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sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Local de trabalho

Frio, escuro, tudo muito velho, é assim o meu novo local de trabalho, mas jamais poderei reclamar pela sorte que tive em achá-lo.
Esqueci mencionar que sou a única neste espaço, por ora  provisório (espero bem que seja).
Quando entrei, o primeiro objecto que me atraiu, foi um belo de um aquecedor que poderemos já chamar de antiguidade. Tão pesado que mal se consegue levantar do chão, cálculo uns 30 Kg.
Acho-o o máximo.
Não resisti em tirar uma foto.

sábado, 15 de janeiro de 2011

Voltei...

Não, não caí em depressão, estive perto e à laia de oração, por piada, só me vem à memória aquela canção 'I will survive', que canto com prazer:
First I was afraid
I was petrified
Kept thinking I could never live
without you by my side
But I spent so many nights
thinking how you did me wrong
I grew strong
I learned how to carry on

Os problemas são tantos, que bloqueei em tanto pensar como resolvê-los. Literalmente fiz curto circuito e tive de deixar as emoções assentar... apesar de não conseguir dormir sobre o assunto.
Investi tanto emocionalmente como financeiramente num projecto a dois, que terminou simplesmente desperdiçado.
Agora há que fazer o Restart à vida e ansiosamente aguardo uma procuração que me devolverá a liberdade.
Tanta coisa tenho que fazer:
- Deixar de ser fiadora em créditos que não são meus;
- Pôr a casa de Alcobaça à venda;
- Obras no meu T2, e
- Nova mudança.
Entretanto, consegui trabalho e estou numa empresa que, tal como na empresa onde trabalhei anteriormente, fica no Parque das Nações.

A vida parece que vai começar a correr melhor...
Inshallah!

sábado, 25 de setembro de 2010

Vista da entrevista

Fui a uma entrevista para emprego no Parque das Nações. Enquanto esperava, apreciei as belas vistas que se ofereciam do escritório.

Ao menos trouxe uma recordação.


segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Dia sem resoluções

Logo pela manhã, cheguei a Lisboa para uma entrevista no Parque das Nações. 
As exigências eram imensas: inserir dados numa página web, lidar com mediadoras, controlar rendas de imóveis, elaborar contratos, actualizar mapas de dados, assuntos com a banca, tratar de toda a documentação para a contabilidade, receber reclamações dos arrendatários e resolvê-las, lidar com a construtora dos imóveis para a resolução de problemas com os defeitos de construção, etc.
Quando chegámos à fala sobre salário, aí começaram os problemas. 
Questionaram-me sobre isso e honestamente falei no meu último salário, frisando que o auferia já há anos na empresa anterior. 
O meu espanto foram as expressões faciais de desagrado que me transtornaram sobremaneira, porque o valor que mencionei nem corresponde ao que as mulheres da limpeza cobram nos dias de hoje.
Tiro a triste conclusão que o mercado de trabalho é equivalente ao da prostituição. 
Vamos desvalorizando quanto mais velhos vamos ficando, mesmo com imensas competências não valemos um chavo.
Entretanto ficaram de dar uma resposta.

Logo a seguir fui ao meu apartamento na Amadora, tirar as medidas aos móveis que coloquei à venda no Custo Justo
À tarde voltei ao apartamento para mostrar a uma interessada esta cómoda do início do século passado, que eu acho lindíssima ainda com os puxadores originais. 
Ficou de dar uma resposta.
 

Amanhã acompanharei a minha irmã na 6ª sessão de quimioterapia no IPO, e no final do dia meto-me a caminho de Alcobaça, a ver se apanho ainda  parte da aula da formação sobre Orientação e Sobrevivência.

Estou cansada...

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Semana sem fim...

Que semana!

Na Segunda fui à apresentação quinzenal obrigatória na Junta de Freguesia, pela minha condição de desempregada a receber subsídio de desemprego, e a fila era bem maior que da última vez.
Os nomes dos desempregados que se apresentavam eram apontados à mão, numa folha A4 e o meu nome inaugurou a quinta folha. Calculei que em cada folha estivessem entre 25 a 30 nomes apontados o que significa que naquela manhã mais de 100 pessoas já lá tinham passado. 

