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sexta-feira, 1 de abril de 2011

Morcegos em perigo

Se quiserem podem chamá-los de criaturas arrepiantes, nas os morcegos comedores de insectos são tão importantes para a agricultura dos EUA, que as suas mortes poderiam custar à economia biliões de euros por ano.

A doença fúngica, conhecida como síndrome do nariz branco, combinada com o surgimento das turbinas eólicas que podem iludir os voadores do escuro, mataram mais de um milhão de predadores de insectos na América do Norte desde 2006.

A morte deles significa a eliminação de um pesticida natural importante, que vale pelo menos 2,6 biliões de euros por ano para os agricultores, revelou um estudo na revista Science.

Sem os morcegos, as colheitas são afectadas e a aplicação de pesticidas aumenta, o que demonstra que os morcegos têm um enorme potencial para influenciar a economia da agricultura e da silvicultura.

O estudo revela que mais de 1 milhão de morcegos na América do Norte morreram devido a doenças fúngicas nos últimos cinco anos, e que algumas previsões mostram que em 2020, as turbinas terão morto cerca de 33 mil para 111 mil por ano só no Planalto do Meio-Atlântico. 

O custo de análise incidiu sobre as despesas dos pesticidas, mas não incluíram os efeitos dos pesticidas sobre o meio ambiente ou à saúde humana e animal.

Não agirmos não é opção, porque a história de vida destes mamíferos voadores nocturnos caracteriza-se por baixas taxas de reprodução, o que significa que é pouco provável a recuperação da população por décadas ou mesmo séculos.

Receia-se que os morcegos possam extinguir-se em apenas 16 anos.

 

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Galápagos: começou a matança dos ratos


Deu-se início a um ataque em larga escala aos ratos invasores que ameaçam a sobrevivência das aves, tartarugas, iguanas e plantas nativas das ilhas Galápagos, cuja flora e fauna únicas foram estudadas por Charles Darwin enquanto desenvolvia a sua teoria da evolução.
Ratos pretos, ratazanas e ratos noruegueses, que acredita-se terem sido introduzidos no arquipélago por navios no final do século XVII, estão a ser atacados por helicóptero com um veneno especialmente concebido para estes roedores.
A ideia é eliminar todos os roedores não nativos das ilhas, sem pôr em risco outras espécies animais.
A isca envenenada é colocada em cubos azuis luminosos que atraem ratos, mas repulsivo para os leões marinhos e aves que habitam também as ilhas.
O projecto está a ser executado pelo serviço do Parque Nacional de Galápagos, com o apoio da Fundação Charles Darwin, e em meados de Fevereiro saberão se surtiu o efeito desejado.
Os ratos colocaram em risco grave, à beira da extinção o Petrel Galápagos, um pássaro marinho único no mundo e que apenas 120 sobrevivem.
Um total de 50 espécies de aves encontram-se ameaçadas pelos roedores, 8 delas gravemente em risco, assim como as tartarugas gigantes, iguanas e uma série de plantas.
Os ratos são omnívoros, o que significa que comem tudo que encontram e isso inclui os ovos de outras espécies.
Vinte falcões foram capturados de duas ilhas e colocados em gaiolas onde permanecerão durante dois meses, pois poderiam alimentar-se dos ratos envenenados.
O arquipélago possui 19 ilhas e 42 ilhotas, fontes oficiais revelam que as ilhas Isabela, Santa Cruz, Santiago, San Cristobal, Floreana e Santiago, estão infestadas com até 4 roedores por metro quadrado.
No entanto, os roedores não são o maior perigo para o frágil ecossistema das ilhas a 1000 Km da costa do Equador.
O maior perigo é o homem, seguido por cães.
As ilhas Galápagos foram declaradas protegidas pela UNESCO em 1978.
Em 2007, a UNESCO declarou-as em risco, devido a danos causados por espécies invasoras, pelo turismo e imigração.
Foi a variedade de tentilhões nas ilhas que inspiraram a teoria da evolução de Darwin.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Rato Cantor

Produzido por cientistas japoneses, este rato modificado genéticamente, canta como um passarinho.

Acreditam que talvez este rato dê luz sobre as origens da linguagem humana.

Um fofinho este ratinho mutante.

