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terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Cabrito de Natal

Este Natal o cabrito vai ser comprado a meias entre a família, pois o seu custo ronda os 18 euros o quilo. 

Quase o preço de um animal de estimação que se compra para comer.

Sinto-me culpada por saber que um dos animais mais fôfos irá ser sacrificado sem dó nem piedade, e que eu hipocritamente irei comer deliciada. 

Eu devia era seguir este conselho:

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Pão

Não compreendo porque o pão tem sofrido aumentos tão brutais, comparativamente ao preço da farinha.
Hoje, num supermercado, comprei três pães pequenos de sementes ao preço de 0,30€ cada um.
Pensei que podia tentar fazer este tipo de pão em casa e pus mãos à obra. 
Fui ao ALDI e comprei uma farinha com mistura de trigo e centeio e misturei-a numa vasilha com fermento padeiro, diluído em água morna, sementes de sésamo, girassol e linhaça.
Nem bati a massa, deixei-a com uma consistência meio mole ainda a pegar ao recipiente, e deixei repousar com um pano por cima, perto da salamandra acesa. 
Fui dar uma volta e quando regressei a casa, a massa já tinha crescido.
Assim, fui tirando da vasilha pedaços da massa que coloquei no tabuleiro, pulverizado com farinha.
Mostro-vos o resultado, que comprovei estar delicioso e que irei repetir sempre que possa,  porque ao fazer as contas, contando com a electricidade, água, sementes, farinha, fermento, ida ao super etc, cada pão ficou a 0,18€ ou seja quase metade do preço de compra.


segunda-feira, 11 de outubro de 2010

25 Países com níveis alarmantes de fome

Três factores foram utilizados para calcular o Índice Global da Fome: a proporção de pessoas desnutridas no país, a prevalência de crianças abaixo do peso, e a taxa de mortalidade infantil.
A pobreza, conflito e instabilidade política significam que cerca de um bilhão de pessoas passavam fome este ano, muitas delas crianças em África e na Ásia, de acordo com o relatório do Índice de Fome Global divulgado na segunda-feira.
Dos 122 países incluídos no relatório anual, 25 têm níveis “alarmantes” de fome e  4 países da África "extremamente alarmantes" de fome, diz o relatório do International Food Policy Research Institute.
A República Democrática do Congo saíu com o pior índice de fome, baseado em dados de 2003-2008.
Três quartos da população do vasto país central Africano eram subnutridas e a R. D. Congo também tem uma das maiores taxas de mortalidade infantil no mundo.
"Neste país, a prolongada guerra civil desde a década de 1990 levou a um colapso económico, deslocamentos maciços de pessoas, e um estado crónico de insegurança alimentar", disse o relatório.
A disponibilidade de alimentos e o seu acesso tem-se deteriorado assim como os níveis de produção de alimentos caiu, e áreas remotas ficaram ainda mais isoladas como uma consequência duma infra-estrutura muito deficiente.
O índice classifica os países em uma escala de 100 pontos, com zero sendo o melhor resultado - sem fome - e 100 o pior, embora nenhum desses extremos são alcançados na prática.
Uma pontuação acima de 20 indica "alarmantes" os níveis de fome e, acima de 30, "extremamente alarmantes" de fome.
A República Democrática do Congo foi um dos quatro países com "extremamente alarmantes" os níveis de fome e o único país no índice deste ano com uma pontuação acima de 40.
Os outros 3 países com níveis muito elevados de fome foram o Burundi, a Eritréia e o Chade. Todos estiveram envolvidos em conflitos latentes ou em aberto por muitos anos.
Com excepção do Haiti e Yemen, todos os 25 países com "alarmantes" níveis de fome foram no sub-Saara da África ou na Ásia.
Em ordem de gravidade crescente da fome, foram os países: Nepal, Tanzânia, Camboja, Sudão, Zimbabué, Burkina Faso, Togo, Guiné-Bissau, Ruanda, Djibuti, Moçambique, Índia, Bangladesh, Libéria, Zâmbia, Timor-Leste, o Níger, Angola, Yemen, República Central Africana, Madagascar, Ilhas Comores, Haiti, Serra Leoa e Etiópia.
Junto com o Burundi, a República Democrática do Congo,  a Eritréia, as Ilhas Comores e o Haiti tiveram uma alta proporção de pessoas desnutridas - mais de 50% da população.
O Bangladesh, Índia, Timor-Leste e Yemen apresentaram a maior prevalência de crianças desnutridas menores de cinco anos - mais de 40%.
Afeganistão, Angola, Chade e Somália tiveram a maior taxa de mortalidade infantil, com 20% ou mais das crianças de cada país a morrer antes de atingirem a idade de cinco anos.
A Coreia do Norte foi um dos nove países em que o índice de fome subiu - de 16,2 pontos em 1990 para 19,4 pontos em 2010.
Os outros oito foram todos na África sub-saariana e em todos, menos três - a Gâmbia, a Suazilândia e o Zimbabwe – o conflito foi a causa.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Comer ou não comer...

