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sexta-feira, 1 de abril de 2011

Morcegos em perigo

Se quiserem podem chamá-los de criaturas arrepiantes, nas os morcegos comedores de insectos são tão importantes para a agricultura dos EUA, que as suas mortes poderiam custar à economia biliões de euros por ano.

A doença fúngica, conhecida como síndrome do nariz branco, combinada com o surgimento das turbinas eólicas que podem iludir os voadores do escuro, mataram mais de um milhão de predadores de insectos na América do Norte desde 2006.

A morte deles significa a eliminação de um pesticida natural importante, que vale pelo menos 2,6 biliões de euros por ano para os agricultores, revelou um estudo na revista Science.

Sem os morcegos, as colheitas são afectadas e a aplicação de pesticidas aumenta, o que demonstra que os morcegos têm um enorme potencial para influenciar a economia da agricultura e da silvicultura.

O estudo revela que mais de 1 milhão de morcegos na América do Norte morreram devido a doenças fúngicas nos últimos cinco anos, e que algumas previsões mostram que em 2020, as turbinas terão morto cerca de 33 mil para 111 mil por ano só no Planalto do Meio-Atlântico. 

O custo de análise incidiu sobre as despesas dos pesticidas, mas não incluíram os efeitos dos pesticidas sobre o meio ambiente ou à saúde humana e animal.

Não agirmos não é opção, porque a história de vida destes mamíferos voadores nocturnos caracteriza-se por baixas taxas de reprodução, o que significa que é pouco provável a recuperação da população por décadas ou mesmo séculos.

Receia-se que os morcegos possam extinguir-se em apenas 16 anos.

 

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Galápagos: começou a matança dos ratos


Deu-se início a um ataque em larga escala aos ratos invasores que ameaçam a sobrevivência das aves, tartarugas, iguanas e plantas nativas das ilhas Galápagos, cuja flora e fauna únicas foram estudadas por Charles Darwin enquanto desenvolvia a sua teoria da evolução.
Ratos pretos, ratazanas e ratos noruegueses, que acredita-se terem sido introduzidos no arquipélago por navios no final do século XVII, estão a ser atacados por helicóptero com um veneno especialmente concebido para estes roedores.
A ideia é eliminar todos os roedores não nativos das ilhas, sem pôr em risco outras espécies animais.
A isca envenenada é colocada em cubos azuis luminosos que atraem ratos, mas repulsivo para os leões marinhos e aves que habitam também as ilhas.
O projecto está a ser executado pelo serviço do Parque Nacional de Galápagos, com o apoio da Fundação Charles Darwin, e em meados de Fevereiro saberão se surtiu o efeito desejado.
Os ratos colocaram em risco grave, à beira da extinção o Petrel Galápagos, um pássaro marinho único no mundo e que apenas 120 sobrevivem.
Um total de 50 espécies de aves encontram-se ameaçadas pelos roedores, 8 delas gravemente em risco, assim como as tartarugas gigantes, iguanas e uma série de plantas.
Os ratos são omnívoros, o que significa que comem tudo que encontram e isso inclui os ovos de outras espécies.
Vinte falcões foram capturados de duas ilhas e colocados em gaiolas onde permanecerão durante dois meses, pois poderiam alimentar-se dos ratos envenenados.
O arquipélago possui 19 ilhas e 42 ilhotas, fontes oficiais revelam que as ilhas Isabela, Santa Cruz, Santiago, San Cristobal, Floreana e Santiago, estão infestadas com até 4 roedores por metro quadrado.
No entanto, os roedores não são o maior perigo para o frágil ecossistema das ilhas a 1000 Km da costa do Equador.
O maior perigo é o homem, seguido por cães.
As ilhas Galápagos foram declaradas protegidas pela UNESCO em 1978.
Em 2007, a UNESCO declarou-as em risco, devido a danos causados por espécies invasoras, pelo turismo e imigração.
Foi a variedade de tentilhões nas ilhas que inspiraram a teoria da evolução de Darwin.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Solstício de Inverso

Foi ontem.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Tesouros do passado ameaçados pelas alterações climáticas