Terça-feira foi o dia da 5ª Sessão de Quimioterapia da minha irmã.
Na consulta ficámos a saber o resultado da TAC que revelou boas notícias, a quimioterapia está a fazer efeito e os gânglios voltaram ao tamanho normal. 
Foi um dia muito longo no IPO, são sempre em média 10 horas contínuas entre análises, consulta e quimioterapia. 
E enquanto se espera, vamos apreciando o que nos rodeia. 

Um dos galos da Índia que anda pelo hospital a granjear

Os lavadores de vidros a trabalhar, pendurados num prédio em frente ao IPO

Quarta-feira foi o dia da mudança. 
Com uma antecedência de três dias andei a encaixotar a cangalhada toda do apartamento, menos as loiças que serei eu a levar, para neste dia ser feito o transporte para Alcobaça. 
Nunca mais na minha vida quero fazer mudanças, é uma estafa brutal e estou fisicamente de rastos, de tal forma que nem me atrevo a ir ao ginásio. 
Nem falo dos fulanos da transportadora... com uma falta de profissionalismo atroz. Tinha de constantemente chamar a atenção ao que faziam. Numa das vezes fui dar com eles a arrastar o sofá de tecido aveludado directamente no chão sujo da escada. Passei-me com esta atitude, para cúmulo um deles parecia ter só um braço, pois a todo o minuto recebia telefonemas. No primeiro telefonema claro que não se diz nada mas quando o terceiro aconteceu aborreci-me, porque o tipo literalmente parava de trabalhar uns minutos para falar com amigos. Ora estando eu a pagar à hora não tive senão de chamar-lhe a atenção e o tipo com um carão, quase me fulminou com o olhar. 
Mas será que se fosse ele a pagar ficaria impávido e sereno e permitiria tal? 
Bem, foi um dia para esquecer. 
Mas à noite fui convidada pelos meus vizinhos a jantar alheiras assadas na brasa acompanhadas com um vinho que me soube bem de que não me lembro bem o nome, seria Festa Rija ou Festa Brava.

Quinta-feira, hoje. 
Estou toda partida. Carreguei ontem tanto que quase nem consigo mexer-me.  
Mas o gozo hoje foi fazer uma decoração totalmente nova. 

Amanhã quero ir à praia  para regressar com mais vontade e continuar a arrumar as minhas coisas.

domingo, 1 de agosto de 2010

Última Visita de Estudo

Este sábado, terminou o cursinho de Agricultura Biológica com uma visita à Biofrade na Lourinhã, que se dedica a este tipo de produção, sendo um dos principais fornecedores da cadeia de supermercados Pingo Doce.
Anteriormente, eu tinha uma noção errada de que para se ser produtor pelo modo agricultura biológica seria uma tarefa bem complexa. 
Não é bem assim, os fertilizantes e insecticidas naturais mais utilizados não variam muito, insistindo os produtores em três ou quatro marcas para combater em quase todas as culturas, as diferentes pragas de insectos prejudiciais. 
Tudo passa por uma rotina, que mais tarde e com a prática, faz-se com alguma facilidade. 
O essencial neste tipo de agricultura é o capital necessário para o arranque do negócio que implica a aquisição de equipamento de custo avultado e de terrenos com grandes áreas.

