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terça-feira, 25 de março de 2014

História misteriosa

Encontrei esta história encantadora há já algum tempo sobre um apartamento parisiense que se manteve fechado durante 70 anos. 

A senhora que lá tinha habitado, deixou Paris antes da segunda guerra mundial ter rompido e nunca mais lá voltou.

Quando ela faleceu aos 91 anos, os herdeiros fizeram um levantamento dos bens e souberam da existência desse apartamento, descobrindo no seu interior uma fortuna em objectos de arte.


Quem entrou no apartamento pela primeira vez depois de tanto tempo passado fez esta descrição:

"Entrando no intocado apartamento, cheio de teias de aranha, foi como entrar no castelo da bela adormecida onde o tempo tinha parado desde 1900.

Havia um cheiro a pó antigo. Entrando debaixo de tectos altos em madeira, passando por um velho fogão a lenha e uma pia de pedra na cozinha,  reparou numa avestruz embalsamada e num brinquedo do Mickey Mouse datado de antes da segunda guerra mundial, bem como num toucador requintado.


Mas o seu coração falhou uma batida quando avistou um deslumbrante quadro de uma mulher num vestido comprido rosa de musselina.



A pintura era de Boldini  e o tema uma bela mulher francesa, que não era se não a antiga musa do pintor, cuja neta foi quem deixou o apartamento inabitado por mais de meio século.

A musa era Marthe de Florian, uma atriz com uma longa lista de admiradores, cujas cartas de amor ardente ela guardou cuidadosamente, envoltas com uma fita e que ainda estavam no local. Entre os admiradores estava o primeiro ministro francês Georges Clemenceau, mas também Boldini.

A pintura era datada de 1898, quando Miss de Florian tinha apenas 24 anos, e o seu preço atingiu €2.1 milhões, um record para o pintor. 

Foi um momento mágico. Podiamos ver que o comprador adorou a pintura. Ele pagou o preço da paixão."


A identidade da neta, assim como a data da morte de Marthe the Florian e o exacto local do apartamento são desconhecidos, devido às leis de protecção de privacidade da França.

Uma história fabulosa envolta em mistério.


sexta-feira, 15 de abril de 2011

Afegãos reconstroem o que os EUA arrasaram


Antes de depois
Tarok Kalache, uma aldeia no vale de Arghandab no Afeganistão, foi destruída por aviões de guerra norte americanos em 6 de Outubro de 2010, depois de comandantes do exército terem determinado que a aldeia estava a ser usada como base pelos talibãs.
Sem se lembrarem das vidas dos aldeões, a aldeia foi reduzida a pó após terem largado 25 toneladas de bombas.
Em apenas quatro dias, três homens morreram e vinte ficaram feridos.
O governo dos EUA está agora a pagar a reconstrução desta aldeia e de outras duas que também foram atingidas pelos ataques aéreos.

Os desgraçados, perderam o que tinham construído ao longo de décadas, e novamente perdem por terem de reconstruir a sua aldeia com as próprias mãos. 
Não há verba que pague o desgosto da perda de familiares e trabalho, conseguido após anos de sacrifício.
 
 E a esperança que renasce
Fotos: mediagallerydawn

quarta-feira, 30 de março de 2011

A triste realidade em Lampedusa


Com a crescente tensão na Itália sobre os milhares de imigrantes africanos que chegam da Líbia, as forças da oposição a Kadafi prometeram que iriam ajudar a acabar com o afluxo, caso saiam victoriosos.

Na ilha italiana Lampedusa no Mediterrâneo, onde milhares de imigrantes a maioria tunisinos, chegaram desde o início do ano, os ânimos da população local estão cada vez mais exaltados e a sua natureza hospitaleira esticada ao limite.

Na segunda-feira, várias mulheres da população local acorrentaram-se ao cais de forma a impedir mais desembarques, culpando os imigrantes de crimes recentes, incluindo um assalto e um roubo.

Um jovem recusando identificar-se, disse não ser racista mas que as pessoas simplesmente já não aguentavam a situação. O governo não estava a agir e a população não se sentia segura.

Para desagrado da população, a zona do cais tornou-se num WC a céu aberto, sendo impossível anda na proximidade pelo intenso mau cheiro.

