quinta-feira, 15 de abril de 2010

A Lei 2105

Esta Lei foi criada no tempo do Salazar.
No Jornal Açoriano On Line li este texto de Vasco Garcia que fala da Lei 2105 e que vale a pena aqui reproduzir.
Talvez assim algumas pessoas abram os olhos e comecem a saber, compreender o que se fazia "no tempo da outra senhora". 
É importante que leiam.

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Acabemos de vez com este desbragamento, este verdadeiro insulto à dignidade de quem trabalha para conseguir atingir a meta de pagar as contas no fim do mês. Corria o ano de 1960 quando foi publicada no “Diário do Governo” de 6 de Junho a Lei 2105, com a assinatura de Américo Tomaz, Presidente da República, e do Presidente do Conselho de Ministros, Oliveira Salazar. Conforme nos descreve Pedro Jorge de Castro no seu livro “Salazar e os milionários”, publicado pela Quetzal em 2009, essa lei destinou-se a disciplinar e moralizar as remunerações recebidas pelos gestores do Estado, fosse em que tipo de estabelecimentos fosse. Eram abrangidos os organismos estatais, as empresas concessionárias de serviços públicos onde o Estado tivesse participação accionista, ou ainda aquelas que usufruíssem de financiamentos públicos ou “que explorassem actividades em regime de exclusivo”. Não escapava nada onde houvesse investimento do dinheiro dos contribuintes. E que dizia, em resumo, a Lei 2105? Dizia que ninguém que ocupasse esses lugares de responsabilidade pública podia ganhar mais do que um Ministro. Claro que muitos empresários andaram logo a espiolhar as falhas e os buraquinhos por onde a 2105 pudesse ser torneada, o que terão de certo modo conseguido devido à redacção do diploma, que permitia aos administradores, segundo transcreve o autor do livro, “receber ainda importâncias até ao limite estabelecido, se aos empregados e trabalhadores da empresa for atribuída participação nos lucros”. A publicação desta lei altamente moralizadora ocorreu no Estado Novo de Salazar, vai dentro de 2 meses fazer 50 anos. Catorze anos depois desta lei “fascista”, em 13 de Setembro de 1974 (e seguindo sempre o que nos explica o livro de Pedro Castro), o Governo de Vasco Gonçalves, recém-saído do 25 de Abril, pegou na ambiguidade da Lei 2105 e, através do Decreto Lei 446/74, limitou os vencimentos dos gestores públicos e semi-públicos ao salário máximo de 1,5 vezes o vencimento de um Secretário de Estado. Vendo bem, Vasco Gonçalves, Silva Lopes e Rui Vilar, quando assinaram o 446/74, passaram simplesmente os vencimentos dos gestores do Estado do dobro do que ganhava um Ministro para uma vez e meia do que ganhava um Secretário de Estado. O Decreto- Lei justificava a correcção pelo facto da redacção pouco precisa da 2105 permitir “interpretações abusivas” permitindo “elevados vencimentos e não menos excessivas pensões de reforma”. Ao lermos esta legislação hoje, dá a impressão que se mudou, não de país, mas de planeta, porque isto era no tempo do “fascismo” (Lei 2105) ou do “comunismo” (Dec. Lei 446/74). Agora, é tudo muito melhor, sobretudo para os reis da fartazana que são os gestores do Estado dos nossos dias. Não admira, porque mudando-se os tempos, mudam-se as vontades, e onde o sector do Estado pesava 17% do PIB no auge da guerra colonial, com todas as suas brutais despesas, pesa agora 50%. E, como todos sabemos, é preciso gente muito competente e soberanamente bem paga para gerir os nossos dinheirinhos. Tão bem paga é essa gente que o homem que preside aos destinos da TAP, Fernando Pinto, que é o campeão dos salários de empresas públicas em Portugal (se fosse no Brasil, de onde veio, o problema não era nosso) ganha a monstruosidade de 420000 euros por mês, um ”pouco” mais que Henrique Granadeiro, o presidente da PT, o qual aufere a módica quantia de 365000 mensais. Aliás, estes dois são apenas o topo de uma imensa corte de gente que come e dorme à sombra do orçamento e do sacrifício dos contribuintes, como se pode ver pela lista divulgada recentemente por um jornal semanário, onde vêm nomes sonantes da nossa praça, dignos representantes do despautério e da pouca vergonha a que chegou a vida pública portuguesa. Assim – e seguindo sempre a linha do que foi publicado – conhecem-se 14 gestores públicos que ganham mais de 100000 euros por mês, dos quais 10 vencem mais de 200000. O ex-governador do Banco de Portugal, Vítor Constâncio, o mesmo que estima à centésima o valor do défice português, embora nunca tenha acertado no seu valor real, ganhava 250000 euros/mês, antes de ir para o exílio dourado de Vice-Presidente do Banco Central Europeu. Não averiguei quanto irá vencer pela Europa, mas quase aposto que não será tanto como ganhava aqui na santa terra lusitana. Entretanto, para poupar uns 400 milhões nas deficitárias contas do Estado, o governo não hesita em cortar benefícios fiscais a pessoas que ganham por mês um centésimo, ou mesmo 200 e 300 vezes menos que os homens (porque, curiosamente, são todos homens…) da lista dourada que o “Sol” deu à luz há pouco tempo. Curioso é também comparar este valores salariais com os que vemos pagar a personalidades mundiais como o Presidente e o Vice-Presidente dos EUA, os Presidentes da França, da Rússia, e…de Portugal. Acabemos de vez com este desbragamento, este verdadeiro insulto à dignidade de quem trabalha para conseguir atingir a meta de pagar as contas no fim do mês. Não é preciso muito, nem sequer é preciso ir tão longe como o DL 446 de Vasco Gonçalves, Silva Lopes e Rui Vilar: basta ressuscitar a velhinha, mas pelos vistos revolucionária Lei 2105, assinada há 50 anos por Oliveira Salazar. Que tristeza!