Eis algumas fotos:

Início da visita

Plantação de Batatas

Plantação de Feijão Verde

Plantação de Tomate

Armadilha de Feromonas que serve para atrair insectos indesejáveis tais como a mosca da fruta e bichado e assim evitar que ponham ovos nos frutos 

Abelhões para a polinização
compram-se na Koppert em caixas, assim como diversos insectos auxiliares 

Plantação de Beringelas

Plantação de Alfaces


Entretanto e durante a visita

sábado, 24 de julho de 2010

Visitas de Estudo


Foram duas as visitas de estudo que fizemos hoje, por indicação da Associação de Agricultores de Alcobaça que está a financiar o curso de Agricultura Biológica.
Iniciámos o dia com mais teoria nas instalações da associação, seguindo duas horas mais tarde para os pomares da Engenheira que nos dá a formação, terminando na Pequena Terra onde nos deliciámos na apanha do morango e na apreciação de todo o espaço, com o total de 6 hectares. 
Parte da quinta é dedicada à produção pelo modo de agricultura biológica e a outra parte destinada a actividades lúdicas para crianças ou actividades "eco-logicamente divertidas" como lhes chamam. 
Uma forma inteligente para sensibilizar as crianças que têm pouco contacto com a natureza, a apreciá-la e a valorizá-la.
Seguem algumas fotos para apreciação.

Pomar com uma bela vista

Ninho de melro

Ovos de Crisopa (parecem presos por um cabelo)
Insecto auxiliar que mata infestantes

Por último a Pequena Terra

No caminho vi esta casa tristemente abandonada
Alguém foi feliz aqui

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Apresentação Quinzenal

Regressei à Junqueira, a minha nova santa terrinha depois de deixar para trás o trânsito infernal de Lisboa.
Que maravilha poder viver no campo e apreciar esta natureza tão saudável. 
Logo à chegada, num dos meus pinheiros, uma coruja novinha voava meia tonta e pousava nos ramos mais improváveis. As minha duas rãs barulhentas coaxaram à laia de cumprimento, e a minha querida vizinha lá veio cumprimentar-me toda triste, porque faltou água durante dois dias e não me pôde regar a horta e o jardim.

Logo após ter almoçado tive de ir a Alcobaça. 
Como desempregada, terei de me apresentar quinzenalmente na Junta de Freguesia, e hoje foi o dia para levar com um carimbo numa folha que aponta o dia 8 de Julho para nova apresentação.
Ninguém tem noção até ficarmos sem emprego, mas a fila de desempregados a aparecer na Junta é significativa.
Pelo caminho fui tirando fotos da praça central de Alcobaça, muito bonita e muito turística.







quinta-feira, 17 de junho de 2010

Chamada ao Centro de Emprego

Ontem fui ao Centro de Emprego, após ter recebido uma carta comunicando que teria de me apresentar, para falar de possibilidades de formação.
Caso não comparecesse a essa chamada, arriscava-me a perder o subsídio de desemprego.
Então fui, na expectativa de algo interessante.
Afinal no Centro de Emprego simplesmente indicaram-me nos placares expostos, três nomes de empresas e centros de formação dedicados a formações profissionais.
Na primeira nenhum curso me interessou. A segunda desde ontem tem o site em construção. Na terceira não consegui ver que cursos têm.
Estas cartas constantes, no fundo servem para obrigar as pessoas deslocarem-se aos Centros de Emprego, e  à mínima falta retiram o subsídio.
A ver se alguém cai e é menos um a quem têm de pagar.
Se eu ficasse à espera do apoio do Centro de Emprego estava feita. 
De acordo com o projecto de futuro que tenho em mente, logo que fiquei desempregada inscrevi-me na Associação de Agricultores, tornei-me sócia, tendo pago todas as quotas até ao final do ano, para ter prioridade nas vagas dos cursos. 
Assim, inscrevi-me nos seguintes:
- Agricultura Biológica 50h;
- Floricultura 50h;
- Planificação e instalação de culturas medicinais e aromáticas nos princípios da agricultura biológica 100h
- Pragas e Doenças dos Espaços Verdes 25h;
- Orientação e sobrevivência 25h
Começam daqui a duas semanas.

Entretanto hoje fui à praia e continuo a tratar do meu jardim e dos meus peixinhos que estão cada vez mais crescidos.


Este ano vou ter pouca fruta, a imensa chuva que tivemos em Março fez cair as flores já polinizadas, e o meu damasqueiro só ficou com 3 frutos.


Amanhã ou sábado regressarei a Lisboa.
Na 2ª feira irei acompanhar a minha irmã na sua segunda sessão de quimioterapia.  