Para ouvi-lo carregue aqui.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Cabrito de Natal

Este Natal o cabrito vai ser comprado a meias entre a família, pois o seu custo ronda os 18 euros o quilo. 

Quase o preço de um animal de estimação que se compra para comer.

Sinto-me culpada por saber que um dos animais mais fôfos irá ser sacrificado sem dó nem piedade, e que eu hipocritamente irei comer deliciada. 

Eu devia era seguir este conselho:

domingo, 21 de novembro de 2010

Salvem o Tigre

A Índia é o lar de mais de metade dos tigres selvagens existentes no mundo, e nem os esforços em programas de conservação conseguiram suster o rápido declínio no número destes animais.
Na terra lendária que inspirou histórias do Livro da Selva de Rudyard Kipling sobre a astúcia do tigre protagonista Sher Khan, as autoridades estão a perder a batalha contra os caçadores furtivos e outros problemas provocados pelo homem.
A situação é semelhante em toda a região da Ásia, o que poderá levar a espécie à beira da extinção.
Só na ìndia a população de tigres caiu para 1411, dos cerca de 3700 que se estimavam estar vivos em 2002, e 40000 estimados em toda a Índia no ano de 1947.
Além das caçadas ao tigre, existem novas ameaças - a destruição do seu habitat devido à expansão industrial, aos projectos de mineração e construção de barragens próximas de reservas protegidas.
Peles de tigre encontram-se em qualquer lugar desde 8000 a 15000 euros e os ossos são vendidos na China por cerca de 730 euros, onde existe uma enorme demanda destes artigos e os caçadores furtivos assumem todos os riscos para obter grandes lucros..
De acordo com a Lista Vermelha de 2009 da União Internacional para a Conservação da Natureza , existem 70 tigres no Butão, 10 a 50, no Camboja, cerca de 40 na China, 300 na Malásia, 100 em Mianmar, 350 na Rússia, mais de 250 na Tailândia e menos de 100 no Vietname. 
Existem apenas 3200 tigres no mundo todo. Um número assustador", disse Ramesh que dirige a conferência Tiger Global Summit, em São Petersburgo, que começa amanhã. 
A principal rota de tráfico começa da Índia e termina na China, onde partes do tigre são muito apreciadas como suposta cura para uma série de doenças e como afrodisíacos.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Eidul Azha - Festa do Sacrifício

Será amanhã, a segunda maior celebração religiosa Islâmica, a Festa do Sacrifício.
 
Neste dia os muçulmanos em todo o mundo sacrificarão ovelhas, cabras, vacas e camelos que tenham sido considerados Halaal, ou prontos para o sacrifício.

Não irão só comer a carne em si, mas distribuí-la pelos seus vizinhos, parentes, pelos pobres e famintos.

Fotos: Dawn Media Group

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Tarântulas ajudam cientistas a quebrar o medo humano

Usando tarântulas para quebrar o medo humano, cientistas descobriram que o cérebro responde de maneira diferente às ameaças com base na proximidade, na direcção e como se espera que algo venha a ser assustador.
Pesquisadores da Unidade de Ciências Cerebrais de Cognição de Cambridge, Inglaterra, usou imagens por ressonância magnética funcional, para rastrear a actividade cerebral em 20 voluntários, enquanto eles observavam uma tarântula colocada perto de seus pés, e, em seguida, mais próxima.
Os resultados sugerem que os diferentes componentes da rede do medo do cérebro desempenham funções específicas de resposta a ameaças e poderão ajudar cientistas a diagnosticar e tratar pacientes que sofrem de fobias.
"Mostrámos que não é apenas uma estrutura única no cérebro, mas que é um número de diferentes partes da rede de medo que trabalham juntas para orquestrar a resposta de medo" disse Dean Mobbs que liderou o estudo.
A equipa de Mobbs avaliou a actividade cerebral dos voluntários durante três secções: a primeira quando a tarântula estava numa caixa perto de seus pés e, em seguida aproximando ou afastando a caixa e também quando a aranha andava em direcções diferentes.
"Parece que quando uma aranha está mais afastada e depois se aproxima, você verá um switch a partir das regiões da ansiedade do cérebro para as regiões de pânico", disse Mobbs.
Os pesquisadores também perguntaram de antemão aos voluntários que medo achavam que deveriam ter da tarântula, e descobriram que aqueles que pensavam vir a ter mais medo tinham depois uma falsa impressão de quão grande era a aranha.
Os cientistas pensam que pode ser este chamado "erro de expectativa" que poderá ser a chave para pessoas que desenvolvem uma fobia - um medo irracional, intenso e persistente de certas coisas, pessoas, animais ou situações.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Começou o Frio

