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sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Entre Lisboa e Alcobaça

Tenho estado em Lisboa estas últimas duas semanas tentando dar uma volta à vida. Tem sido particularmente difícil mas continuo a lutar e não perderei a esperança. 
O Natal vai ser um pouco triste este ano, a família vai estar espalhada. Por Lisboa fico eu, a minha irmã recompondo-se da sua doença, e a minha mãe tão velhinha, ultimamente muito confusa e esquecida. 
Tenho habitado o último andar da casa da minha mãe e até tirei uma foto da vista do quarto, de onde se vê a  Ermida do Restelo.

Entretanto as saudades de Alcobaça apertaram e voltei. Hoje de manhã cedo dei uma volta e reparei que a cidade tem muitas casas com aspecto medieval, na zona que circunda o mosteiro e por onde passa o Rio Alcoa. Como desconheço a história e arquitectura da cidade vou imaginando...

Este passeio, embelezou muito a cidade, foi construído em 2004.

Nos edifícios contíguos ao mosteiro, notamos alguns em completa ruína que parecem ter sido fábricas há décadas passadas, e lamentavelmente acabam por dar um ar de desgraça à cidade.

Finalizando o passeio acabei por dar de caras com uma prova do pouco civismo que existe neste país e que custa a entranhar nas pessoas. Um ponto de correntes contrárias do Rio Alcoa, vai aprisionando e acumulando garrafas de água a boiar.
 

sábado, 27 de novembro de 2010

Santa Maria de Belém

Mais uma vez torno a falar da minha freguesia de nascimento, penso que é das mais populosas de Lisboa mas para mim a mais bonita.
Possui um clube de futebol que já teve melhores dias o "Belenenses", mas apesar disso é óbvio que sou adepta.
Domingo passado acordei cedo, levei a minha mãe à missa no Mosteiro dos Jerónimos e fui passear pela zona.
Eram 8 horas e as pessoas que vi na rua eram quase todas estrangeiras. 
Tanto o Jardim Tropical como os Museus que existem por lá, Arqueologia, CCB e Marinha só abriam ao público a partir das 10 horas. Pena... 

Aqui vai uma pequena visita guiada:

Dizem que estas casas sobreviveram ao Terramoto de 1755, apesar de nunca ter lido nada que o comprovasse.

Ao passar pelos Pasteis de Belém (toldos azuis), pela primeira vez na minha vida encontrei-os às moscas, mas foi por pouco tempo porque minutos após uma camioneta largava perto umas dezenas de turistas 

Uma chuva miudinha fez o Arco-Íris aparecer para abraçar o Mosteiro dos Jerónimos, das igrejas maiores e mais bonitas do país, onde até já casou uma princesa espanhola.

sábado, 9 de outubro de 2010

Portugal em Arte

Tenho de sorrir, sempre que vejo uma obra da artista plástica Joana Vasconcelos, pela sua imaginação tão criativa e divertida, com ideias do mais simples e óbvio, ao estilo "ovo de colombo".

Talvez este novo trabalho, que se encontra exposto no Terreiro do Paço em Lisboa, seja uma analogia ao estado do nosso país que está a meter água por todos os lados.

sábado, 25 de setembro de 2010

Vista da entrevista

Fui a uma entrevista para emprego no Parque das Nações. Enquanto esperava, apreciei as belas vistas que se ofereciam do escritório.

Ao menos trouxe uma recordação.


sábado, 21 de agosto de 2010

Dia longo...

Hoje o dia foi longo...

Bem cedo aproveitei a boleia do meu sobrinho até Lisboa, para ir buscar o carro do meu ex que se encontrava estacionado perto do meu apartamento, e também para tratar da respectiva inspecção automóvel. Como ele só virá em Agosto do próximo ano, convinha que o carro mantivesse a documentação em dia. 

Lá fiz o favorzinho, mas com a intenção de ir levantar a tal estante EXPEDIT que está em promoção no IKEA de Loures com o seu carro bem maior que o meu Ford Fiesta, onde a estante coube à larga, e aproveitei para trazer mais livros que ainda estou para ver se irão todos caber da dita estante.

Mais tarde, dei boleia ao meu sobrinho até Camarate, ao Fernando Pardal um conhecido mecânico apaixonado por carochas e que os restaura, para levantar o carocha que já foi meu e que passou na sua primeira na inspecção automóvel. 
Lindo não é?


Almoçamos na Av. Roma e ainda deu tempo para irmos ao Centro Comercial Mouraria no Martim Moniz comprar especiarias numa loja indiana no piso -1 que tem de tudo. 
A namorada do meu sobrinho tem a pancada dos condimentos e há muito pedia-me para acompanhá-la a esse centro comercial, que há uns tempos tinha mau ambiente, mas entretanto já tem polícia à porta e é frequentado por turistas.