A nossa realidade

Este filme é para rir, mas por cá esta palhaçada é mesmo real.


terça-feira, 13 de abril de 2010

Ontem trabalhei

É uma sensação estranha trabalhar três dias e estar outros tantos sem fazer nada. 
Esta minha rotina alterada tem-me desorientado de tal maneira que comecei a trocar os dias sem saber quando foi ou vai ser fim de semana.
Com este trabalho que tenho agora e que irá prolongar-se por mais umas semanas, irei receber mais uns trocos que pouparei em contas a prazo e fundos de investimento, pois nunca se sabe o dia de amanhã.
Hoje vi um programa na TV sobre a indústria em Coimbra, que na última década tem sumido vertiginosamente. 
De imensas fábricas que empregavam cerca de 10.000 pessoas, nos dias de hoje nas que restam não trabalham mais de 500. Muitos funcionários têm conseguido sobreviver com um sacrifício danado e ordenados em atraso. 
Ouviram-se testemunhos de pessoas com licenciaturas e muito mais novas que eu, desempregadas há 4 e 9 anos.
Esta realidade está a amedrontar-me cada vez mais, não me imagino estar 4 ou 9 anos sem ter uma actividade remunerada. Como vai ser a minha vida se não tenho ninguém que me sustente?

O que diz o e.economia.info:
"O FMI prevê que a taxa de desemprego em Portugal suba para os 11% da população activa em 2010 (9,6% em 2009). Este é o valor mais elevado desde, pelo menos, 1953. Significa também que mais de 600 mil pessoas vão estar sem emprego em 2010. A recessão internacional está agora a chegar ao dia a dia das pessoas, com consequências que são difíceis de prever. Em Espanha, o FMI aponta para uma taxa de desemprego perto dos 20% no próximo ano. O número de desempregados em Espanha ultrapassou no primeiro trimestre deste ano os 4 milhões.
 Desemprego em Portugal

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Precisa-se para Portugal

Que pena não ser portuguesa e tomara que houvesse entre os nossos deputados, um só, com toda esta coragem para enfrentar os corruptos poderosos.
Esta deputada brasileira, não esqueceu nada no seu discurso e corajosamente gritou bem alto as injustiças e os arranjinhos entre os políticos sem escrupulos.

