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sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Entre Lisboa e Alcobaça

Tenho estado em Lisboa estas últimas duas semanas tentando dar uma volta à vida. Tem sido particularmente difícil mas continuo a lutar e não perderei a esperança. 
O Natal vai ser um pouco triste este ano, a família vai estar espalhada. Por Lisboa fico eu, a minha irmã recompondo-se da sua doença, e a minha mãe tão velhinha, ultimamente muito confusa e esquecida. 
Tenho habitado o último andar da casa da minha mãe e até tirei uma foto da vista do quarto, de onde se vê a  Ermida do Restelo.

Entretanto as saudades de Alcobaça apertaram e voltei. Hoje de manhã cedo dei uma volta e reparei que a cidade tem muitas casas com aspecto medieval, na zona que circunda o mosteiro e por onde passa o Rio Alcoa. Como desconheço a história e arquitectura da cidade vou imaginando...

Este passeio, embelezou muito a cidade, foi construído em 2004.

Nos edifícios contíguos ao mosteiro, notamos alguns em completa ruína que parecem ter sido fábricas há décadas passadas, e lamentavelmente acabam por dar um ar de desgraça à cidade.

Finalizando o passeio acabei por dar de caras com uma prova do pouco civismo que existe neste país e que custa a entranhar nas pessoas. Um ponto de correntes contrárias do Rio Alcoa, vai aprisionando e acumulando garrafas de água a boiar.
 

domingo, 5 de dezembro de 2010

Sem água e Sem electricidade

Têm sido assim os fim de semana na Junqueira-Alcobaça nos últimos tempos.

Passar dois dias seguidos sem água, a caminhar para o terceiro, fizeram-me fugir de lá.
 
Quanto à electricidade a mesma funciona aos arranques, vai e vem, o que me obriga a desligar tudo antes que fique sem PC, sem TV e outras máquinas. 
Mas afinal o que se passa com estes serviços?

Bem, eu ainda tenho a sorte de poder ir para outra casa, mas neste mundo existe tanta gente que nem tem para onde fugir.



segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Começou o Frio

Planeava hoje plantar o cebolinho que comprei ontem, mas o dia não está convidativo. 
Por aqui em Alcobaça o frio começou, e hoje com chuva e vento não se consegue estar lá fora, a apreciar a natureza.
Ainda assim, depois de ter vindo do ginásio e ter ido a um viveiro comprar uma schefflera, que pretendo colocar num vaso grande à entrada da casa, dei uma volta rápida pelo jardim que já começa a ficar um pouco triste e sem flores.
Depois dei de comer aos peixes e vim para dentro. Acendi a salamandra e agora vou fazer um chá preto para beber bem quentinho com um pingo de leite, a acompanhar com castanhas assadas.
São servidos?
A vista da minha sala

Um cogumelo solítário

Uma crisálida de borboleta Monarca

Os meus kinguios, na hora da refeição

Um pormenor da casa
(o sol era da Bershka)

Abóbora tardia

domingo, 24 de outubro de 2010

Bichos do Campo

Hoje foi mais um dia de caça ao rato.
Nas minhas andanças, enquanto semeava favas, ervilhas e nabos, cada vez que passava pela gaiola dos meus canários, via os malandros dos ratinhos descontraidamente a comer as sementes dentro dos comedouros.
Lá fui buscar a minha ratoeira que não mata ratos, e só hoje larguei três ratos, bem longe.
São ratos do campo, minúsculos, com um pêlo castanho claro lustroso e focinho rosado.
Tão engraçados que não tenho mesmo coragem em matá-los, fiz isso uma vez para nunca mais.
Aquela ratoeira é mesmo eficaz, com o formato de um pequeno túnel, não há rato que não fique lá preso. 