Entretanto, em Lampedusa, a polícia, os funcionários aduaneiros e os paramilitares continuam a controlar a ilha, não deixando que os jornalistas contactem os recém-chegados, que completamente esgotados são logo metidos em autocarros e levados para uma base militar abandonada, na ilha.

Era suposto o governo italiano evacuar grande parte dos imigrante na semana passada, primeiramente 700 por avião e 6000 em seis navios, mas nada foi feito, para além da falta de provisões para estas pessoas que estão no cais.

Muitos consideram vergonhosa esta atitude do governo, pois a sua presença no local limita-se a dois médicos, dois enfermeiros, três instalações sanitárias, uma refeição composta por uma garrafa de água para três, uma sandwiche sem nada e um pouco de arroz.

Lampedusa faz parte do arquipélago das ilhas Pelagie e fica mais perto do norte de África que a Itália continental.

Como consequência, 18500 imigrantes já chegaram desde o início do ano, de acordo com as estatísticas oficiais. Isto comparando com os 4000 em 2010.

Em 2008, a Itália e a Líbia assinaram um tratado de 80 milhões de euros, duramente criticado por grupos de direitos humanos, que as autoridades italianas dizem ter levado a uma diminuição de 94% em imigração ilegal para a Itália.

O governo italiano suspendeu a aplicação do tratado mas teme que centenas de milhares de imigrantes possam chegar a Itália se o regime de Kadafi cair. O próprio Kadafi ameaçou que iria enviar "milhões" de imigrantes para a Europa e a Itália foi forçada a pedir apoio à União Europeia.

Não podemo-nos esquecer que a maioria das pessoas, que chegam traumatizadas pela violência que testemunharam, pela viagem sem condições a que se sujeitaram arriscando a própria vida e a dos seus filhos e mulheres, tiveram de vender os seus bens para poderem pagar a sua fuga.
Se repararem, nas imagens não encontramos pessoas de idade.
Simplesmente ficaram para trás, entregues à sua sorte no meio de outra desgraça.

sexta-feira, 25 de março de 2011

27,5 milhões de pessoas deslocadas pela violência



Números que assustam, mas que na realidade das nossas vidas, logo acabamos por esquecer.
Estamos tão longe, seguros de que nada nos acontecerá. 
Entretanto estes desgraçados sobrevivem numa vida sem sentido, sempre na esperança de que algo mude. 
Depois, passam-se décadas e o problema mantêm-se, porque aos países mais ricos onde vivemos, no conforto, esta gente é insignificante de quem nem nos lembramos mais ao deitar.
O número de pessoas ao redor do mundo desenraizadas por conflitos ou violência e deslocados dentro do seu país, aumentou para 27,5 milhões, o maior valor na última década, segundo um novo relatório divulgado pela Internal Displacement Monitoring Center em Genéve, criado em 1998 pelo Concelho Norueguês de Refugiados a pedido da ONU.
Cerca de 3 milhões de pessoas em 20 países foram deslocadas em 2010, incluindo 1,2 milhões em África. Este número tem aumentado progressivamente e os deslocamentos de grande escala continuam este ano.
Na Costa do Marfim, os civis estão a pagar um preço muito alto pelo impasse político, provocado pela recusa de Laurent Gbagbo em entregar o poder a Alassane Ouattara, vencedor das eleições de 28 de Novembro, reconhecidas internacionalmente, que provocou a fuga de muita gente e mais de 0,5 milhão de pessoas foram deslocadas.
Segundo o relatório, mais de metade dos deslocados em 2010 no mundo foram em 5 países:
  1. Colômbia – entre 3,5 e 5,2 milhões de pessoas;
  2. Sudão – entre 4,5 e 5,2 milhões;
  3. Iraque – cerca de 2,8 milhões;
  4. Congo – cerca de 1,7 milhão, e
  5. Somália – cerca de 1,5 milhão.
Nos últimos 10 anos um progresso significativo foi feito em entender e responder aos deslocados, cuja protecção e necessidades humanitárias deveriam ser preenchidas pelos seus governos. Em muitos casos existe apenas a ajuda feita por organizações humanitárias ou mesmo nenhuma ajuda.
Foi citada a terrível situação dos deslocados internos na capital da Somália, Mogadishu, que se encontravam literalmente na linha de fogo entre as partes beligerantes e em que a comunidades internacional não pôde fornecer qualquer protecção.
Uma representante para crianças em conflitos armados da ONU, disse que 12,2 milhões dos deslocados em 2010 eram crianças, e em pelo menos 11 países, as crianças estavam a ser recrutadas por grupos armados, para além de que em 18 países as crianças deslocadas enfrentavam o risco de violência física e ataque quando iam para a escola, como no Afeganistão.
Novos deslocamentos também são accionados pela violência relacionada com drogas e gangues, como ma Colômbia e no México.
Sendo que no México, o número de deslocamentos em 2010 foi superior ao número de novos deslocados no Afeganistão durante o mesmo período.
A África foi o único continente em 2010 que viu um declínio em número de deslocados internos, mantendo esta tendência desde 2004. Mesmo assim e apesar deste progresso, o continente africano detém 40% dos deslocados no mundo, quase metade são do Sudão.
No Médio Oriente, disse o relatório, o número de deslocados mais do que triplicou na última década, atingindo cerca de 4 milhões no final de 2010. Resultado dtanto da escalada do conflito no Iraque e Iêmen e de situações não resolvidas, incluindo o deslocamento na Síria, Líbano e Palestina.
Na Ásia, o número de deslocados aumentou 70% nos últimos 5 anos, resultantes principalmente da continuação dos conflitos no Afeganistão e no Paquistão, mas como na Ásia é difícil ter acesso a informação calcula-se que o número de deslocados seja provavelmente maior.

