações na imprensa eram completamente estapafúrdias e geravam confusão nas pessoas àcerca do modo de contágio e consequente medo generalizado sobre a doença. Havia imensa falta de clareza nas informações e persiste ainda a ideia em muita gente que o contágio pode acontecer através de um simples beijo.
Passados mais de vinte anos, o ostracismo e discriminação a que os portadores do VIH estão sujeitos continua, com apenas modestas leis feitas para proteger as pessoas infectadas. Numa atmosfera de completa ignorância e de indiferença, na qual se incluem numerosas organizações e instituições de combate ao SIDA, os seropositivos continuam a ser considerados um perigo para a saúde pública ou seja potenciais agentes de contaminação, tornando-se inadmissível que actualmente existam empresas exigindo análises clínicas antes da contratação de funcionários.
Este acontecimento alterou totalmente o meu comportamento perante a vida. Decididamente era-me impossibilitada a oportunidade de constituir família o que na minha idade fértil foi muito difícil superar e, o ponto de ruptura foi quando anos depois de saber que não tinha o vírus e pretendi doar um pouco do meu sangue, grupo O Rh Negativo por haver poucos dadores, fui confrontada de forma agreste por uma médica no Hospital de Santa Maria dizendo ser crime, reprovando a minha acção, só pelo facto de ter coabitado com um seropositivo.
Como já tinha sido dadora de sangue anos atrás e era contactada anualmente pelo Hospital por via postal, foi doloroso este acontecimento e gradualmente fui ficando distante perdendo contactos, isolando-me e sem paciência para ouvir relatos de problemas de saúde insignificantes.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Futebol: terapia para as mulheres HIV-positivas


No Zimbabué as jogadoras “Andorinhas dos ARV (Anti-retrovirais)”, são uma das 16 equipas femininas sero-positivas, formadas pelo jogador veterano Chris Sambo.
Ganhando fôlego após o treino pesado, Elizabeth Maseswa lembra como foi expulsa de sua casa em Harare quando revelou a sua seropositividade antes de encontrar uma nova família no campo de futebol. "Há cinco anos atrás, minha mãe renegou-me e expulsou-me de casa.”
“Eu não tinha a quem recorrer antes de me juntar à equipa ", disse Maseswa de 26 anos, a capitã das Andorinhas ARV. "Jogar futebol ajuda-me muito, alivia o stress e partilhamos os nossos problemas como uma equipa”.
Outras equipas incluindo as “ Estima Erradicado” e “Embaixadoras do Vírus”, cujas jogadoras criaram um vínculo de tipo familiar, que deve ser a inveja de algumas das equipas que sairam da Copa do Mundo na vizinha África do Sul.
Num país que não está somente no meio da epidemia do HIV, mas também tem sofrido grave escassez de alimentos durante uma crise prolongada da economia, a  solidariedade e o companheirismo são fundamentais.
"Às vezes eu não tinha mesmo as coisas básicas, como o sal, mas logo que desabafava com as minhas companheiras elas ajudavam-me”, disse Maseswa.
"Nós partilhamos os problemas uns dos outros." 
Para além da camaradagem, as jogadoras dizem que o futebol integrou-as.
"A minha cunhada costumava cantar sobre o meu estado de saúde dizendo todo tipo de insultos, mas tudo mudou quando eu comecei a jogar futebol."
"Algumas pessoas não querem partilhar uma garrafa de água comigo, eu não podia andar aqui sempre com os dedos a apontarem para mim, mas isso mudou, porque agora eu sou uma jogadora de futebol."
Sambo, um ex-secretário da Liga Profissional de Futebol tem a consciencia de que o futebol é um desporto que atrai um público muito grande e, com o fito de desmistificar o HIV decidiu formar uma liga de senhoras seropositivas.
Durante os jogos, literatura sobre o HIV é distribuído além de possuirem um centro móvel para despistagem da doença. Identificaram outras 46 equipas, e planeiam ter este projecto em todo o país.
As jogadoras recebem os anti-retrovirais dos Médicos de Sem Fronteiras, enquanto um banco local e uma empresa de gasolina também contribuem com kits.
Embora o futebol alivie o stress, os membros da equipa ainda tem que cuidar de si e suas famílias, com um pouco de lenha que recolhem de uma fazenda vizinha para vender.
O membro mais antigo da equipa é Maria Chinyama, 48, cujo marido morreu em 2002.
"Agora dou-me muito bem com os outros membros da minha família por causa do futebol", disse ela, enquanto embalava o filho de outra colega de equipa.
O Ministério da Saúde e da Infância do Zimbabué, que luta para fornecer anti-retrovirais a  todos os doentes, diz que a taxa de prevalência de HIV na faixa etária dos 15-49 anos declinou para 13,7% em 2009, quando há dez anos era de 33%.

Por mais que os séculos passem, o discurso de ainda muitos homens é de que as mulheres devem ficar em casa, ter filhos e cuidar deles. Felizmente são uma minoria e  elas nem querem saber disso.