Depois tenho aranhas de várias espécies que se metem em todo o lado.
Estas já me fazem um pouco de impressão, nem sei bem porquê, mas apesar disso preservo-as para que comam outros insectos menos desejáveis.
Na minha arrecadação tenho uma de estimação, bem grande e peluda. Apelidei-a de Mariana.

domingo, 17 de outubro de 2010

Teias na madrugada

Hoje, a madrugada apareceu branca de nevoeiro. 
Do que mais gosto logo cedo é sentir o ar fresco da manhã e o cheiro da terra. 
O orvalho ainda não se tinha dissipado e reparei em imensas teias espalhadas por todo o jardim, visíveis pelas minúsculas gotículas.
Busquei a máquina fotográfica, antes que o sol as evaporasse.

domingo, 3 de outubro de 2010

9 Horas sem electricidade, em Alcobaça

Deve ter sido grave a avaria, para a EDP só ter conseguido resolver o problema tantas horas depois. 
Em Setembro houve algumas faltas momentâneas de electricidade e num dia chegou a faltar durante 18 horas, um exagero para um país que se diz civilizado. De nada serve pagarmos uma electricidade das mais caras, quando o serviço tem destas falhas.
É que não se faz nada sem electricidade e este episódio que nos privou da TV, da Net, de Fazer Bolos e etc, fez com que os vizinhos viessem à rua conversar.
Fiquei a conhecer o Christopher, belga, que com mais 3 amigos vieram pela primeira vez a Portugal passar duas semanas de férias, aqui na Junqueira, alugando uma das vivendas do condomínio em frente da minha casa. 
Andam pelos trintas e preferem o campo à confusão da cidade, dizem eles. Achei até estranho pelo seu modo de trajar tão moderno e cortes de cabelo arrojados. Ainda nem sabem se irão conhecer Lisboa. Dei-lhes umas dicas para atiçar o desejo e parece que os convenci a lá irem passar pelo menos os últimos 3 dias de férias.
Falou-se um bocadinho de tudo.
Segundo contaram os políticos da Bélgica também são uma cambada de corruptos e o país encontra-se nas lonas como o nosso. Mas mesmo assim frisou e sabem que, com os ordenados medianos na Bélgica, conseguem fazer uma vida melhor que nós por cá com os nossos ordenados medianos. 
Mais tarde apareceu a Karen vizinha do fundo da rua, também belga e casada com um holandês. Vinha preocupada, porque o congelador do seu frigorífico já começava a pingar. Queria telefonar para o número da assistência técnica impresso nas facturas da EDP, e ouvia a mensagem que o número não estava atribuído. Avisei-a que a Júlia, outra vizinha, já tinha telefonado e pediram-lhe para ligar mais tarde, sem mais justificações. 

Conversa sobre conversa, lá desenferrujei o meu inglês, muito destreinado desde que deixei de viajar.

Entretanto como não havia nada em casa para fazer, andei pelo jardim a arrancar ervas e também a aparafusar a minha caixa do correio que caiu do muro.
Nestas voltas apanhei duas molhas de ficar com a roupa a pingar, apesar de ter vestido uma capa plástica. 

Por fim, dei de comer aos meus peixinhos e quando entrei em casa veio a electricidade, bem vinda com um grande alarido pelo Christopher e os seus amigos.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Pormenores do dia

Paisagem... da janela da minha cozinha

Prédio degradado, em Alcobaça

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Uma porta em Alcobaça

Não sei o seu estilo, mas sei que a achei elegante. 
Quantas entradas e saídas se teriam feito por ela?
Espreitei curiosa e no seu átrio havia uma espécie de sala de estar com móveis muito gastos.
O prédio encontra-se muito degradado, pena será se desaparecer. 



domingo, 29 de agosto de 2010

Vinhas

Fazendo um intervalo nas minhas arrumações, após a mudança, aceitei o convite dos meus vizinhos e ontem fui dar uma volta pelas suas vinhas.
Fomos pelos caminhos fora de terra batida, em pé no atrelado do tractor a que chamam concha.
Não me canso das paisagens destes campos tão agradáveis de se mirar. 

Passámos por alguns campos lamentavelmente abandonados, ainda com algumas árvores cheias de fruto, mas maltratadas, sem podas nem curas e no meio de infestantes altíssimos.
Na volta encontrei um marmeleiro carregado de fruto, e apanhei alguns para comer em calda. São ácidos mas saborosíssimos.
Num ribeiro que passava perto num dos campos enchi um saco de cavalinha com raiz, para propagar e mais tarde poder obter um rico chorume para fertilizar a minha horta, e umas plantas aquáticas para o meu lago.
Apanhei também dois carvalhos com raiz, ainda pequenos, que espero não morram. São árvores bonitas que dão sombra, que é o que preciso no meu jardim, demasiado solarengo e quente.

Adorei esta voltinha...

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

O Tomate

Sinceramente não entendo o porquê do tomate ser tão caro a 1,80€/Kg, quando uma única planta de tomateiro fornece-nos imensos frutos durante semanas a fio.