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Entrevistas

Pela segunda vez, recebi do Centro de Emprego uma notificação para me apresentar numa empresa da zona, que procurava uma escriturária.
Esta manhã, após ter levantado a notificação nos CTT, resolvi dirigir-me à empresa para me apresentar.
A vaga já estava preenchida e novamente o vencimento eram uns míseros 475€.
Mas será possível alguém viver com 475€?
O que se faz com tão pouco?
Pagando a minha parte do empréstimo de habitação sobrar-me-iam 125€, o que significa que não poderia gastar mais de 4€ por dia.
A decepção foi tal que o que me valeu foi a paisagem no caminho até casa. 


Por aqui abundam vales deslumbrantes onde se avistam imensas construções de vivendas.
Toda esta zona tem cada vez mais estrangeiros a habitá-la, com poder económico de sobra para comprar ou construir casas de grandes dimensões. 
Entretanto estou ansiosa para que comecem os cursos de formação, para poder regressar à rotina. 
Eu por aqui sem fazer nada considero-me um desperdício.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Por 5,45 euros à hora líquidos

De regresso a Lisboa, vou durante uns 5 dias fazer um trabalhinho.
Sábado estarei de volta à Junqueira.
Um técnico da Optimus irá telefonar no próximo fim de semana, para se tentar nova instalação com novo software, a ver se a pen kanguru capta melhor e eu possa finalmente ter net a 3.5G e não 2G como tem sido.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Formações contínuas

Ando imensamente tensa com a minha situação de "sem trabalho" e hoje fui-me abaixo e tive uma crise de choro no Centro de Emprego. Foi tão repentina que até me surpreendi. Algo despoletou esta minha fragilidade e pronto liguei as cataratas. A minha sorte foi ter levado colírio na mala, o que aliviou um pouco o vermelhão dos olhos.
Entretanto as funcionárias do centro de emprego aqui de Alcobaça têm sido extraordinárias. Tudo mas tudo a que tinha direito saber foi-me transmitido e afinal acabei por ter óptimas notícias.
Por  indicação dirigi-me à Associação de Agricultores e vou iniciar em Julho até ao final do ano uma série de formações quase todas interligadas: agricultura biológica, floricultura, produção de ervas aromáticas, compostagem e mais outras duas importantes para a gestão de um negócio.
Cada formação demora entre 50 a 100 horas em horário pós-laboral e vão ser contínuas.
Como tenho em mente o projecto de criar uma exploração de ervas aromáticas, foi como se o céu ultimamente tão carregado para mim, se abrisse  num sol radioso.
Em Julho começarei.
Neste espaço de tempo lá plantei a minha horta e tenho ido à praia.
Há anos que não ía à praia assim com tanta frequência.
Agora tenho tempo para tudo até faz impressão.

terça-feira, 13 de abril de 2010

Ontem trabalhei

É uma sensação estranha trabalhar três dias e estar outros tantos sem fazer nada. 
Esta minha rotina alterada tem-me desorientado de tal maneira que comecei a trocar os dias sem saber quando foi ou vai ser fim de semana.
Com este trabalho que tenho agora e que irá prolongar-se por mais umas semanas, irei receber mais uns trocos que pouparei em contas a prazo e fundos de investimento, pois nunca se sabe o dia de amanhã.
Hoje vi um programa na TV sobre a indústria em Coimbra, que na última década tem sumido vertiginosamente. 
De imensas fábricas que empregavam cerca de 10.000 pessoas, nos dias de hoje nas que restam não trabalham mais de 500. Muitos funcionários têm conseguido sobreviver com um sacrifício danado e ordenados em atraso. 
Ouviram-se testemunhos de pessoas com licenciaturas e muito mais novas que eu, desempregadas há 4 e 9 anos.
Esta realidade está a amedrontar-me cada vez mais, não me imagino estar 4 ou 9 anos sem ter uma actividade remunerada. Como vai ser a minha vida se não tenho ninguém que me sustente?