Uma ideia para o meu futuro

Tenho andado a pensar em fazer uma produção de plantas aromáticas no meu terreno, que tem cerca de 2200 m2, já que irei ter muita dificuldade em encontrar um trabalho dentro das minhas competências, para não falar na minha idade que sai fora dos limites pretendidos que vejo nos anúncios de emprego.
As minhas economias, após a construção da casa de Alcobaça, são mínimas mas acho que a pouco e pouco talvez conseguisse fazer algo em pequena ou média escala.
Fartei-me de pesquisar na net e sei que existem apoios, mas logo no início destes projectos e antes das ajudas sem retorno, que calculo sejam muito difíceis de se conseguir, é necessário ter algum capital para o arranque e isso é coisa que não tenho.
Para o efeito tenho necessariamente de frequentar um curso de agricultura biológica. Vou tentar obter mais informação pelo portal que encontrei da Agrobio, informei-me no Centro de Emprego e para já não estão programadas formações nesta área.
Esta ideia surgiu após verificar que as ofertas de emprego na zona de Alcobaça cingem-se unicamente a empregados de mesa, operadoras de super-mercado, carpinteiros, sendo o ordenado oferecido o mínimo. São trabalhos que nunca executei e considero que as minhas competências são para outras funções.
O que me assusta é constatar que construí a minha vida tendo em conta um determinado salário, assusta ainda mais pensar que terei de regredir e ganhar menos de metade  durante os  muitos anos que me restam até à reforma.
Sinceramente vai ser tremendamente difícil adaptar-me com tão pouco.

Sobre cultura e produção de plantas aromáticas alguém poderá dar-me mais algumas dicas?

sábado, 10 de abril de 2010

Plante Árvores

Por mim tenho cumprido esse meu dever e na verdade já perdi a conta às árvores que plantei, desde árvores de fruto até às árvores de folhagem decorativa. 
Custa um pouco ter de cavar e abrir grandes buracos, muitas vezes vou-o fazendo aos poucos ao longo do dia. 
No final é gratificante pensar que demos a continuidade de vida a um vegetal que  de imediato purifica o ar que respiramos e mais tarde poderá dar-nos sombra, prazer de contemplação ou alimentar-nos com os seus frutos.

Eis uma notícia de reflorestação, um exemplo que deveria ser seguido por muitos:

A multinacional Nestlé Waters, quer compensar o equivalente de todas as emissões anuais de dióxido de carbono emitidas pelas suas fábricas da água mineral Vittel, localizadas na França e na Bélgica.  
Após acusações de não serem tão “verdes” a Nestlé, para limpar a sua imagem, investiu 409.000€ no plantio de 350.000 árvores na região do alto rio Huayabamba para compensar as 115.000 toneladas de dióxido de carbono produzidas nas suas fábricas.
O projecto “Pure” está a ser executado em 14 países com um número de clientes corporativos que inclui as empresas Clarins cosméticos, Hugo Boss e E. Leclerc.
É um projecto ambicioso em que se pretende plantar até quatro milhões de árvores nos próximos cinco anos, o que poderá captar 2,3 milhões de toneladas de dióxido de carbono ao longo das próximas quatro décadas.
Projectos como este são o início de uma tendência que pode crescer e tornar-se um nicho de mercado importante, tendo particularmente um impacto real sobre os agricultores nas nações em desenvolvimento como o Peru.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Quem passa por Alcobaça

Amanhã lá vou eu para a minha nova e amada terra.
Terminei de manhã o trabalho que estive a fazer, desde a semana passada. Fico agora a aguardar que o mesmo seja analisado. Depois chamar-me-ão para finalizá-lo.
Ontem tive más notícias através dos meus vizinhos na Junqueira: um gato de noite matou-me dois canários, um tinha desaparecido e o outro jazia sem perna dentro da gaiola.
Tenho uma gaiola enorme com um gradeamento até estreito e fico admirada como o gato conseguiu. Seria rato? ratazana? fuinha? Tenho de comprar uma rede e reforçar a parte de baixo da gaiola para que não volte a acontecer.
Por coincidência esta semana ofereceram-me uma canária amarela numa gaiola toda estilizada, mas por dentro sem grande espaço que nem dá para a ave bater as asas.

