domingo, 31 de janeiro de 2010

Fim de semana no campo

Mais um fim de semana passado na Junqueira, perto de Alcobaça.
Precisava de recarregar as baterias depois de uma semana infernal mais por causa do trânsito, em Lisboa, um horror de horas no arranca pára, provocado pelo fecho da CREL.
Mas deu para me alienar um pouco dos problemas e matutar muito em como vai ser a minha vida profissional e produtiva daqui a uns meses, uma vez que está previsto a empresa que resta do grupo para o qual trabalho dissolver-se.
Agora não sabendo quando é que me está a matar o juízo. Se é daqui a um mês, dois ou mais.
Já previa esta situação por não haver clientes, desde meados de 2009. 
Desde então decidi inscrever-me em vários portais de emprego. Tenho respondido a imensos anúncios com o envio de curriculum e nada, nem uma pífica resposta.
Com a minha idade e sem formação superior vai ser preciso muita sorte conseguir um trabalho que me remunere com o mesmo salário que estou a auferir.
Mentalmente já defini os planos todos, o A, o B. Só preciso é de um pouco de sorte.
Lá vou eu engrossar as estatísticas do desemprego.
Rezem por mim.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Por amor


Li a notícia que transcrevo em seguida, sobre o amor e o que se faz em nome do amor. 
Será que os portugueses teriam coragem de gritar bem alto o amor que sentem pelas suas companheiras(os)?
Está apaixonado? Em Tóquio gritam isso a bom som.
Uma vez por ano, o amor realmente anda pelo ar, quando dezenas de japoneses gritam para os cônjuges, namorados ou companheiros, o seu amor ardente num evento que também é transmitido na televisão nacional.
Os japoneses tradicionalmente valorizam a modéstia e a reticência sobre a franqueza, mas Kiyotaka Yamana, um morador de Tóquio, que começou o evento "Love Message Yelling" (Mensagem de amor em grito) depois que o seu casamento fracassou, disse que isso não significa que não tivessem sido românticos.
"A imagem dominante dos homens de negócios japoneses é vê-los  sobrecarregados com trabalho, mas eu queria dizer às pessoas do mundo que os homens japoneses são realmente muito românticos".O evento, que precede "Love Your Wife Day" (O dia de amar a sua mulher), teve lugar no centro de Tóquio, co-organizado por um grupo de cidadãs dedicadas aos maridos devotados.
A maioria dos 30 ou mais participantes subiu ao palco, para gritar "eu amo-te” ou “Deixa-me ficar contigo”.
Algumas declarações reflectiam a triste situação económica: um marido com a voz embargada de lágrimas, agradeceu à sua esposa por ter ficado com ele apesar de ter perdido seu emprego há mais de um ano atrás.
O aumento da influência económica das mulheres e a mudança de atitudes sociais em relação ao casamento, que já não é visto como necessário para ambos os sexos, tem mantido um número crescente de japoneses solteiros.
Mas para aqueles que têm um alguém especial na sua vida, o "Love Message Yelling Event" ajudou a dar um impulso aos relacionamentos.
"Meu coração palpitava de excitação. Isso realmente tocou-me", disse Ayako Kikuchi de 38 anos, segurando a mão do marido Kenichi, que tinha acabado de gritar no palco "Ayako, eu amo-te".
Outros participantes disseram ter achado o evento emocionalmente libertador.
"Sinto-me renovada depois de gritar, por isso, a partir de agora, vou dizer directamente à minha namorada que a amo ... mas não assim tão alto", disse o empresário de 27 anos Kenzaburo Cho, depois de gritar à sua noiva:"Fica comigo por toda sua vida. Eu amo-te".
Uma mulher vestida de quimono que disse ser solteira, confessou ao público que ela amava mais que tudo a si mesma, divertiu a multidão quando disse que queria ter um namorado gritando: "Qualquer um. Por favor ... agora”.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