Houve ainda outros assuntos que consegui tratar para além de ter recebido uma proposta de emprego em Lisboa, feita por um amigo dos meus ex patrões. O problema é que em menos de um ano é a sua segunda funcionária que se despede. Agora resta saber o porquê.

O dia acabou às 23:15 horas e pus-me a caminho de Alcobaça. 
Já não estou acostumada àquele trânsito caótico que tive de gramar durante o dia todo.

quinta-feira, 25 de março de 2010

A minha freguesia


Nasci na freguesia de Santa Maria de Belém, em Lisboa, que considero das freguesias mais ricas culturalmente e de grande beleza.
Esta tarde, resolvi dar uma volta a pé pela zona, para aproveitar o sol maravilhoso que me convidava.
A casa de meus pais, agora só de minha mãe porque o meu pai já faleceu, fica bem perto da Torre de Belém, onde as crianças da minha rua iam brincar nas noites quentes de verão.

Foi por aí que iniciei o passeio.

Depois resolvi entrar no CCB para ver as exposições do momento. 

Havia imensa arte moderna que não aprecio, porque não compreendo as mensagens que os  artistas querem transmitir com imagens desfocadas emitidas em TV's, nem fotos tiradas a lixo depositado em casas  velhas.

De todas as exposições agradaram-me três.

A exposição da Joana Vasconcelos, a que achei imensa piada às suas criações  muito imaginativas e atrevo-me a dizer amalucadas.
 
                           
A seguir visitei e gostei  imensamente dos desenhos perfeitos, de grandes dimensões a carvão e mina sobre papel, de Robert Longo.


Depois apreciei a exposição Auto-retratos do Mundo de Annemarie Schwarzenbach (1908-1942) cuja vida foi tão breve, que para além de fotógrafa foi escritora, jornalista e viajante, tendo efectuado numerosas reportagens fotográficas pela Europa, Médio Oriente, África e América do Norte.
Em 1941 passou por Lisboa. 
Esta sua foto tem a seguinte descrição "O outro lado de Lisboa: Características um tanto orientais, dentro e fora do mercado".
  Afegãos em oração

Existem outras formas de arte que por vezes nos chocam e achei este trabalho da brasileira Adriana Varejão impressionante. Um rasgo num painel de azulejos, como se fosse uma extensa ferida. 

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Trânsito em Lisboa

Esta Lisboa está insuportável no trânsito.
Somos todos uns autênticos animais IRRACIONAIS na condução. (Interessante ler o que dizia Fernando Pessoa sobre este tema)
Ninguém se respeita, ninguém dá a vez a ninguém nem que seja por uns centímetros.
Uns pastelam no meio das vias ou à esquerda, completamente ceguinhos surdos e mudos aos protestos dos outros condutores. Quando não fazem gestos obscenos de resposta e ali vão a bater sola todo o caminho.
Outros fazem fintas e slaloms pela estrada fora, o que obriga a travagens bruscas dos que vêm logo a seguir.
Uma autêntica selvajaria.
Hoje como durante o ano todo, à excepção dos meses de verão, para fazer uns píficos 15 Kms demoro 1h30. É inconcebível.
Dirão, porque não apanha os transporte públicos? mas isso ainda é pior, pois fiz a experiência durante uma semana e o tempo foi exactamente o mesmo, para não falar dos percursos longos a pé que ainda tinha de calcorrear.
Por menos 40€ mensais da diferença do passe para a gasolina que gasto, valerá a pena andarmos aos tombos e colados a outros como gado?
Hoje particularmente stressei até dizer chega.
Ainda fiquei mais furiosa porque dei conta que o arranca pára foi sempre motivado por carros mal estacionados ou a ocupar uma das vias, gerando estrangulamentos nas ruas com paragens constantes.
Não vi um único polícia de trânsito desde a zona sul do Parque das Nações, passando pelo Areeiro, Campo Pequeno, Av. de Berna, Praça de Espanha, Benfica até Alfragide.
Se eu fosse polícia, hoje esgotava o bloco das multas. Era limpinho.
Bem, mudando de assunto, encontrei este vídeo de um cómico brasileiro que me fez rir que eu sei lá:

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Parque das Nações - zona do meu local de trabalho.


Trabalho na zona sul do Parque das Nações. É um local muito calmo, acolhedor, cheio de esplanadas convidativas e aprazível para a prática de alguns desportos na zona da marina, que finalmente está a ficar arranjada e onde já se encontram alguns barcos atracados.

Neste local, diariamente observo os pequenos espaços verdes a serem cuidados por profissionais e tudo está sempre tão bonito que apetece lá viver.
Calculo que seja a zona de Lisboa onde por habitante há mais lavandarias, centros de estética e restaurantes.
Depois do almoço, damos sempre um pequeno passeio salutar, a ver o rio e os jardins da proximidade, onde a minha colega se diverte a atirar migalhas de  pão aos pardais e às carpas no lago.