Eis a única canção que faz alusão a Alcobaça que conheço, cantada por Maria de Lurdes Resende. Pelo facto foi homenageada por esta cidade em 1995.
Não deixem de passar por Alcobaça.

Quem passa por Alcobaça

sábado, 3 de abril de 2010

As crianças esquecidas do Vietnam


Serão totalmente americanos? Como se identificam? Vêem-se como parte das sociedades vietnamitas e norte-americanas?
As novas leis de imigração abriram caminhos entre o Vietnam e os Estados Unidos, permitindo aos "Amerasians" virem para a América. Mas uma vez que chegados aos EUA,  encontraram muitas realidades indesejadas que quebraram com os seus sonhos americanos.
Sonharam que iriam encontrar seus pais e que seus pais os aceitariam de braços abertos. Sonharam que haveria menos discriminação e mais aceitação.
Depois acordaram sabendo que os seus pais não queriam que eles fizessem parte das suas vidas. Ficaram sem identidade. 
Na verdade, nunca tiveram a oportunidade de identificarem-se com uma raça específica. No Vietnam foram "Amerasians", mas na América eram vietnamitas.
A intervenção de 1960 dos Estados Unidos no Vietnam não veio só provar ao mundo inteiro que a política externa dos E.U. foi ineficaz, mas que também foi um fracasso.
Junto com essa falha, os americanos levaram para casa um caso de vergonha moral.
Durante a Guerra do Vietnam, militares dos Estados Unidos de todos os ramos militares, como o Exército, a Marinha, e a Marinha, falharam a sua promessa de ajudar a defender e conter a propagação do comunismo no Vietnam. Para além disso, falharam em manter o seu dever militar profissional.
Em raros casos, apaixonaram-se, mas na maioria dos casos, eles cobiçaram as mulheres do inimigo e geraram muitos filhos.
Finalmente, quando os seus deveres chegaram ao fim, eles abandonaram as suas "amantes" e as crianças para retornarem aos Estados Unidos.
Os recrutas foram crueis e amantes insensíveis. Não tiveram qualquer responsabilidade, como pais.
Para tornar as coisas mais tristes, o governo dos Estados Unidos nunca admitiu que a culpa era dos seus "homens". Em vez disso, toleravam essas acções permitindo que os seus "homens" poderiam desfrutar de algumas actividades de lazer quando em serviço.
A maioria dos soldados americanos do Vietnam retornaram gradualmente aos EU antes da queda de Saigão, em abril de 1975. Quando saíram, deixaram sozinhas muitas raparigas vietnamitas grávidas que mais tarde tornaram-se mães solteiras, desonrando e decepcionando as famílias que as tinham mandado para a cidade para obter melhores empregos, para ajudar a aliviar a carga económica da família.
Em vez de trazer de volta dinheiro para ajudar, as raparigas levaram consigo filhos indesejáveis que precisavam ser alimentados, enquanto a família não tinha o suficiente para comer.
A maioria dessas mães vietnamitas cresceram deprimidas devido a essa rejeição, e como resultado fizeram de tudo para esconder a identidade das suas crianças “estrangeiras”, afim de serem aceites na comunidade. Por exemplo, essas mães escureciam ou aclaravam a pele dos seus filhos, pressionavam os seus narizes para baixo e tingiam-lhes os cabelos de preto. As mulheres faziam qualquer coisa para os seus filhos serem mais aceites na sua própria sociedade cultural.
Em algumas situações extremas, as mães abandonaram os seus filhos, porque eles traziam memórias da guerra. Não podiam mais suportar o stresse e a representação duvidosa deles na comunidade vietnamita. Largaram os seus filhos com parentes, amas e até mesmo desconhecidos na rua.
Muitas mães não queriam ter qualquer vínculo com o passado e com os filhos do país inimigo.
Esses abandonos no Vietnam foram apenas o começo das suas vidas errantes como os "filhos da poeira".