O primeiro amor

Nunca Nos Separamos do Primeiro Amor
O que conta não é a manifestação do desejo, da tentativa amorosa. O que conta é o inferno da história única. Nada a substitui, nem uma segunda história. Nem a mentira. Nada. Quanto mais a provocamos, mais ela foge. 
Amar é amar alguém. Não há um múltiplo da vida que possa ser vivido. Todas as primeiras histórias de amor se quebram e depois é essa história que transportamos para as outras histórias. 
Quando se viveu um amor com alguém, fica-se marcado para sempre e depois transporta-se essa história de pessoa a pessoa. Nunca nos separamos dele.
Não podemos evitar a unicidade, a fidelidade, como se fôssemos, só nós, o nosso próprio cosmo. 
Amar toda a gente, como proclamam algumas pessoas e os cristãos, é embuste. Essas coisas não passam de mentiras. Só se ama uma pessoa de cada vez. Nunca duas ao mesmo tempo.
Marguerite Duras


Por coincidência o meu primeiro amor, após 23 anos, encontrou-me pelo Facebook. Foi engraçado saber das nossas vidas depois de tanto tempo passado.

O portal da cantora Utada Hikaru  

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Ikebana

Arte da flôr floresce no Japão entre o homens.
A criatividade e a espiritualidade de "Ikebana" tem atraído milhares de homens japoneses para recuperar a forma de arte que mais recentemente tem sido associada às mulheres.
A arte tradicional japonesa dos arranjos florais, predominantemente feminina, está retornando às suas raízes masculinas, por um motivo totalmente moderno: tornou-se num caminho para os trabalhadores do sexo masculino aliviarem o seu stress.
O Ikebana, ou "o caminho das flores", remonta há mais de 500 anos e primeiro floresceu entre os artesãos do sexo masculino e aristocratas.
Destinadas a criar harmonia entre o homem e a natureza, bem como aumentar a valorização dos ritmos do universo, as modalidades são realizadas em silêncio, usando apenas elementos orgânicos colocados juntos num estilo minimalista.
E é essa criatividade e espiritualidade que tem atraído milhares de homens japoneses para recuperar a forma de arte que mais recentemente tem sido associada às mulheres. "Hoje em dia há um grande número de pessoas que procuram algo que faça com que se sintam à vontade", disse gaho Isono, um instrutor mestre em Ikebana Sogetsu, fundada em 1927 e uma das primeiras escolas a oferecer cursos de arranjos florais para os homens. "Há muitas pessoas que podem ter agora passatempos e não há mais o preconceito que os homens não podem arranjar flores. Eles são livres para escolher o que gostam e o número de homens escolhendo flores está efectivamente a aumentar ".
A sociedade japonesa  tradicionalmente põe muito ênfase no trabalho duro e coloca empregados regularmente em longas horas no escritório, o que aumenta o risco de depressão.
A nação, que tem uma das maiores taxas de suicídio no mundo, tem até um termo para a morte por excesso de trabalho - Karoshi. Esta arte trata de composições de flores organizadas de acordo com os princípios tradicionais do Ikebana, que representam a relação entre o céu, a humanidade e a Terra.
Existem cerca de 3.000 escolas de Ikebana em todo o Japão, com aproximadamente 15 milhões de adeptos, a maioria vê os arranjos de flor como um antídoto para a sua vida agitada. "Cada vez que a aula começa no início sinto-me cansado do trabalho", disse o aluno do sexo masculino Koji Takahashi, 45.
"Mas quando eu começo a me concentrar e em como combinar as flores e o vaso, e mover as mãos para criar a composição, é uma mudança de ritmo."
Alguns homens passaram anos dominando a forma de arte e, agora, ensinam os efeitos terapêuticos da ikebana aos novos alunos.
Minoru kAgata, 61 anos, um instrutor na escola Sogetsu Ikebana que assumiu há quase 20 anos, disse que a arte "dá vida às flores." Geralmente, leva estudantes de mais de dois anos para criar belos arranjos com poucos elementos naturais, acrescentou.
"Os arranjos de flor acrescentam um sabor irreal à minha vida e deixa a minha mente vaguear livre", disse Koji Otusbo, que vem estudando ikebana há mais de 15 anos.
Um hobby artístico como este é como uma ponte que me liga ao mundo real."