terça-feira, 22 de março de 2011

Hora do Planeta 2011

Ocorrerá no próximo sábado entre as 20:30 e as 21:30 horas.

Toca a marcar já na agenda!

Terra há só uma e é importante participar, seremos 1.3 bilião de pessoas em todo o mundo.

Não só participar, mas ter em lembrança constante todos os problemas que têm estado a liquidar o nosso planeta dia a dia, e tentar minimizá-los.

Somos todos responsáveis.


segunda-feira, 21 de março de 2011

Dia Mundial da Marioneta

Parece que com o tempo, as marionetas ou fantoches perderam o seu encanto como espectáculo. 

Era uma das diversões que havia na minha infância, e todos os miúdos adoravam assistir. Lembro-me quando elas apareciam na praia de Carcavelos.  O que nos riamos quando as cenas acabavam sempre com os bonecos à paulada: toma! toma! toma!

Por que será que desapareceu esse encanto? 
Alguma empatia ou antipatia pelo facto de que muitas vezes sentimo-nos verdadeiras marionetas nas nossas vidas? 
Quando somos forçados por circunstâncias familiares a seguir outros caminhos que a nossa consciência recusa.
Depois vem a revolta por o tempo passar e estarmos presos anos a fio à vida que rejeitamos. 
Ficarei algum dia livre desses fios que me prendem à vida que não é minha?

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Galápagos: começou a matança dos ratos


Deu-se início a um ataque em larga escala aos ratos invasores que ameaçam a sobrevivência das aves, tartarugas, iguanas e plantas nativas das ilhas Galápagos, cuja flora e fauna únicas foram estudadas por Charles Darwin enquanto desenvolvia a sua teoria da evolução.
Ratos pretos, ratazanas e ratos noruegueses, que acredita-se terem sido introduzidos no arquipélago por navios no final do século XVII, estão a ser atacados por helicóptero com um veneno especialmente concebido para estes roedores.
A ideia é eliminar todos os roedores não nativos das ilhas, sem pôr em risco outras espécies animais.
A isca envenenada é colocada em cubos azuis luminosos que atraem ratos, mas repulsivo para os leões marinhos e aves que habitam também as ilhas.
O projecto está a ser executado pelo serviço do Parque Nacional de Galápagos, com o apoio da Fundação Charles Darwin, e em meados de Fevereiro saberão se surtiu o efeito desejado.
Os ratos colocaram em risco grave, à beira da extinção o Petrel Galápagos, um pássaro marinho único no mundo e que apenas 120 sobrevivem.
Um total de 50 espécies de aves encontram-se ameaçadas pelos roedores, 8 delas gravemente em risco, assim como as tartarugas gigantes, iguanas e uma série de plantas.
Os ratos são omnívoros, o que significa que comem tudo que encontram e isso inclui os ovos de outras espécies.
Vinte falcões foram capturados de duas ilhas e colocados em gaiolas onde permanecerão durante dois meses, pois poderiam alimentar-se dos ratos envenenados.
O arquipélago possui 19 ilhas e 42 ilhotas, fontes oficiais revelam que as ilhas Isabela, Santa Cruz, Santiago, San Cristobal, Floreana e Santiago, estão infestadas com até 4 roedores por metro quadrado.
No entanto, os roedores não são o maior perigo para o frágil ecossistema das ilhas a 1000 Km da costa do Equador.
O maior perigo é o homem, seguido por cães.
As ilhas Galápagos foram declaradas protegidas pela UNESCO em 1978.
Em 2007, a UNESCO declarou-as em risco, devido a danos causados por espécies invasoras, pelo turismo e imigração.
Foi a variedade de tentilhões nas ilhas que inspiraram a teoria da evolução de Darwin.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Ter Esperança...