Na minha horta tenho oito tomateiros tão férteis que a família já começou a enjoar, pelas minhas ofertas constantes.
Hoje apanhei mais uma taça deles e como adoro comê-los tenho a certeza de que não vou enjoar pois estes têm o sabor verdadeiro do tomate, já que não recorri a fertilizantes para provocar o seu crescimento rápido gerando frutos sensaborões.

Costumo cortá-los aos quadrados ou às fatias, junto um queijo fresco também aos quadrados, tempero com um fio de azeite, umas gotas de vinagre balsâmico e uma pitada de oregãos. 
Ficam uma delícia...

Neste interessante portal aqui ficamos a saber como este fruto é dos mais saudáveis que podemos consumir.


quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Semana sem fim...

Que semana!

Na Segunda fui à apresentação quinzenal obrigatória na Junta de Freguesia, pela minha condição de desempregada a receber subsídio de desemprego, e a fila era bem maior que da última vez.
Os nomes dos desempregados que se apresentavam eram apontados à mão, numa folha A4 e o meu nome inaugurou a quinta folha. Calculei que em cada folha estivessem entre 25 a 30 nomes apontados o que significa que naquela manhã mais de 100 pessoas já lá tinham passado. 

Terça-feira foi o dia da 5ª Sessão de Quimioterapia da minha irmã.
Na consulta ficámos a saber o resultado da TAC que revelou boas notícias, a quimioterapia está a fazer efeito e os gânglios voltaram ao tamanho normal. 
Foi um dia muito longo no IPO, são sempre em média 10 horas contínuas entre análises, consulta e quimioterapia. 
E enquanto se espera, vamos apreciando o que nos rodeia. 

Um dos galos da Índia que anda pelo hospital a granjear

Os lavadores de vidros a trabalhar, pendurados num prédio em frente ao IPO

Quarta-feira foi o dia da mudança. 
Com uma antecedência de três dias andei a encaixotar a cangalhada toda do apartamento, menos as loiças que serei eu a levar, para neste dia ser feito o transporte para Alcobaça. 
Nunca mais na minha vida quero fazer mudanças, é uma estafa brutal e estou fisicamente de rastos, de tal forma que nem me atrevo a ir ao ginásio. 
Nem falo dos fulanos da transportadora... com uma falta de profissionalismo atroz. Tinha de constantemente chamar a atenção ao que faziam. Numa das vezes fui dar com eles a arrastar o sofá de tecido aveludado directamente no chão sujo da escada. Passei-me com esta atitude, para cúmulo um deles parecia ter só um braço, pois a todo o minuto recebia telefonemas. No primeiro telefonema claro que não se diz nada mas quando o terceiro aconteceu aborreci-me, porque o tipo literalmente parava de trabalhar uns minutos para falar com amigos. Ora estando eu a pagar à hora não tive senão de chamar-lhe a atenção e o tipo com um carão, quase me fulminou com o olhar. 
Mas será que se fosse ele a pagar ficaria impávido e sereno e permitiria tal? 
Bem, foi um dia para esquecer. 
Mas à noite fui convidada pelos meus vizinhos a jantar alheiras assadas na brasa acompanhadas com um vinho que me soube bem de que não me lembro bem o nome, seria Festa Rija ou Festa Brava.

Quinta-feira, hoje. 
Estou toda partida. Carreguei ontem tanto que quase nem consigo mexer-me.  
Mas o gozo hoje foi fazer uma decoração totalmente nova. 

Amanhã quero ir à praia  para regressar com mais vontade e continuar a arrumar as minhas coisas.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Mudanças

É a quarta vez na minha vida que faço mudança de casa, ou seja que ando com a mobília às costas.

Eu vivia num T2 na Buraca/Amadora, até Maio deste ano, e tenho junto com o meu ex a casa de Alcobaça onde passávamos os fins de semana. Entretanto e após a nossa separação  resolvemos não vender essa casa e foi para ela que decidi vir viver, porque preciso alugar o apartamento para as ajudas de custo da minha vida.

Ontem fui a Lisboa, primeiro porque tinha de acompanhar a minha irmã ao IPO e depois aproveitando as idas e vindas tenho andado a embalar e a preparar a mobília que quero que a transportadora me traga para Alcobaça.