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Morrer no deserto

Um filme que documenta a morte trágica de imigrantes deportados da Líbia. 
Tal como esperado após o acordo assinado entre Berlusconi e Gaddafi.
Naqueles dias, milhares de imigrantes de África passaram de Agadez para a Líbia, a última cidade do Níger, que continua isolada do mundo pela guerra civil entre o exército e uma facção do Tuareg. 
Desde o final de 2008, contam-se pelo menos 10 mil imigrantes que partem todos os meses, após uma longa interrupção de tráfego de clandestinos. Os traficantes do Sahara reabriram o negócio, explorando a rebelião tuaregue, apoiada pela França, que domina a segunda exploração maior do mundo de urânio, em Imouraren, perto de Agadez.
Em 2 de Março, o primeiro-ministro italiano Silvio Berlusconi, deslocou-se à Líbia para assinar um acordo com o coronel Muammar Kadhafi. 
Foi a visita em que Berlusconi pediu desculpas pela ocupação colonial e em que os governos de Roma e Tripoli lançaram as bases para uma colaboração na patrulha costeira contra as fugas para Lampedusa na Itália. 
Em 2008, o regime de Kadhafi tinha deixado embarcar para a Itália, mais de 30 mil imigrantes, um recorde que atraiu milhares de pessoas na Líbia, até então bloqueadas em Agadez.
O encontro de Berlusconi e Gaddafi não foi apenas para falar sobre a imigração. Discutiram assuntos pessoais, de 5 bilhões de dólares de indemnização em vinte anos contra a Eni, pelos danos causados pela guerra, pelos contratos de petróleo e gás.
Trípoli num súbito gesto de boa vontade para com o Níger envia centenas de imigrantes detidos no campo de detenção da base militar de Al Gatrun.
Talvez os mortos filmados com o telefone é o trágico fim de uma dessas operações.
Al Gatrun e Agadez são separados por 1490 Km de deserto. São dez dias de viagem e a meio um único oásis o Dirkou. 
Até que cheguem a Agadez não se pode dizer que existam sobreviventes do Saara. Mas a polícia e o exército líbio de Al Gatrun nunca se preocuparam com o destino dos estrangeiros, uma vez que estão fora da fronteira com o Níger.
Imigrantes deportados por camiões militares são descarregados e forçados a andar. Ou são confiados a contrabandistas que muitas vezes os abandonam muito antes de eles chegarem ao seu destino.
Da linha de fronteira pontilhada no mapa, o primeiro posto militar no Níger é apenas Madama, a 80 km de colinas e vales, sem poços. Não existe  mais nada. Oitenta quilómetros em que, se se perde o rumo e se se abandona o bidão de água para caminhar mais leve, está-se destinado a morrer.
Já em 2005 tinha-se descoberto que o retorno das operações para o Níger, depois do primeiro acordo entre Berlusconi e Gaddafi, causou 106 mortes em quatro meses. E eram apenas os números oficiais. Como os 50 esmagados por um camião sobrecarregado que capotou. Ou o imigrante do Gana nunca identificado, dilacerado por uma matilha de cães selvagens durante uma visita ao Madame. E as três meninas nigerianas que morreram de sede.
Foram todos condenados à morte por aqueles que organizaram a repatriação.
O negro que levantou as mãos para agarrar o ar. A poucos passos além, o sopro do vento  numa blusa anima a careta da última respiração de uma mulher. Imediatamente ao lado o corpo de um menino que ainda se curvou em oração, e nunca mais se levantou.
O morrer dos imigrantes. 
Assim termina a vida de homens e mulheres que não desembarcaram em Lampedusa. Bloqueados na Líbia pelo acordo Roma-Trípoli, voltam para o deserto. 
Abandonados na areia apenas além da fronteira. 
Às vezes, eles são forçados a andar até ao forte militar de Madama, um pequeno posto avançado do exército do Níger, 80 km a sul e às vezes perdem-se. Caiem de bruços exaustos, com fome, sede e ninguém mais vai encontrar os seus corpos.

Um filme, no entanto, revela um desses massacres. 
Um pequeno vídeo que 'L'Espresso' conseguiu fazer fora da Líbia e do Níger. A Operação de Repatriamento deu errado.
Onze mortos. 
Sete homens e quatro mulheres, se conseguir ver nas imagens.