Planeava hoje plantar o cebolinho que comprei ontem, mas o dia não está convidativo. 
Por aqui em Alcobaça o frio começou, e hoje com chuva e vento não se consegue estar lá fora, a apreciar a natureza.
Ainda assim, depois de ter vindo do ginásio e ter ido a um viveiro comprar uma schefflera, que pretendo colocar num vaso grande à entrada da casa, dei uma volta rápida pelo jardim que já começa a ficar um pouco triste e sem flores.
Depois dei de comer aos peixes e vim para dentro. Acendi a salamandra e agora vou fazer um chá preto para beber bem quentinho com um pingo de leite, a acompanhar com castanhas assadas.
São servidos?
A vista da minha sala

Um cogumelo solítário

Uma crisálida de borboleta Monarca

Os meus kinguios, na hora da refeição

Um pormenor da casa
(o sol era da Bershka)

Abóbora tardia

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Por favor, preserve o Planeta

Cerca de um quinto dos vertebrados do mundo estão ameaçadas de extinção, concluiu um estudo em grande escala, destacando a situação da natureza, tema em foco da conversa sobre o ambiente global, em curso no Japão.
O estudo de mais de 170 cientistas em todo o globo usou dados de 25.000 espécies ameaçadas, que constam na Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza, e analisou a situação do mundo dos mamíferos, aves, anfíbios, répteis e peixes.
Os cientistas encontraram em média 50 espécies de mamíferos, aves e anfíbios que se aproximam da extinção a cada ano, devido à expansão das fazendas e plantações, exploração madeireira e caça excessiva.
Outro factor foi a concorrência de outras espécies, especialmente aquelas introduzidas vindas de outras zonas.
Verificou-se que 64 aves, mamíferos e anfíbios melhoraram no estado, incluindo três espécies que estavam extintas na natureza e foram reintroduzidas: o Condor da Califórnia, o furão nos Estados Unidos e o cavalo Przewalski na Mongólia.
Delegados de quase 200 países estão há duas semanas em conversações na cidade japonesa de Nagoya, para definir novas metas para 2020, para proteger espécies animais e vegetais, elaborar um protocolo para compartilhar recursos genéticos entre países e empresas, e distribuir mais recursos para proteger a natureza.
A ONU diz que Nagoya tem de concordar em metas mais duras para salvar as florestas, recifes, rios e zonas húmidas que sustentam os meios de subsistência e as economias. Preservar a riqueza de espécies é fundamental para os ecossistemas e os serviços que prestam, como água potável, as pescas e a polinização de culturas.
O estudo descobriu que o Sudeste da Ásia foi o que sofreu as perdas recentes mais dramáticas, em grande parte por causa da rápida expansão das plantações de óleo de palma, as culturas de arroz e abate de árvores.
Um outro estudo publicado na revista Science, disse que a diversidade biológica do mundo, continuaria a diminuir este século, mas a taxa poderia ser reduzida com as escolhas políticas certas.
O estudo diz que as diferenças na acção política tomada agora pode tanto levar a um aumento da cobertura florestal global de cerca de 15%, na melhor das hipóteses, ou prejuízos de mais de 10% no pior dos casos em 2030.
 
Já só restam poucas Bali Meynah em todo o mundo

domingo, 24 de outubro de 2010

Bichos do Campo

Hoje foi mais um dia de caça ao rato.
Nas minhas andanças, enquanto semeava favas, ervilhas e nabos, cada vez que passava pela gaiola dos meus canários, via os malandros dos ratinhos descontraidamente a comer as sementes dentro dos comedouros.
Lá fui buscar a minha ratoeira que não mata ratos, e só hoje larguei três ratos, bem longe.
São ratos do campo, minúsculos, com um pêlo castanho claro lustroso e focinho rosado.
Tão engraçados que não tenho mesmo coragem em matá-los, fiz isso uma vez para nunca mais.
Aquela ratoeira é mesmo eficaz, com o formato de um pequeno túnel, não há rato que não fique lá preso. 