Múmias em decomposição na Sibéria, pirâmides desaparecendo sob a areia no Sudão, templos Maias a colapsar: as alterações climáticas estão a pôr em risco inúmeros tesouros do nosso passado comum, avisam os arqueólogos.
O derretimento do gelo pode desbloquear segredos antigos a partir do solo, como a descoberta em 1991 de um guerreiro “Oetzi” de 5.300 anos, cujo corpo havia sido conservado durante milénios dentro de um glaciar dos Alpes.
Mas, conforme os glaciares vão derretendo, os desertos alastrarem, os níveis do oceano aumentarem e os furacões intensificarem, tudo efeitos provocados pelo homem, teme-se um pesado tributo sobre o património mundial.
Uma equipa arqueológica francesa na Ásia Central, que desempenhou um papel importante na escavação do kurgans, túmulos congelados de tribos nómadas das montanhas da Sibéria, teme que os mesmos se percam.
O permafrost, a camada permanentemente congelada da Terra, que os protegia até agora, está derretendo. Existem corpos mumificados tatuados, enterrados com cavalos sacrificados, existem peles, objectos de madeira e roupas. Parte do solo vai derretendo a cada estação e a está a ficar cada vez mais fundo. Se não se tomarem medidas preventivas, em breve será tarde demais.
O guerreiro Oetzi foi descoberto, certamente devido a um recuo de altitude do glaciar  da região do Tirol italiano.
O derretimento dos glaciares, sobretudo na Noruega, está regularmente a revelar outros tesouros.
Como uma Atlântida moderna, os especialistas alertam que o aumento dos níveis do oceano, que segundo algumas previsões poderá saltar um metro até 2100, está  a pôr em risco dezenas de sítios arqueológicos costeiros, com as ilhas do Pacífico na linha da frente.
Na Tanzânia, a erosão marítima já destruiu uma parede do Forte Kilwa, construído pelos colonizadores Portugueses numa ilha costeira em 1505.
E, em Bangladeshe, a cidade em ruínas de Panam em Sonargaon, o coração do reino de Bengala do séc.XV ao XIX, é frequentemente atingida por inundações.
Hoje, Panam é um dos 100 locais listados pela UNESCO como ameaçadas pelas alterações climáticas.
Um aumento na previsão de eventos climáticos imprevisíveis, furacões principalmente, é outra grande fonte de preocupação.
Como o caso de Chan Chan no Peru, a antiga capital da civilização Chimu e maior cidade pré-colombiana na América Latina, que já está severamente exposta a inundações ligada ao fenómeno climático El Nino.
Da mesma forma, o templo maia de Tabasqueno no México teve de ser em grande parte reconstruido, após ter sido danificado por dois furacões, o Opalo e o Roxana em 1995. Os arqueólogos conseguiram estabilizar o templo principal, mas a construção ficou saturada com água desabando para dentro.
A areia é um dos piores inimigos dos sítios arqueológicos, como no Sudão, onde as dunas que avançam sobre as Pirâmides de Meroe, a capital de um reino florescente do séc. III AC ao séc. IV AD.
Em Omã, dois ciclones, o Gonu em 2007 e Phet no ano passado, enterraram totalmente com areia locais de pesquisa arqueológica que datam do quinto e sexto milénio AC.
Os arqueólogos advertem que os esforços da UNESCO para identificar locais de risco não vão suficientemente longe, apelando para o mundo "soar o alarme" sobre esta ameaça.
A Arqueologia é parte da memória humana, e propõem que soluções radicais podem ser necessárias para proteger os tesouros do passado da mudança climática, citando o caso dos Templos de Abu Simbel, no Egipto.
Na sequência de um esforço internacional, todo o complexo foi transferido em 1960 para evitar que fossem submersos pela construção de uma barragem no rio Nilo.

domingo, 21 de novembro de 2010

Salvem o Tigre

A Índia é o lar de mais de metade dos tigres selvagens existentes no mundo, e nem os esforços em programas de conservação conseguiram suster o rápido declínio no número destes animais.
Na terra lendária que inspirou histórias do Livro da Selva de Rudyard Kipling sobre a astúcia do tigre protagonista Sher Khan, as autoridades estão a perder a batalha contra os caçadores furtivos e outros problemas provocados pelo homem.
A situação é semelhante em toda a região da Ásia, o que poderá levar a espécie à beira da extinção.
Só na ìndia a população de tigres caiu para 1411, dos cerca de 3700 que se estimavam estar vivos em 2002, e 40000 estimados em toda a Índia no ano de 1947.
Além das caçadas ao tigre, existem novas ameaças - a destruição do seu habitat devido à expansão industrial, aos projectos de mineração e construção de barragens próximas de reservas protegidas.
Peles de tigre encontram-se em qualquer lugar desde 8000 a 15000 euros e os ossos são vendidos na China por cerca de 730 euros, onde existe uma enorme demanda destes artigos e os caçadores furtivos assumem todos os riscos para obter grandes lucros..
De acordo com a Lista Vermelha de 2009 da União Internacional para a Conservação da Natureza , existem 70 tigres no Butão, 10 a 50, no Camboja, cerca de 40 na China, 300 na Malásia, 100 em Mianmar, 350 na Rússia, mais de 250 na Tailândia e menos de 100 no Vietname. 
Existem apenas 3200 tigres no mundo todo. Um número assustador", disse Ramesh que dirige a conferência Tiger Global Summit, em São Petersburgo, que começa amanhã. 
A principal rota de tráfico começa da Índia e termina na China, onde partes do tigre são muito apreciadas como suposta cura para uma série de doenças e como afrodisíacos.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Tarântulas ajudam cientistas a quebrar o medo humano