Se perderes a esperança, de alguma forma perdes a vitalidade que mantém a vida em movimento, perdes a coragem de ser, a qualidade que te ajuda a continuar, apesar de tudo. 
E assim, hoje eu ainda tenho um sonho.
- Martin Luther King, Jr.-

Sinais de esperança:

Mulheres policiais recém formadas, no Afeganistão

Os célebres mineiros chilenos

Sobreviventes das cheias no Paquistão

sábado, 18 de dezembro de 2010

Mulher que não conhece o medo

Cientistas norte-americanos descobriram uma mulher com uma rara doença cerebral que faz com que ela não tenha medo de nada, nem uma enorme serpente à espreita perto de seus filhos, nem uma faca no seu pescoço, e certamente nem sequer um filme de terror.
A mulher não pode experimentar o medo devido a uma doença que destruiu parte de seu cérebro, a amígdala, onde os investigadores acreditam que o sentimento de medo é feito.
Durante as últimas duas décadas os pesquisadores têm vindo a analisar a mulher, em busca de pistas sobre a sua condição, que segundo eles poderá ajudá-los a tratar o transtorno do stresse pós-traumático, particularmente em soldados que regressam da guerra.
É notável que ela ainda esteja viva", disse o autor do estudo que foi publicado na revista Currente Biology, acrescentando que "A natureza do medo é a nossa sobrevivência e a amígdala ajuda a manter-mo-nos vivos evitando situações, pessoas ou objectos que possam colocar a nossa vida em perigo".
Em vez de medo, a mulher, cuja rara condição é conhecida como doença de Urbach-Wiethe, descreve "um enorme sentimento de curiosidade."
Para testar a sua reacção, os pesquisadores levaram-na a uma loja de animais de estimação exóticos cheios de aranhas e cobras, animais que ela sempre disse que "odeia" e tenta evitar.
Ao entrar na loja, a doente, foi espontaneamente atraída para as cobras parecendo visualmente cativada pela grande colecção de cobras, tendo segurado e brincado com uma durante uns minutos, enquanto o seu comportamento verbal revelava um grau comparável ao fascínio e curiosidade.
Quando ela aproximou-se de uma tarântula, teve de ser interrompida porque havia um alto risco de poder ser mordida.
Quando questionada por que razão iria querer tocar em algo que ela sabe que é perigoso e que ela diz odiar, a mulher respondeu que a curiosidade superava esse pensamento.
O filho mais velho da mulher, que está nos seus vintes, disse aos investigadores que não se lembrava alguma vez ter visto sua mãe com medo de algo.
Lembrava-se de um caso em especial da sua infância, quando ele brincava com seus dois irmãos e viram perto uma cobra grande.
A mãe simplesmente correu até lá, pegou na cobra levando-a para a rua, pô-la nas ervas deixando-a ir em seu caminho.
Outras experiências foram elaboradas pelos pesquisadores, como levá-la a uma casa assombrada, onde se encontravam pessoas vestidas de monstros e fantasmas a saltaram da escuridão, e mostrando-lhe uma série de vídeos assustadores, tendo ela reagido rindo e tentando falar com os monstros, considerando os filmes de terror excitantes e divertidos.
Os investigadores esperam que a experiência desta mulher possa ajudar a tratar pessoas com transtorno de stresse pós-traumático, particularmente no tratamento de soldados dos EUA que voltam do Iraque e do Afeganistão.
As vidas dos soldados são marcadas pelo medo, e muitas vezes, são incapazes até mesmo de sair das suas casas devido ao sentimento sempre presente de perigo.
Ao entender como o cérebro processa o medo, poderemos um dia ser capazes de criar tratamentos que alvejam selectivamente as áreas do cérebro que permitem que o medo tome conta das nossas vidas.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Tesouros do passado ameaçados pelas alterações climáticas