As autoridades dos EUA estão a considerar na aprovação da comercialização de salmão geneticamente modificado, o que poderá abrir a porta para mais animais transgénicos tornarem-se refeição.
A Food and Drug Administration fixou uma audiência este mês, para considerar uma proposta da AquaBounty Tecnologias para produção e venda de um salmão do Atlântico com um novo gene da hormona de crescimento.
A empresa disse que a mudança genética permite que o peixe cresça para o tamanho exigido pelo mercado em metade do tempo do salmão convencional, mas que, em todos os outros aspectos, será idêntico ao salmão do Atlântico.
Alega a AquaBounty que a nova produção de salmão pode ajudar a atender à crescente demanda de peixe e reduzir a pressão sobre as populações de peixes selvagens.
Mas grupos ambientais e de segurança alimentar estão levantando acusações ferozes, dizendo que esta aprovação poderia não só pôr em perigo o salmão selvagem, mas abrir a porta para outros tipos de alimentos de origem animal geneticamente modificados, pondo em perigo a saúde ou o ambiente.
Se aprovado, o salmão seria o primeiro animal transgénico permitido para consumo humano, embora as autoridades tenham aprovado uma cabra com modificações genéticas para a produção de um tratamento anti-coagulação.
Todos sabemos que há um grande apetite por salmão, mas a solução não é criar versões geneticamente modificadas para pôr mais salmão nas nossas mesas, a solução é trabalhar para trazer as populações de salmão selvagem de volta. 

Na imagem o salmão maior é o geneticamente modificado
Dawn Media Group

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

O Tomate

Sinceramente não entendo o porquê do tomate ser tão caro a 1,80€/Kg, quando uma única planta de tomateiro fornece-nos imensos frutos durante semanas a fio.

Na minha horta tenho oito tomateiros tão férteis que a família já começou a enjoar, pelas minhas ofertas constantes.
Hoje apanhei mais uma taça deles e como adoro comê-los tenho a certeza de que não vou enjoar pois estes têm o sabor verdadeiro do tomate, já que não recorri a fertilizantes para provocar o seu crescimento rápido gerando frutos sensaborões.

Costumo cortá-los aos quadrados ou às fatias, junto um queijo fresco também aos quadrados, tempero com um fio de azeite, umas gotas de vinagre balsâmico e uma pitada de oregãos. 
Ficam uma delícia...

Neste interessante portal aqui ficamos a saber como este fruto é dos mais saudáveis que podemos consumir.


domingo, 18 de outubro de 2009

Os meus pratos Africanos

Adoro a culinária africana, pelo seu sabor a limão e pelo picante, que põem as minhas papilas gustativas ao rubro.

Nestas 2 receitas bem gostosas que aqui indico, prefiro as confeccionadas com o toque da Guiné-Bissau.

São fáceis de fazer e não há nada como variar. Toca a experimentar!

Quando viajo, uma coisa que adoro pela surpresa que dá, é pedir nos restaurantes um prato ao calhas e esperar para ver o que lá vem.
Só uma vez fiquei aflita, foi na China, pois o prato não era mais que uma sopa de carne ultra picante. Ainda hoje penso como consegui comer aquilo. Gostava de me ter fotografado, devia parecer um tomate.
 CALDO DE MANCARRA

Ingredientes:
1 frango
1 cebola grande
1 lata 250g de pasta de mancarra (amendoim) há quem utilize manteiga de amendoim mas não fica tão gostoso. Compra-se nos chineses que vendem produtos alimentícios africanos.
2 limões
3 tomates maduros
quiabos
sal e piripiri q.b.;

Preparação:
1 – Limpa-se o frango e corta-se como habitualmente. Tempera-se com sal, piripiri, alho e cebola às rodelas.
2 – Vai ao lume com a cebola, o alho.
3 - Junta-se um pouco de água e deixa-se cozer até evaporar um pouco o caldo.
4 – Adiciona-se a pasta de mancarra com o tomate bem picadinho e os quiabos cortados
5 – Deixa-se ferver e apurar até o frango ficar tenro.
6 –Ao retirar do lume, rega-se com o sumo dos limões e serve-se com arroz branco soltinho.

CACHUPA RICA

Ingredientes
500g de frango
500g de carne de vaca de cozer
1 pé de porco
1 chouriço
1 morcela
1 farinheira
150g de toucinho
100g de banha
2 cebolas
3 dentes de alho
1 folha de louro
0,5 l de milho
3 dl de feijão catarino
3 dl de feijoca branca
4 folhas de couve portuguesa
300 g de batata doce (também ponho mandioca)
200g de abóbora
300 g de banana verde
1 ramo de salsa
sal e piripiri

Preparação
Demolha-se o feijão e o milho. No dia seguinte, cozem-se. À parte, cozem-se as carnes e o toucinho. Noutro tacho cozem-se também as folhas da couve cortadas aos bocados, a abóbora em cubos e a banana às rodelas grossas.
Leva-se um tacho ao lume com banha, as cebolas, os dentes de alhos picados, a folha de louro e o ramo de salsa.
Logo que a cebola comece a ficar mole, misturam-se as carnes desossadas e cortadas ao bocados, e as hortaliças, tempera-se com piripiri e adiciona-se a água da cozedura das carnes e a água simples (para não ficar um caldo muito forte).
Ferve um bocadinho em lume brando, para apurar.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Enfiaram-me o barrete

Para os que não têm tempo de cozinhar, falo daquelas comidas enlatadas que têm umas embalagens atraentes, com fotos que nos aguçam o apetite.
E nós parvos acabamos por comprar, pensando que vamos comer algo igual.
Até me ri quando abri a embalagem.
Será que nestes casos também a ASAE não deveria estar atenta.
Fotos com nacos de carne que não passam de pedacinhos menores que uma ervilha, a boiar num molho que nem a caril sabia.
Aqui vai a foto e vejam a diferença: o arrozinho branco afinal é meio amarelado e a carne não passa de umas amostras em molho acastanhado e pouco atractivo.
Enfim, mais um barrete a juntar aos muitos que já levei.