Depois tenho aranhas de várias espécies que se metem em todo o lado.
Estas já me fazem um pouco de impressão, nem sei bem porquê, mas apesar disso preservo-as para que comam outros insectos menos desejáveis.
Na minha arrecadação tenho uma de estimação, bem grande e peluda. Apelidei-a de Mariana.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Dispositivos GPS nos chifres de Rinocerontes



Na África do Sul, a World Wild Life está a implantar chips de GPS nos chifres de rinocerontes, num novo esforço para combater a desenfreada caça furtiva.
Os chips GPS estão ligados a um computador numa estação de monitorização, onde os guardas do parque acompanham os rinocerontes.
Os movimentos do animal são seguidos 24 horas pelos 7 dias por semana, e se forem atacados os guardas são alertados através de alarmes.
O sinal de alarme é activado se o rinoceronte ficar inerte por mais tempo do que é considerado normal ou se se tornar demasiado activo.
Cinco rinocerontes já foram equipados com o dispositivo e outros se seguirão, se o programa for bem sucedido.
Os caçadores furtivos perseguem de helicóptero os rinocerontes, tranquilizando-os com dardos disparados por espingardas de caça, e os chifres são removidos enquanto os gigantes animais jazem inconscientes.
A caça ilegal aos rinocerontes disparou dramaticamente desde 2008, com 227 animais mortos até agora neste ano, quase o dobro do número de mortos em 2009.
Na China e no Vietname a procura de chifres de rinoceronte no mercado negro é particularmente elevada, onde os caçadores vendem os chifres com propósitos medicinais e ornamentais ao preço até de 15000 euros o quilo.

domingo, 17 de outubro de 2010

O mundo enfrenta as piores perdas da biodiversidade

As Nações Unidas dizem que o mundo está a enfrentar as piores perdas de espécies animais e vegetais desde que os dinossauros desapareceram há 65 milhões de anos, uma crise que deve ser abordada pelos governos, empresas e comunidades.
As Nações Unidas disseram que o mundo não conseguirá atingir a meta estabelecida em 2002 para a redução de perda de biodiversidade, mas a nova conferência irá definir uma nova meta para 2020.
Representantes de mais de 190 países reunir-se-ão no Japão, entre 18 a 29 de Outubro para discutir maneiras de preservar a diversidade das riquezas da natureza, que são vitais para o ar puro, água, alimentos e medicamentos.
Alguns países, como os da União Europeia, pretendem estabelecer um prazo até 2020 para travar a perda da biodiversidade, uma ambição que muitos especialistas dizem está fora de alcance.
O financiamento actual para proteger a biodiversidade é cerca de 2,5 bilhões de euros por ano, mas os países em desenvolvimento dizem que esta deve ser aumentada 100 vezes se difíceis metas de 2020 serão postas em prática por medidas como a criação de áreas protegidas e reduzindo a taxa de perda e degradação dos habitats naturais.

Que irá ser das novas gerações se nada se fizer? 
Obrigatório ver e rever este filme, as vezes que forem necessárias, para que comecemos a assustar-nos e ter a real noção do que andamos a fazer ao planeta.



sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Matança de leões na África do Sul, autorizada pelo governo

 Kevin Richardson, cineasta, com dois dos seus leões

A cada ano, leões são criados em cativeiro na África do Sul e em seguida soltos em áreas fechadas onde os caçadores, muitos dos Estados Unidos, matam-nos a tiro.
Cerca de 1.000 leões em cada ano, é o tema de um filme a que o realizador Kevin Richardson chama de abate, e não desporto.
Este filme irá estrear nos EUA esta sexta-feira esperando que dê às pessoas outra opinião sobre tais caçadas.
''Eu só não consigo entender como alguém poderá querer disparar sobre um leão que está claramente confinado a um espaço ínfimo com absolutamente nenhum raio de esperança de escapar ao caçador'', disse Richardson.
''White Lion'' é um filme sobre um leão branco raro, que em filhote é expulso  pela família por causa da sua cor. Ele está à beira da inanição, quando faz amizade com um velho leão, que lhe ensina os caminhos da vida selvagem. John Kani, actor e dramaturgo, é o contador da história. Um jovem ajuda o leão, cujo nome é Letsatsi, porque a sua tradição tribal Shangaan diz que um leão branco é o mensageiro de Deus e deve ser protegido.