Múmias em decomposição na Sibéria, pirâmides desaparecendo sob a areia no Sudão, templos Maias a colapsar: as alterações climáticas estão a pôr em risco inúmeros tesouros do nosso passado comum, avisam os arqueólogos.
O derretimento do gelo pode desbloquear segredos antigos a partir do solo, como a descoberta em 1991 de um guerreiro “Oetzi” de 5.300 anos, cujo corpo havia sido conservado durante milénios dentro de um glaciar dos Alpes.
Mas, conforme os glaciares vão derretendo, os desertos alastrarem, os níveis do oceano aumentarem e os furacões intensificarem, tudo efeitos provocados pelo homem, teme-se um pesado tributo sobre o património mundial.
Uma equipa arqueológica francesa na Ásia Central, que desempenhou um papel importante na escavação do kurgans, túmulos congelados de tribos nómadas das montanhas da Sibéria, teme que os mesmos se percam.
O permafrost, a camada permanentemente congelada da Terra, que os protegia até agora, está derretendo. Existem corpos mumificados tatuados, enterrados com cavalos sacrificados, existem peles, objectos de madeira e roupas. Parte do solo vai derretendo a cada estação e a está a ficar cada vez mais fundo. Se não se tomarem medidas preventivas, em breve será tarde demais.
O guerreiro Oetzi foi descoberto, certamente devido a um recuo de altitude do glaciar  da região do Tirol italiano.
O derretimento dos glaciares, sobretudo na Noruega, está regularmente a revelar outros tesouros.
Como uma Atlântida moderna, os especialistas alertam que o aumento dos níveis do oceano, que segundo algumas previsões poderá saltar um metro até 2100, está  a pôr em risco dezenas de sítios arqueológicos costeiros, com as ilhas do Pacífico na linha da frente.
Na Tanzânia, a erosão marítima já destruiu uma parede do Forte Kilwa, construído pelos colonizadores Portugueses numa ilha costeira em 1505.
E, em Bangladeshe, a cidade em ruínas de Panam em Sonargaon, o coração do reino de Bengala do séc.XV ao XIX, é frequentemente atingida por inundações.
Hoje, Panam é um dos 100 locais listados pela UNESCO como ameaçadas pelas alterações climáticas.
Um aumento na previsão de eventos climáticos imprevisíveis, furacões principalmente, é outra grande fonte de preocupação.
Como o caso de Chan Chan no Peru, a antiga capital da civilização Chimu e maior cidade pré-colombiana na América Latina, que já está severamente exposta a inundações ligada ao fenómeno climático El Nino.
Da mesma forma, o templo maia de Tabasqueno no México teve de ser em grande parte reconstruido, após ter sido danificado por dois furacões, o Opalo e o Roxana em 1995. Os arqueólogos conseguiram estabilizar o templo principal, mas a construção ficou saturada com água desabando para dentro.
A areia é um dos piores inimigos dos sítios arqueológicos, como no Sudão, onde as dunas que avançam sobre as Pirâmides de Meroe, a capital de um reino florescente do séc. III AC ao séc. IV AD.
Em Omã, dois ciclones, o Gonu em 2007 e Phet no ano passado, enterraram totalmente com areia locais de pesquisa arqueológica que datam do quinto e sexto milénio AC.
Os arqueólogos advertem que os esforços da UNESCO para identificar locais de risco não vão suficientemente longe, apelando para o mundo "soar o alarme" sobre esta ameaça.
A Arqueologia é parte da memória humana, e propõem que soluções radicais podem ser necessárias para proteger os tesouros do passado da mudança climática, citando o caso dos Templos de Abu Simbel, no Egipto.
Na sequência de um esforço internacional, todo o complexo foi transferido em 1960 para evitar que fossem submersos pela construção de uma barragem no rio Nilo.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

iPad

De facto o iPad irá facilitar e revolucionar em muito a vida das pessoas, assim como os nossos comportamentos irão sofrer mudanças significativas. 

Este filme cómico dá vários exemplos em como o iPad nunca poderá substituir o velho jornal. 