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Uma Páscoa Abençoada

A Sexta-feira santa é o dia cristão que marca o julgamento, condenação, martírio, morte e sepultamento de Jesus Cristo. 
Na Páscoa os cristãos celebram a Ressurreição de Jesus Cristo depois da sua morte por crucificação.

O ovo da Páscoa representa o começo de vida. Os cristãos foram os primeiros a dar ovos coloridos na Páscoa simbolizando o nascimento para uma nova vida, a ressurreição de Jesus Cristo, que nos deu a Salvação e a Vida Eterna.

No antigo Egipto o coelho simbolizava o nascimento, a vida. 
A tradição do coelho da páscoa de chocolate foi levada para a América pelos imigrantes alemães em meados do século XVIII.

Os estupros de Nanjing


Veteranos de guerra japoneses livremente admitiram, em frente a câmaras, terem violado e morto com metralhadoras refugiadas chinesas.
Os livros de história sempre encobriram os crimes cometidos pelo Exército Imperial do Japão durante a Segunda Guerra Mundial.
O documentário da realizadora Matsuoka , exibido em Hong Kong no dia 28 Março, pela primeira vez fora do Japão, tenta ajustar  o registo de forma correcta.
Matsuoka não é uma cineasta profissional, mas as ''Memórias de Nanjing'' é inovador com entrevistas de ambos os agressores e as vítimas - uma mulher idosa chinesa chorosa dando detalhes sobre ter sido  vítima de violência sexual  quando muito jovem, em seguida, um veterano japonês admitia ter gostado de violar.
O antigos soldados até descreveram com detalhe a rotina – segurando em grupo as vítimas, verificando as suas partes íntimas de doenças sexualmente transmissíveis e sorteavam quem seria o primeiro.
Poucos veteranos mostraram qualquer remorso. Dos 250 antigos soldados entrevistados, apenas três lamentaram os seus actos.
As tropas japonesas iniciaram um tumulto em Dezembro de 1937, conhecido no Ocidente como “o estupro de Nanjing'', que muitos historiadores confirmam ter terminado com o massacre de pelo menos 150.000 pessoas e a violação de dezenas de milhares de mulheres em Nanjing.
No  Japão existem alguns grupos que negam ter ocorrido qualquer atrocidade, dizendo que o suposto massacre é uma invenção do governo comunista. Mas no início deste ano, um relatório escrito por historiadores japoneses e chineses nomeados pelos seus governos confirmaram que estupros e um massacre tivesse ocorrido.
A realizadora Matsuoka passou mais de uma década entrevistando centenas de vítimas chinesas e veteranos de guerra japoneses. Ela escreveu artigos de jornal, tendo compilado em livros as suas entrevistas, realizou exposições de fotografia que mostram as atrocidades e levou algumas vítimas ao Japão. E aproveitando anos de cuidadosa construção de relacionamento com os veteranos, ela persuadiu alguns deles a falar diante de câmaras.
Ela abraçou uma frustrante causa, muitas vezes impopular e tem sido assediada por aqueles que continuam a negar os assassinatos. Chegaram a protestar em seus eventos e até mesmo terem aparecido na escola onde Matsuoka leccionava.
As manifestações têm diminuído, mas Matsuoka diz que ainda tem de ser cautelosa, tendo-se mudado para um complexo habitacional com guarda.
Apesar disso diz “Eu nunca pensei em desistir”.

quarta-feira, 31 de março de 2010

Infertilidade

Pensar que em Portugal a infertilidade está a tornar-se um problema, com meio milhão de casais inférteis ou seja 10% da população e com tendência a aumentar. 
As possíveis causas são: alterações ambientais, regras alimentares, determinadas profissões, tabaco e consumo de álcool. 

No Afeganistão, passa-se o contrário apesar de anos de guerra e uma grave falta de cuidados médicos. 
Recém-nascido a ser banhado pela parteira.