Uma pessoa nem tem noção da quantidade de tralha que vai juntando ao longo dos anos. Tanta roupa, sapatos, cobertores e edredons, toalhas, pratos e tachos e sei lá que mais. Irei deixar no apartamento imensa coisa, porque nem tenho espaço aqui em Alcobaça para a meter.

Deixarei algumas mobílias que para mim têm alguma história associada. Por exemplo os meus móveis de cozinha e a estante da sala foram feitas pelo pai do famoso João Baião. O monstro do meu sofá de três lugares que nem cabia no corredor da escada do prédio e teve de entrar pela janela do 2ª andar.

Entretanto na próxima ida à Buraca terei de ir ao IKEA comprar uma estante para os livros, e pelas medidas que tenho disponíveis cá em casa e pelos euros que tenho no banco, estou inclinada para a Expedit, e terão de ser dois módulos.

Em Setembro, oxalá, conto ter a casa de Alcobaça toda arrumada e organizada.

domingo, 8 de agosto de 2010

Festival de Folclore

Passou-se hoje em Alcobaça. 
Diversos grupos folclóricos de várias regiões do país apresentaram-se, com os seus trajes e danças tão diferentes, no 26º Festival de Folclore organizado pela Junta de Freguesia da Cela.
Havia imensos turistas e pelo que vi adoraram.




Entretanto a máquina fotográfica ficou sem bateria e tive de recorrer ao telemóvel


sábado, 7 de agosto de 2010

Blue moon

A chata da minha melancolia ainda não passou. 

Depois este calor imenso sem uma brisa sequer, só me dá dores de cabeça. Mais logo vou sair e terei de infalivelmente tomar uma aspirina. 
Entretanto o querido do meu vizinho resolveu oferecer-me uma armação para o poço, e está lá fora neste momento a fixá-la. É feita de verguinha de ferro, uma peça estilo tripé, funcional e simples que vai dar para o que quero, e assim vou poder tirar água do poço mais vezes. 



Aqui em Alcobaça os vizinhos são como irmãos. Quando precisamos de algo, alguém trata de arranjar. 

Da minha casa a lua é assim, linda e brilhante, como a canção da Diane Shaw, que embala suavemente este meu estado de espírito melancólico.



sexta-feira, 23 de julho de 2010

O Poço pode Esperar

O meu poço bem pode esperar pelas altas tecnologias. 
Pode ser que algum dia eu tenha possibilidade económica para adquirir uma qualquer bomba de água ecológica, que tire a água do poço sem ter de recorrer a combustíveis nem electricidade.
Recorri à Internet, e nas respostas às minhas consultas fiquei a saber que um moinho de vento custa entre 3800 a 6500€ mais Iva, que uma bomba submersível a energia solar custa 835€ mais Iva e que uma bomba de água manual, que só encontrei em empresas dos EUA, custa 1500€ mais despesas de transporte e direitos de importação.
Por estes preços por mais que queiramos é de todo impossível recorrer às energias renováveis. 
Então, arranjei a solução mais limpa e amiga do ambiente, em que a única energia consumida será a dos meus músculos, que já ando a fortalecer nas idas ao ginásio.


terça-feira, 20 de julho de 2010

Hortaliça desconhecida

Hoje como estava um dia fresco aproveitei para andar a tratar do jardim e da minha horta. Como aqui nada se passa, a não ser apreciar a beleza da natureza, de vez em quando as vizinhas dão à língua e foi o que me aconteceu com a vizinha Karen, belga de nascimento mas holandesa por casamento. 
Levou-me à sua horta e fiquei pasmada com a organização da mesma, com uma simetria que mais parecia uma pintura geométrica ou algo assim tão perfeito. As verduras eram magníficas e com um tamanho brutal à conta dos cocós dos coelhos de uma amiga. 
Ofereceu-me uma courgette gigante digna do Entroncamento, à qual não resisti em fotografar.


Entretanto tinha lá outra verdura idêntica à alface. Segundo a Karen misturam-na no puré de batata depois de cortada aos pedacinhos e escaldada. Diz ser um pouco amarga mas saborosa e muito nutritiva e que tinha trazido as sementes da Holanda.
Ainda não fiz puré de batata mas amanhã farei para provar essa verdura desconhecida cuja foto também mostro.



Quase me senti envergonhada por não ter hortaliças daquele calibre, mas acabei por oferecer-lhe uma das garrafas de vinho branco de colheita particular que me ofereceram há tempos e ainda nem provei. Espero que o vinho seja bom.