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Droga

Parece que hoje em dia festa não é festa se não acabar em consumo de coca, que diga-se nunca experimentei e nem tive sequer curiosidade para isso. 
É sistemático, quando a hora fica tardia, repentinamente os WC fecham, sem que haja resposta do interior e nem vale a pena bater.

Este filme relata os números deste flagelo no México, uma realidade em muitos outros países. 

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

SIDA - Em memória aos que desapareceram

HIV

Um vírus que infectou 33.4 milhões de pessoas no mundo
(24.4 milhões são africanos)

Um vírus que mata 2 milhões de pessoas no mundo por ano
(1.4 milhões são africanos)

Um vírus que a cada ano infecta mais 2.7 milhões de pessoas
(1.9 milhões são africanos)

Mais de 9 milhões de pessoas precisam tratamento e medicação
Só 4 milhões a recebem
Os tratamentos custam 30 cêntimos por dia

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Uma criança de cada nação

Danny Goldfield decidiu fotografar uma criança de cada país do mundo,  desde que viva em Nova Iorque, e lançar um livro com as suas fotografias.

Este projecto interessante tem o nome de Projecto Fotográfico Crianças de Nova Iorque (NYChildren Photography project) e até agora já foram fotografadas crianças de 172 países.

O Dennis da Guiné-Bissau foi escolhido para a apresentação do livro.



A Sociedade

Enviaram-me por e-mail dizendo que se trata do famoso azulejo de Toledo.
Nada mais verdadeiro o que lá está escrito.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Jogo de Computador: como combater as alterações climáticas

Alguma vez quis saber como uma pessoa pode salvar o planeta dos efeitos das mudanças climáticas?
“Fate of the World” (O Destino do Mundo) coloca o futuro da Terra nas mãos dos jogadores, colocando-os a cargo de um organismo internacional ambiental que poderia salvar o mundo do aumento das emissões de gases com efeito de  estufa ou deixá-lo morrer se continuar a confiar nas pesadas emissões de combustíveis fósseis.
Através de diferentes cenários, os jogadores podem explorar as opções de geoengenharia, como fontes de energia alternativa para salvar o planeta do aquecimento global, escassez de recursos naturais e uma população crescente ao longo dos próximos 200 anos.
"Os dados científicos são muitas vezes inacessíveis e estamos a tentar colocar os jogadores numa posição de poder e conectados com estas questões", disse Gobion Rowlands, fundador da Red Redemption, a empresa que construiu o jogo. “Há uma gama de opções, incluindo a energia nuclear e energias renováveis, não indicando qual o melhor caminho a seguir".
A empresa tem um conselho consultivo que inclui alguns especialistas em alterações climáticas.
Este ano, uma série de aparentes falhas na ciência do clima e do fracasso das conversações da ONU, de chegar a um acordo internacional para reduzir as emissões de gases com efeito de estufa, pareceu minar o interesse do público sobre esta matéria.
Entretanto, os jogos que focam a sustentabilidade e direitos humanos têm vindo a crescer em popularidade e são recebidos por grupos ambientalistas como uma forma de sensibilização.
São precisas indústrias criativas para trabalhar com estes grandes temas com resultados que podem ser imensamente poderosos, podendo ajudar a entender como é e se sente um futuro sustentável.



domingo, 31 de outubro de 2010

Dia das Bruxas

Eu que sempre recusei participar em eventos importados, sem qualquer história e significado na nossa cultura, vi-me apanhada e pela primeira vez pelo halloween.
Mas tenho uma grande desculpa, não irei pelo evento estrangeiro mas pela festa onde irei encontrar amigos há muito não vistos.

A propósito, nesta última semana em Lisboa, até tenho visto pessoal com lentes de contacto brancas em que só se vê a pupila. Uma estranha moda.
 

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Negócios na Prisão

E por que não em Portugal este exemplo?
Quando se gastam milhões em prisões, simplesmente para proporcionar a melhor das "estadias" aos detidos, que em vez de terem o merecido castigo, agora até têm direito a sexo uma vez por semana?
Seria melhor que de uma forma ou outra, e esta é uma excelente ideia, contribuíssem pagando o seu custo à sociedade através de trabalho.
Seria uma boa punição em vez de lhes garantirem os estudos de borla, sexo e outras benesses que muitos de nós cá fora só conseguimos através de muito trabalho e com o suor do nosso rosto.