A alta taxa de natalidade no Afeganistão torna-se num grande peso numa sociedade onde o rendimento médio per capita anual são cerca de 500€, para além de também ser um risco para as mães. 
Este país tem uma das maiores taxas de mortalidade materna no mundo, com um número estimado de 1.800 mortes maternas por 100.000 nados vivos.
Em taxas de mortalidade materna o Afeganistão está apenas atrás da Serra Leoa, com uma das taxas de fertilidade mais alta do mundo, em média mais de seis filhos por mulher.
O acesso a contraceptivos permanece baixo entre muitos casais. A UNICEF estimativa que  somente 10% das mulheres usam algum tipo de controle de natalidade.

terça-feira, 30 de março de 2010

Mais um crime ecológico


A todo o momento se comprova que o ser humano é o animal mais vil e homicida, até da sua própria espécie, que sem remorso e humanidade pratica os actos mais desprezíveis quase sempre provocados pela ganância seja a qualquer custo.
Li esta notícia que me impressionou imensamente, tentando adivinhar que raio de neurónios funcionavam naqueles cérebros  enquanto praticavam tal acto. 

Centenas de tartarugas deram à costa do rio Sindh perto da barragem de Sukkur, após pescadores terem derramado um produto químico tóxico no rio para maximizar a sua pesca. 

O químico obriga os peixes a virem à superfície para respirar e tornam-se presa fácil para os pescadores. De acordo com fontes no Departamento da Vida Selvagem, o uso de produtos químicos tem-se transformado hoje em dia quase uma prática corrente, mas isso não agitou os serviços de fiscalização a entrar em acção que acabaram por relatar descartando-se que estiveram envolvidas muitas pessoas no negócio ilegal, enquanto olhavam para o lado.
Os habitantes da área disseram que além dos milhares de peixes e das centenas de tartarugas, alguns pássaros igualmente morreram depois de terem bebido da água no local onde o produto químico tinha sido derramado. Um pescador idoso, desabafando disse que algumas pessoas tinham-se tornado tão ávidas e egoístas que estavam prontas para fazer qualquer coisa para se tornarem ricas de um dia para o outro, sem pensar no bem-estar dos seus seres humanos companheiros. A carne e a gordura das tartarugas apanhadas são vendidas a preços exorbitantes, adiantando que esses pescadores jogavam com a vida das pessoas apenas para ganhar algum dinheiro extra, pois o produto químico é igualmente perigoso para os seres humanos, incitando os serviços de fiscalização a manterem-se vigilantes de forma a aplicar-lhes uma punição exemplar.

segunda-feira, 29 de março de 2010

Mais um fim de semana no campo

Regressei por ora, para voltar ao campo na próxima semana. 

Fui ao Centro de Emprego de Alcobaça, informar-me sobre os cursos possíveis a frequentar para desempregados. Quase todos são para dar equivalência ao 9º e ao 12º ano. Como tenho o secundário só existe formação modular e nesta só existiam 3: Geriatria, Acção Educativa e Organização de Eventos.
Acho que vou ter tempo de sobra para as três formações. Terei de saber se poderei frequentá-las a todas.

Fiquei 5 dias em Alcobaça e fartei-me de cavar. Chegava a noite e quase não me aguentava em pé de cansada. 
Com as chuvadas deste ano a minha rua, que não passa de  um caminho em terra batida, ficou num estado lastimável como se pode ver pela foto tirada em Novembro.09. Entretanto houve mais chuvas e os sulcos são agora muito largos e fundos e já nem consigo pôr o carro na garagem, se não quero ficar sem suspensão. 
Enviei uma série de fotos à Câmara Municipal de Alcobaça em Nov.2009 e em Jan.2010, dirigi-me aos serviços para tentar saber qual o ponto de situação, se estariam ou não programadas trabalhos para aquele caminho, que aguarda há 4 anos a atenção dos serviços camarários.
A resposta do engenheiro, muito simpático até, foi que estavam a analisar o assunto e após vários telefonemas que efectuou à minha frente, disse que tinha sensibilizado o departamento respectivo a fazer uma visita ao local.
Estamos em Março e nada. Vou ter de ir lá e andar a picar o pessoal.
O caricato é que durante as últimas eleições houve estradas e caminhos privados dos "amigos" que foram repavimentados, enquanto o meu e de mais 4 moradores todos estrangeiros continua a aguardar que o departamento seja sensibilizado e vá lá.