Os troféus de caça são um grande negócio na África do Sul, no valor de 66 milhões de euros por ano, segundo a Associação de Caçadores Profissionais da África do Sul, e turistas estrangeiros pagam até 30 mil euros para filmar um leão.
O governo promove a caça como fonte de receita e apelida-a de ''utilização sustentável dos recursos naturais.'' e os governos provinciais vendem licenças permitindo que os caçadores possam matar rinocerontes, elefantes e mesmo girafas.
Em 2008, os caçadores mataram 1.050 leões, último ano para o qual existem dados disponíveis e 16.394 caçadores estrangeiros - mais da metade dos Estados Unidos - mataram mais de 46 mil animais até Setembro de 2007.
Quase todos os leões caçados sob licença na África do Sul são criados em cativeiro. Mas um novo relatório dos Direitos dos Animais em África diz que os animais que vagueiam fora do enorme parque nacional de Kruger em reservas particulares vizinhas tornaram-se boas presas para este desporto.
Cerca de 3.600 leões foram mantidos em instalações de criação em 2009, para serem vendidos a jardins zoológicos, fazendas e safaris de caça.
Richardson, o realizador de cinema, tornou-se amigo primeiro de um par de filhotes de leões no Parque Leão fora de Joanesburgo 12 anos atrás, quando os filhotes tinham 6 meses e ele tinha 23 anos.
Hoje, Richardson cuida de 39 leões nos seus 800 hectares “Reino do Leão Branco” em Broederstroom, a uma hora e meia de carro de Joanesburgo, onde o filme foi feito.
Os leões são notívagos e passam a maior parte do dia dormindo, assim as filmagens estavam limitadas a um par de horas no período da manhã e outras duas no período da tarde.
O leão Letsatsi foi retratado por vários leões diferentes ao longo dos quatro anos, o tempo que levou a fazer o filme. 

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

22% das plantas do mundo, estão ameaçadas


Uma selecção de espécimes vegetais são exibidos na ala antiga do herbário do Kew Gardens, em Londres. 
De acordo com um estudo mundial, uma em cada cinco das 380 mil espécies de plantas do mundo está ameaçada de extinção, e é a actividade humana que está a fazer a maioria dos danos. A maior ameaça é a conversão de habitats naturais para uso agrícola, impactando directamente nas espécies ameaçadas.
Os resultados foram divulgados antes de uma cimeira das Nações Unidas marcada para meados de Outubro, em que os governos devem definir novas metas para tentar conservar mais as plantas e os animais do mundo.
Não podemos sentar e ver desaparecer espécies de plantas - as plantas são a base de toda a vida na terra, proporcionando ar puro, água, alimentos e combustível. Toda a vida animal e aves depende deles e nós também” disse o director da Stephen Hopper.
Os cientistas usaram dados analisados num estudo de cinco anos para elaborar o que chamaram de "amostragem Índice da Lista Vermelha das Plantas", que será adicionado a uma série de "listas vermelhas", elaboradas para ajudar a monitorizar o estado de mudança da grandes grupos mundiais de plantas, fungos e animais.
Como esta é a primeira vez que uma análise global da ameaça para as plantas do mundo foi realizada, os cientistas disseram que serviria como base para medir os esforços de conservação.
O estudo descobriu que a agricultura, o desenvolvimento e o uso da terra para pecuária estão entre as razões principais em que espécies de plantas estão a ser ameaçadas, e as áreas mais atingidas foram as florestas tropicais.
"As actuais actividades humanas estão a empurrar mais plantas para a extinção, mas se os governos do mundo tomarem os passos certos ... nós temos o potencial para proteger a vida das plantas e as criaturas que dependem delas", disse Steve Bachman, analista de conservação de plantas. 
Ambas as espécies comuns e plantas raras foram avaliadas para tentar dar um retrato exacto de como as plantas estão indo ao redor do mundo, disseram os cientistas num comunicado à imprensa.
Os pesquisadores estudaram uma amostra aleatória de cerca de 1.500 espécies de cada grupo, uma vez que a avaliação da ameaça para todo o mundo estima-se 380 mil espécies de plantas, seria uma muito grande tarefa. Em comparação com o vasto mundo das plantas, os especialistas estimam que existam em risco cerca de 10000 espécies de aves, 5500 espécies de mamíferos e 6300 espécies de anfíbios.
"A diversidade das plantas está subjacente a toda vida na Terra, por isso, é preocupante que a nossa própria espécie está ameaçando a sobrevivência de milhares de espécies de plantas", disse Neil Brummitt, pesquisador da diversidade botânica no Museu de História Natural.
"Nós criamos a linha de base. Agora precisamos trabalhar todos juntos para proteger não só o futuro das plantas mas o futuro de nós mesmos".