A maior prisão da Ásia em Nova Deli na Índia, Tihar Jail, tomou o seu primeiro passo na venda on-line, oferecendo produtos pela Internet feitos pelos detidos, onde se incluem assassinos e sequestradores.
A fábrica de Tihar Jail inclui unidades de panificação, marcenaria, tecelagem, alfaiataria, extracção de petróleo, fabricação de papel e calçado.

Fotos Dawn Media Group

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Por favor, preserve o Planeta

Cerca de um quinto dos vertebrados do mundo estão ameaçadas de extinção, concluiu um estudo em grande escala, destacando a situação da natureza, tema em foco da conversa sobre o ambiente global, em curso no Japão.
O estudo de mais de 170 cientistas em todo o globo usou dados de 25.000 espécies ameaçadas, que constam na Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza, e analisou a situação do mundo dos mamíferos, aves, anfíbios, répteis e peixes.
Os cientistas encontraram em média 50 espécies de mamíferos, aves e anfíbios que se aproximam da extinção a cada ano, devido à expansão das fazendas e plantações, exploração madeireira e caça excessiva.
Outro factor foi a concorrência de outras espécies, especialmente aquelas introduzidas vindas de outras zonas.
Verificou-se que 64 aves, mamíferos e anfíbios melhoraram no estado, incluindo três espécies que estavam extintas na natureza e foram reintroduzidas: o Condor da Califórnia, o furão nos Estados Unidos e o cavalo Przewalski na Mongólia.
Delegados de quase 200 países estão há duas semanas em conversações na cidade japonesa de Nagoya, para definir novas metas para 2020, para proteger espécies animais e vegetais, elaborar um protocolo para compartilhar recursos genéticos entre países e empresas, e distribuir mais recursos para proteger a natureza.
A ONU diz que Nagoya tem de concordar em metas mais duras para salvar as florestas, recifes, rios e zonas húmidas que sustentam os meios de subsistência e as economias. Preservar a riqueza de espécies é fundamental para os ecossistemas e os serviços que prestam, como água potável, as pescas e a polinização de culturas.
O estudo descobriu que o Sudeste da Ásia foi o que sofreu as perdas recentes mais dramáticas, em grande parte por causa da rápida expansão das plantações de óleo de palma, as culturas de arroz e abate de árvores.
Um outro estudo publicado na revista Science, disse que a diversidade biológica do mundo, continuaria a diminuir este século, mas a taxa poderia ser reduzida com as escolhas políticas certas.
O estudo diz que as diferenças na acção política tomada agora pode tanto levar a um aumento da cobertura florestal global de cerca de 15%, na melhor das hipóteses, ou prejuízos de mais de 10% no pior dos casos em 2030.
 
Já só restam poucas Bali Meynah em todo o mundo

domingo, 17 de outubro de 2010

O mundo enfrenta as piores perdas da biodiversidade

As Nações Unidas dizem que o mundo está a enfrentar as piores perdas de espécies animais e vegetais desde que os dinossauros desapareceram há 65 milhões de anos, uma crise que deve ser abordada pelos governos, empresas e comunidades.
As Nações Unidas disseram que o mundo não conseguirá atingir a meta estabelecida em 2002 para a redução de perda de biodiversidade, mas a nova conferência irá definir uma nova meta para 2020.
Representantes de mais de 190 países reunir-se-ão no Japão, entre 18 a 29 de Outubro para discutir maneiras de preservar a diversidade das riquezas da natureza, que são vitais para o ar puro, água, alimentos e medicamentos.
Alguns países, como os da União Europeia, pretendem estabelecer um prazo até 2020 para travar a perda da biodiversidade, uma ambição que muitos especialistas dizem está fora de alcance.
O financiamento actual para proteger a biodiversidade é cerca de 2,5 bilhões de euros por ano, mas os países em desenvolvimento dizem que esta deve ser aumentada 100 vezes se difíceis metas de 2020 serão postas em prática por medidas como a criação de áreas protegidas e reduzindo a taxa de perda e degradação dos habitats naturais.

Que irá ser das novas gerações se nada se fizer? 
Obrigatório ver e rever este filme, as vezes que forem necessárias, para que comecemos a assustar-nos e ter a real noção do que andamos a fazer ao planeta.