O que diz o e.economia.info:
"O FMI prevê que a taxa de desemprego em Portugal suba para os 11% da população activa em 2010 (9,6% em 2009). Este é o valor mais elevado desde, pelo menos, 1953. Significa também que mais de 600 mil pessoas vão estar sem emprego em 2010. A recessão internacional está agora a chegar ao dia a dia das pessoas, com consequências que são difíceis de prever. Em Espanha, o FMI aponta para uma taxa de desemprego perto dos 20% no próximo ano. O número de desempregados em Espanha ultrapassou no primeiro trimestre deste ano os 4 milhões.
 Desemprego em Portugal

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Rotina

Hoje, o meu patrão despachou mais uma empresa do grupo.
Serão dispensados 8 funcionários.
Mantêm-se duas empresas, até ver.
Uma delas trata da certificação energética de edifícios assim como certificação da qualidade em empresas. O negócio da segunda, com parcerias, é o da construção de edifícios.
Hoje pensei que ele fosse falar comigo, mas parece que ainda não é desta que fico sem trabalho.
Tem de haver alguém que trate da burocracia relativa à dissolução da empresa etc.

Entretanto, os dias passam, repetitivos...

Casa ... trabalho


Trabalho ... Casa


quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Mais um dia

Hoje no trabalho o dia correu bem mas fiquei estoirada, no final fiquei satisfeita pois foi um dia produtivo.
De manhã não havia muito trânsito e para a distância de 12 Kms que separa a minha casa do trabalho, em vez da 1 hora, demorei só 30 minutos.
Pensei para os meus botões: será que os donos dos carros que faltam nas filas de trânsito ficaram todos desempregados?
Até me deu um aperto no coração porque vi-me daqui a uns tempos nesta situação, é que parte das empresas do grupo para quem trabalho, está também a passar por um período difícil e já comecei a rezar para que isso não aconteça.
De regresso a casa, vou variando nos caminhos e vou tirando fotos.
Tantas vezes passamos pelas mesmas ruas e nem apreciamos o que nos rodeia.
Fiquei impressionada ao ver na Av. de Berna este edifício num estado miserável, mas com um painel de azulejos lindissimo.
Se não o retirarem dali irá começar a cair azulejo por azulejo.
Seria um crime.

Pela Praça do Comércio, as vistas são bem mais agradáveis.
Vê-se o rio, a outra banda e dezenas de barcos ao mesmo tempo que se sente aquele cheiro meio maresia meio esgoto.
A luminosidade de Lisboa é única de facto.
Nenhuma das cidades dos 16 países que já visitei têm a luz da minha Lisboa tão maltratada.
Tantas obras por todo o lado, até parece que já nem imaginamos a cidade sem tapumes e entulho.


quarta-feira, 23 de setembro de 2009

I can't get no..satisfation

O que fazer quando detestamos o nosso trabalho e quando procuramos outro, estamos acima da idade das exigências que vêm nos anúncios de oferta de emprego.
Sinto-me completamente encurralada, sem perspectivas nem pica para a vida.
Cada vez tenho menos que fazer no escritório e, ser obrigada a permanecer no local de trabalho 8 horas é tortura.
Sempre trabalhei que nem uma danada.
Só uma vez tive baixa por doença por ter caído e ficado com o pé numa lástima. Deram-me 3 dias e tive de ir trabalhar com uma sandália de cada nação.
Nunca falto ou chego atrasada.
Não largo o serviço sem antes ter os assuntos devidamente encaminhados e não a meio dos trabalhos para ter de começar tudo de novo no dia seguinte.
Tenho o meu trabalho em dia e bem organizado pois nunca amontoo os assuntos e trato-os com celeridade.
Não sou apologista das siglas que são prática corrente da grande maioria dos trabalhadores:
PTT – para tratar com o tempo
PQP – para quando puder
TT – temos tempo

Puxa, alguém por aí precisa de uma secretária/administrativa competente?

Estou a desesperar e começo também a odiar Lisboa pelo seu tráfego infernal, que nos esmorece logo pela manhã.