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

No Bangladesh, antigo caçador luta pela sobrevivência da vida selvagem

Sitesh Ranjon disse que a sua transformação de caçador a conservacionista foi desencadeada há 20 anos durante uma caçada a veados, quando foi atacado por um urso preto dos Himalaias que desfigurou seriamente o seu rosto.
Durante os longos meses de recuperação, Sitesh decidiu desistir da caça, profissão da sua família por gerações, em favor de salvar os animais doentes e em perigo.
Sitesh tornou-se o conservador líder da nação, dedicado a salvar o que resta da floresta Lawachara, uma reserva nacional ameaçada.
“Eu perdi um olho no ataque, mas ele mudou a forma como passei a relacionar-me com a vida selvagem”.
“Cresci vendo muitas espécies – javalis, leopardos – raras em serem vistas agora. Estes animais estão nos seus últimos dias.
“A exploração madeireira ilegal tem prejudicado a floresta de tal forma que não há comida para os animais. Se não agirmos agora, os animais desaparecerão para sempre em poucos anos”.
Sitesh de 62 anos, cuida e recupera animais selvagens feridos trazidos por moradores e regularmente aparece na TV em campanha para melhorar as atitudes públicas para com os animais selvagens.
Quando possível ele liberta os animais de volta à floresta, enquanto outros são mantidos no seu pequeno jardim zoológico, incluindo as crias de urso preto dos Himalaias, depois que a progenitora foi espancada até à morte, uma piton de 5,5 m e um raro gato pescador albino.
Mesmo a habitação de Sitesh está cheia de animais, os “casos difíceis” que necessitam cuidados de 24 horas.
Até agora, já libertou mais de 1000 animais e não está a contar com 2000 aves.
“Não poderei libertar os ursos por as selvas já não serem grandes o suficiente para fornecerem-lhes alimentos, para além de existirem muitos caçadores furtivos”, disse.
Segundo o governo, a floresta Lawachara já foi lar de mais de 460 espécies de animais, mas décadas de ocupação humana para fins agrícolas e exploração ilegal de madeira significa que apenas restam 1250 hectares de floresta e mesmo aí a cobertura das árvores não é suficiente para sustentar muitas espécies.
Especialistas dizem que a floresta diminuiu em 90% ao mesmo tempo que a população do Bangladesh aumentou 3 vezes nas últimas quatro décadas, tornando uma floresta anteriormente densa em pequenas ilhas cercadas por aldeias.
“Há muitos madeireiros ilegais, sofisticadamente armados. Eu só tenho 18 homens e na maioria desarmados”, disse Sitesh, acrescentando “Em Junho, três guardas florestais foram espancados e feridos com gravidade pelos madeireiros”.
Cada vez que Sitesh liberta um animal, convida os políticos locais, jornalistas e funcionários florestais, para chamar a atenção para a situação da floresta remanescente e seus habitantes.


sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Pormenores do dia

Paisagem... da janela da minha cozinha

Prédio degradado, em Alcobaça

Comer ou não comer...

As autoridades dos EUA estão a considerar na aprovação da comercialização de salmão geneticamente modificado, o que poderá abrir a porta para mais animais transgénicos tornarem-se refeição.
A Food and Drug Administration fixou uma audiência este mês, para considerar uma proposta da AquaBounty Tecnologias para produção e venda de um salmão do Atlântico com um novo gene da hormona de crescimento.
A empresa disse que a mudança genética permite que o peixe cresça para o tamanho exigido pelo mercado em metade do tempo do salmão convencional, mas que, em todos os outros aspectos, será idêntico ao salmão do Atlântico.
Alega a AquaBounty que a nova produção de salmão pode ajudar a atender à crescente demanda de peixe e reduzir a pressão sobre as populações de peixes selvagens.
Mas grupos ambientais e de segurança alimentar estão levantando acusações ferozes, dizendo que esta aprovação poderia não só pôr em perigo o salmão selvagem, mas abrir a porta para outros tipos de alimentos de origem animal geneticamente modificados, pondo em perigo a saúde ou o ambiente.
Se aprovado, o salmão seria o primeiro animal transgénico permitido para consumo humano, embora as autoridades tenham aprovado uma cabra com modificações genéticas para a produção de um tratamento anti-coagulação.
Todos sabemos que há um grande apetite por salmão, mas a solução não é criar versões geneticamente modificadas para pôr mais salmão nas nossas mesas, a solução é trabalhar para trazer as populações de salmão selvagem de volta. 