Usando tarântulas para quebrar o medo humano, cientistas descobriram que o cérebro responde de maneira diferente às ameaças com base na proximidade, na direcção e como se espera que algo venha a ser assustador.
Pesquisadores da Unidade de Ciências Cerebrais de Cognição de Cambridge, Inglaterra, usou imagens por ressonância magnética funcional, para rastrear a actividade cerebral em 20 voluntários, enquanto eles observavam uma tarântula colocada perto de seus pés, e, em seguida, mais próxima.
Os resultados sugerem que os diferentes componentes da rede do medo do cérebro desempenham funções específicas de resposta a ameaças e poderão ajudar cientistas a diagnosticar e tratar pacientes que sofrem de fobias.
"Mostrámos que não é apenas uma estrutura única no cérebro, mas que é um número de diferentes partes da rede de medo que trabalham juntas para orquestrar a resposta de medo" disse Dean Mobbs que liderou o estudo.
A equipa de Mobbs avaliou a actividade cerebral dos voluntários durante três secções: a primeira quando a tarântula estava numa caixa perto de seus pés e, em seguida aproximando ou afastando a caixa e também quando a aranha andava em direcções diferentes.
"Parece que quando uma aranha está mais afastada e depois se aproxima, você verá um switch a partir das regiões da ansiedade do cérebro para as regiões de pânico", disse Mobbs.
Os pesquisadores também perguntaram de antemão aos voluntários que medo achavam que deveriam ter da tarântula, e descobriram que aqueles que pensavam vir a ter mais medo tinham depois uma falsa impressão de quão grande era a aranha.
Os cientistas pensam que pode ser este chamado "erro de expectativa" que poderá ser a chave para pessoas que desenvolvem uma fobia - um medo irracional, intenso e persistente de certas coisas, pessoas, animais ou situações.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Começou o Frio

Planeava hoje plantar o cebolinho que comprei ontem, mas o dia não está convidativo. 
Por aqui em Alcobaça o frio começou, e hoje com chuva e vento não se consegue estar lá fora, a apreciar a natureza.
Ainda assim, depois de ter vindo do ginásio e ter ido a um viveiro comprar uma schefflera, que pretendo colocar num vaso grande à entrada da casa, dei uma volta rápida pelo jardim que já começa a ficar um pouco triste e sem flores.
Depois dei de comer aos peixes e vim para dentro. Acendi a salamandra e agora vou fazer um chá preto para beber bem quentinho com um pingo de leite, a acompanhar com castanhas assadas.
São servidos?
A vista da minha sala

Um cogumelo solítário

Uma crisálida de borboleta Monarca

Os meus kinguios, na hora da refeição

Um pormenor da casa
(o sol era da Bershka)

Abóbora tardia

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Jogo de Computador: como combater as alterações climáticas

Alguma vez quis saber como uma pessoa pode salvar o planeta dos efeitos das mudanças climáticas?
“Fate of the World” (O Destino do Mundo) coloca o futuro da Terra nas mãos dos jogadores, colocando-os a cargo de um organismo internacional ambiental que poderia salvar o mundo do aumento das emissões de gases com efeito de  estufa ou deixá-lo morrer se continuar a confiar nas pesadas emissões de combustíveis fósseis.
Através de diferentes cenários, os jogadores podem explorar as opções de geoengenharia, como fontes de energia alternativa para salvar o planeta do aquecimento global, escassez de recursos naturais e uma população crescente ao longo dos próximos 200 anos.
"Os dados científicos são muitas vezes inacessíveis e estamos a tentar colocar os jogadores numa posição de poder e conectados com estas questões", disse Gobion Rowlands, fundador da Red Redemption, a empresa que construiu o jogo. “Há uma gama de opções, incluindo a energia nuclear e energias renováveis, não indicando qual o melhor caminho a seguir".
A empresa tem um conselho consultivo que inclui alguns especialistas em alterações climáticas.
Este ano, uma série de aparentes falhas na ciência do clima e do fracasso das conversações da ONU, de chegar a um acordo internacional para reduzir as emissões de gases com efeito de estufa, pareceu minar o interesse do público sobre esta matéria.
Entretanto, os jogos que focam a sustentabilidade e direitos humanos têm vindo a crescer em popularidade e são recebidos por grupos ambientalistas como uma forma de sensibilização.
São precisas indústrias criativas para trabalhar com estes grandes temas com resultados que podem ser imensamente poderosos, podendo ajudar a entender como é e se sente um futuro sustentável.



quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Por favor, preserve o Planeta

Cerca de um quinto dos vertebrados do mundo estão ameaçadas de extinção, concluiu um estudo em grande escala, destacando a situação da natureza, tema em foco da conversa sobre o ambiente global, em curso no Japão.
O estudo de mais de 170 cientistas em todo o globo usou dados de 25.000 espécies ameaçadas, que constam na Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza, e analisou a situação do mundo dos mamíferos, aves, anfíbios, répteis e peixes.
Os cientistas encontraram em média 50 espécies de mamíferos, aves e anfíbios que se aproximam da extinção a cada ano, devido à expansão das fazendas e plantações, exploração madeireira e caça excessiva.
Outro factor foi a concorrência de outras espécies, especialmente aquelas introduzidas vindas de outras zonas.
Verificou-se que 64 aves, mamíferos e anfíbios melhoraram no estado, incluindo três espécies que estavam extintas na natureza e foram reintroduzidas: o Condor da Califórnia, o furão nos Estados Unidos e o cavalo Przewalski na Mongólia.
Delegados de quase 200 países estão há duas semanas em conversações na cidade japonesa de Nagoya, para definir novas metas para 2020, para proteger espécies animais e vegetais, elaborar um protocolo para compartilhar recursos genéticos entre países e empresas, e distribuir mais recursos para proteger a natureza.
A ONU diz que Nagoya tem de concordar em metas mais duras para salvar as florestas, recifes, rios e zonas húmidas que sustentam os meios de subsistência e as economias. Preservar a riqueza de espécies é fundamental para os ecossistemas e os serviços que prestam, como água potável, as pescas e a polinização de culturas.
O estudo descobriu que o Sudeste da Ásia foi o que sofreu as perdas recentes mais dramáticas, em grande parte por causa da rápida expansão das plantações de óleo de palma, as culturas de arroz e abate de árvores.
Um outro estudo publicado na revista Science, disse que a diversidade biológica do mundo, continuaria a diminuir este século, mas a taxa poderia ser reduzida com as escolhas políticas certas.
O estudo diz que as diferenças na acção política tomada agora pode tanto levar a um aumento da cobertura florestal global de cerca de 15%, na melhor das hipóteses, ou prejuízos de mais de 10% no pior dos casos em 2030.
 
Já só restam poucas Bali Meynah em todo o mundo

domingo, 24 de outubro de 2010

Bichos do Campo

Hoje foi mais um dia de caça ao rato.
Nas minhas andanças, enquanto semeava favas, ervilhas e nabos, cada vez que passava pela gaiola dos meus canários, via os malandros dos ratinhos descontraidamente a comer as sementes dentro dos comedouros.
Lá fui buscar a minha ratoeira que não mata ratos, e só hoje larguei três ratos, bem longe.
São ratos do campo, minúsculos, com um pêlo castanho claro lustroso e focinho rosado.
Tão engraçados que não tenho mesmo coragem em matá-los, fiz isso uma vez para nunca mais.
Aquela ratoeira é mesmo eficaz, com o formato de um pequeno túnel, não há rato que não fique lá preso. 