Durante o inverno o meu jardim, para além de ter ficado em mau estado pelas chuvadas ficou todo queimado pelo gelo, houve noites com temperaturas que rondaram os -2º C.
Entretanto a primavera chegou e atacou beneficamente e em força as minhas plantinhas que iniciaram a sua floração anual. 
Deixo aqui para apreciação fotos dos meus kinguios (peixes) e das minhas flores.

quinta-feira, 25 de março de 2010

A minha freguesia


Nasci na freguesia de Santa Maria de Belém, em Lisboa, que considero das freguesias mais ricas culturalmente e de grande beleza.
Esta tarde, resolvi dar uma volta a pé pela zona, para aproveitar o sol maravilhoso que me convidava.
A casa de meus pais, agora só de minha mãe porque o meu pai já faleceu, fica bem perto da Torre de Belém, onde as crianças da minha rua iam brincar nas noites quentes de verão.

Foi por aí que iniciei o passeio.

Depois resolvi entrar no CCB para ver as exposições do momento. 

Havia imensa arte moderna que não aprecio, porque não compreendo as mensagens que os  artistas querem transmitir com imagens desfocadas emitidas em TV's, nem fotos tiradas a lixo depositado em casas  velhas.

De todas as exposições agradaram-me três.

A exposição da Joana Vasconcelos, a que achei imensa piada às suas criações  muito imaginativas e atrevo-me a dizer amalucadas.
 
                           
A seguir visitei e gostei  imensamente dos desenhos perfeitos, de grandes dimensões a carvão e mina sobre papel, de Robert Longo.


Depois apreciei a exposição Auto-retratos do Mundo de Annemarie Schwarzenbach (1908-1942) cuja vida foi tão breve, que para além de fotógrafa foi escritora, jornalista e viajante, tendo efectuado numerosas reportagens fotográficas pela Europa, Médio Oriente, África e América do Norte.
Em 1941 passou por Lisboa. 
Esta sua foto tem a seguinte descrição "O outro lado de Lisboa: Características um tanto orientais, dentro e fora do mercado".
  Afegãos em oração

Existem outras formas de arte que por vezes nos chocam e achei este trabalho da brasileira Adriana Varejão impressionante. Um rasgo num painel de azulejos, como se fosse uma extensa ferida. 

quarta-feira, 24 de março de 2010

Ilha desaparece no mar

Por infeliz coincidência, as tragédias provocadas pelas alterações climatéricas têm acontecido maioritariamente a populações a viver em condições de extrema pobreza.

Em Portugal, particularmente na Madeira, tivemos o primeiro sinal de que não há nação que esteja livre das consequências do aquecimento global.

Apesar da tragédia que relato ter acontecido num país tão distante não deixa de nos afectar, pelos testemunhos das pessoas que estão a sofrer e que provavelmente não receberão ajuda humanitária internacional.

Ilha desaparece no mar.
A subida dos níveis do mar mergulharam completamente a Ilha New Moore Island no Sunderbans.
Sunderbans tem cerca de 10.000 Kms quadrados de pântanos e mangais ao longo da costa da Baía de Bengala.
Durante quase 30 anos, a Índia e o Bangladesh disputaram o controle de uma rocha minúscula na ilha na Baía de Bengala.
Agora, ela desapareceu.
O seu desaparecimento foi confirmado por imagens de satélite e patrulhas marítimas.
O que esses dois países, não conseguiram com anos de disputas, foi resolvido pelo aquecimento global.
Uma outra ilha próxima, Lohachara, foi submersa em 1996, obrigando seus habitantes a se deslocar para o continente. Pelo menos outras 10 ilhas da região estão em risco.
O Bangladesh, é um país situado num delta de baixa altitude, com uma população de 150 milhões de pessoas e é um dos países mais afectados pelo aquecimento global.
Autoridades estimam que 18% da área costeira de Bangladesh será submersa e 20 milhões de pessoas serão deslocadas, se o nível do mar subir 1 metro em 2050, como previsto por alguns modelos climáticos.