Na imagem o salmão maior é o geneticamente modificado
Dawn Media Group

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Na Europa: 12 milhões de animais cobaia

A Europa proibiu esta semana a utilização de grandes símios em experiências com animais, após dois anos de intenso debate sobre como proteger o bem-estar animal, sem arruinar a investigação científica.
Sob a nova legislação, as experiências em macacos grandes, como chimpanzés, gorilas e orangotangos estão a ser proibidas e rigorosas restrições foram definidas sobre a utilização de primatas em geral.
Os membros do bloco dos 27 países, a quem se deram dois anos para cumprir as regras, também têm e sempre de assegurar que existe um método alternativos disponível, em vez dos testes em animais, devendo trabalhar na redução dos níveis de dor infligida aos animais.
Mas os defensores da abolição das experiências em animais não acreditam que as novas regras sejam suficientemente aplicadas, e que os animais continuarão a ser usados como cobaias, continuarão a sofrer de dor, afirmando ser possível reduzir o número de animais utilizados para a ciência, sem prejudicar as investigações.
Por outro lado os conservadores afirmam que a evolução médica é crucial para a humanidade e, infelizmente, para atingir este progresso deve haver testes em animais. A legislação especial permite a utilização de primatas em testes em doenças como Alzheimer, cancro ou doença de Parkinson se não houver provas científicas de que a pesquisa não pode ser alcançada sem o uso destas espécies.
Para evitar repetir o sofrimento a um animal, são enumeradas as diferentes categorias de dor que podem ser infligidas durante um teste, poderá ser leve, moderada ou grave, e propõe que os mesmos animais sejam reutilizados somente se a dor fôr classificada como "moderada", com a devida confirmação de um veterinário.
Actualmente cerca de 12 milhões de animais são utilizados anualmente em experiências científicas na União Europeia.
No ano passado a União Europeia proibiu testes em animais para o desenvolvimento de produtos cosméticos, com excepção dos testes toxicológicos de longa duração, que serão totalmente proibidos em 2013.

domingo, 5 de setembro de 2010

Rato de Cabrera

Ausentei-me durante 3 dias e quando abri a arrecadação reparei logo num rato morto e outro cambaleante de pêlo escuro.
Em conversa com a minha irmã, alerta-me ela para ter cuidado e reparar bem se não estou a matar o Rato de Cabrera, que se encontra em risco na Península Ibérica.
Fiquei para morrer! 
Por matar estes bichos, apesar de destruidores, tenho-me culpabilizado e agora esta notícia que desconhecia completamente. 
Entretanto, já memorizei as características do animalzinho protegido e agora só me resta analisar a espécie de ratinhos que infestou a minha arrecadação.
Este rato é mesmo importante preservar, de tal forma que há um ano saiu esta notícia no Expresso.
Vim agora de fotografar "os meus ratos" e reparei que nem um nem outro, pela cauda comprida, são da espécie protegida. 
São ratinhos jovens e o que estava ainda moribundo larguei-o longe no terreno. Acabei por não ter coragem de o matar.
Acho que estavam com sede, ficaram encurralados sem comer nem beber, pois para além da porta fechei o ralo por onde entravam e saiam.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Ratos

Espero que não se enojem com a foto, mas nem queiram saber a luta intestina que passei para apanhar este malvado rato. 
Nem as saquetas de veneno que ele comeu lhe fizeram efeito.
Entrou-me na arrecadação há uns meses e andava a fazer imensos estragos. Por sorte era um macho. 
Alimentava-se da comida dos canários entrando na gaiola, descaradamente e comigo ao pé.
Teve de ser coitado...