Depois tenho aranhas de várias espécies que se metem em todo o lado.
Estas já me fazem um pouco de impressão, nem sei bem porquê, mas apesar disso preservo-as para que comam outros insectos menos desejáveis.
Na minha arrecadação tenho uma de estimação, bem grande e peluda. Apelidei-a de Mariana.

domingo, 17 de outubro de 2010

O mundo enfrenta as piores perdas da biodiversidade

As Nações Unidas dizem que o mundo está a enfrentar as piores perdas de espécies animais e vegetais desde que os dinossauros desapareceram há 65 milhões de anos, uma crise que deve ser abordada pelos governos, empresas e comunidades.
As Nações Unidas disseram que o mundo não conseguirá atingir a meta estabelecida em 2002 para a redução de perda de biodiversidade, mas a nova conferência irá definir uma nova meta para 2020.
Representantes de mais de 190 países reunir-se-ão no Japão, entre 18 a 29 de Outubro para discutir maneiras de preservar a diversidade das riquezas da natureza, que são vitais para o ar puro, água, alimentos e medicamentos.
Alguns países, como os da União Europeia, pretendem estabelecer um prazo até 2020 para travar a perda da biodiversidade, uma ambição que muitos especialistas dizem está fora de alcance.
O financiamento actual para proteger a biodiversidade é cerca de 2,5 bilhões de euros por ano, mas os países em desenvolvimento dizem que esta deve ser aumentada 100 vezes se difíceis metas de 2020 serão postas em prática por medidas como a criação de áreas protegidas e reduzindo a taxa de perda e degradação dos habitats naturais.

Que irá ser das novas gerações se nada se fizer? 
Obrigatório ver e rever este filme, as vezes que forem necessárias, para que comecemos a assustar-nos e ter a real noção do que andamos a fazer ao planeta.



Teias na madrugada

Hoje, a madrugada apareceu branca de nevoeiro. 
Do que mais gosto logo cedo é sentir o ar fresco da manhã e o cheiro da terra. 
O orvalho ainda não se tinha dissipado e reparei em imensas teias espalhadas por todo o jardim, visíveis pelas minúsculas gotículas.
Busquei a máquina fotográfica, antes que o sol as evaporasse.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Imaginação minha

Hoje recebi uma tonelada de lenha, para acender na minha salamandra e me aquecer pelos próximos Invernos. 
No meio da lenha encontrei dois pedaços de madeira com pormenores engraçados, que me fizeram lembrar outra coisa. 

Este pareceu-me a cabeça de um urso


e este pelos remoinhos, fez-me lembrar a pintura "Noite Estrelada" de Van Gogh

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Comprei uns binóculos

Pois é, com a fauna que tenho no No Cau em Alcobaça, preciso mesmo de uns binóculos. São minúsculos embora não pareça na imagem. São da marca BUSHNELL com uma Powerview 12 x 32. Ver aqui.
A partir de agora até talvez poderei conseguir identificar as aves de rapina que por lá voam. Há tempos vi uma ave média, talvez um milhafre, com uma cobra numa das patas. Custou a levantar voo porque a cobra ainda se debatia. Foi interessante e a ave pousada num poste, descansou uns breves segundos e lá voou para comer a presa ou dar de comer aos seus filhotes.
Existem imensos ratos por lá e as pessoas queixam-se muito porque lhes matam os pintos, para além de comerem a ração das galinhas etc. Acabo por alertá-las para o facto de que ao matarem ,sem quê nem porquê ,todas as cobras que por lá passam, acabam por fazer com que os ratos se multipliquem, pois deixam de ter a cobra como predador, preventivo para o controlo de natalidade daqueles roedores.
Os ratos não me afligem, acho um bocado para o nojento os ratos da cidade do que os  do campo que até são bonitos de pêlo brilhante.
O único bicharoco que me dá arrepios é a aranha. Em Alcobaça há as de várias cores: verdes, pretas, brancas, castanhas claro e escuro. Tenho por lá uma enorme na garagem que é grande o suficiente para eu ver-lhe o brilho dos olhos. Só que não sou capaz de as matar, fazem imensa falta para controlarem os outros insectos indesejáveis. Se não as quero num local, tenho de ir buscar uma caixa de plástico bem escorregadio para que ela não trepe e suba pelo braço. Depois com cuidado largo-as nas ervas.
Uma ocasião, nas limpezas retirei uma aranha castanha grande por este processo e levei-a para as ervas uns 15 metros de distância do local.  Passadas umas 2 horas ou nem tanto vejo a mesma aranha a entrar pela garagem e a dirigir-se para o local de onde eu a a tinha tirado. Fiquei parva porque desconhecia que as aranhas tinham memória. Levei-a de novo dali e ela desta vez já não voltou.
Segundo os entendidos em Portugal existem cerca de 500 variedades de aranhas e em 2007 foi descoberta uma nova espécie cá no nosso país. Chama-se ela Malthonica Oceanica, bem lindinha e é nossa, aqui vai a sua foto:
Aranha Portuguesa