O vídeo foi filmado em 16.Março.2009 com um telemóvel de uma pessoa que viajou da Líbia ao Níger, ao longo da rota de Al Gatrun, último oásis líbio, e Dao Timmi, posto militar da Nigéria.
É a chamada rota dos escravos.
O mesmo percurso desde 2003, com dezenas de milhares de emigrantes Africanos. Homens e mulheres que procuram trabalho na Líbia para poderem pagar a viagem de barco até Lampedusa (Itália).
O homem que filmou está acompanhado por uma patrulha militar. Numa breve sequência, vemos uma pick-up com uma metralhadora. 
As 11 pessoas que morreram de sede viriam até que ponto a pé? Juntaram-se perto de um monte de pedras e areia. Talvez eles estivessem à espera no local a qualquer altura de algum transporte de passageiros para pedir ajuda. Em cima ou perto do corpo, sapatos e calças de marcas que você compra na Líbia. Não há nenhuma estrada ou caminho de terra. É uma região do Saara, onde há apenas o sol e as estrelas como orientação.


segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Auschwitz-Birkenau.


Libertadores para honrar os mortos em Auschwitz, 65 anos depois.

Sobreviventes de Auschwitz, veteranos do exército soviético que os libertou há 65 anos e dirigentes, incluindo o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu polaco, irão homenagear os 1,1 milhões de vítimas do campo de extermínio nazi.
Com seu número diminuindo ano após ano, cerca de cem sobreviventes são esperados para participar nas cerimónias de aniversário da libertação, pelo Exercito Vermelho em 27 de Janeiro de 1945, do campo de extermínio nazi alemão, um lembrete duradouro do horror do Holocausto.
 
"Em breve não poderemos mais falar cara a cara com os sobreviventes. A maioria tem mais de 80 anos agora ", disse Piotr Cywinski, diretor do Memorial de Auschwitz-Birkenau e Museu.
 

"Quando as últimas testemunhas da política insana da Alemanha nazi nos deixarem, apenas as paredes e as ruínas ficarão e terão que falar por eles", disse Cywinski.  
 
O presidente polaco Lech Kaczynski convidou o seu colega russo, Dmitry Medvedev, que se recusou a participar, citando "outras obrigações", segundo um comunicado da presidência da Polónia. 

A oração judia de luto Kaddish, deve ser recitada durante uma cerimónia ecuménica num memorial às vítimas, disseram os organizadores.

Mas antes, os ministros europeus de educação devem reunir-se para refletir sobre a melhor forma de ensinar aos jovens os ensinamentos de Auschwitz, quase sete décadas depois do fim da II Guerra Mundial.

A inauguração de uma exposição da Rússia sobre a libertação está também agendada no museu do campo para 27 de Janeiro, declarado o Dia Internacional de Recordação do Holocausto pelas Nações Unidas.

Inicialmente criado pelos nazis como um campo de concentração para prisioneiros políticos polacos em 1940, tornou-se num local principalmente para assassinar judeus em 1942.

Para além de um milhão de judeus da Polónia e de toda a Europa ocupada, e 70-75,000 polacos não-judeus, o campo também foi usado para matar 21.000 ciganos, 15.000 soldados capturados 10-15.000 Soviéticos e outros, inclusive membros da Resistência presos pelos alemães em todo o continente.

O maior e mais mortal campo de concentração nazi alemão, Auschwitz-Birkenau é o único que foi preservado tal como era quando eles fugiram do avanço das forças soviéticas, disse Cywinski.

"É por isso que é tão urgente a necessidade de preservar o que ainda resta", disse ele.

Os nazis destruíram os seus outros campos de morte na Polónia como Sobibor, Treblinka e Belzec para cobrir seus rastros, mas tiveram de fugiram antes de poder destruir Auschwitz-Birkenau.
Em 1947, dois anos após a guerra, o governo polaco decidiu preservar o campo da morte, alistando sobreviventes para criar um museu.
Varsóvia tem pago a sua manutenção desde então.

Mas com o passar do tempo, o local já envelhecido está a precisar de uma manutenção cada vez maior.  Com um recorde de 1,3 milhões de visitantes em 2009, o desgaste é inevitável.

Para preservá-lo, a Polónia tem criado um fundo especial no qual a Alemanha já se comprometeu a pagar metade dos 120 milhões de euros necessários (170 milhões de dólares). Com planos para o dinheiro ser investido e cobrir as obras de manutenção ao longo dos próximos 25 anos.

"Nós queremos preservar a memória do que os nazis queriam destruir", disse Wladyslaw Bartoszewski, um sobrevivente de Auschwitz. Mas o museu não é apenas lutar contra a passagem do tempo.
Em 18 de Dezembro, ladrões roubaram o infame e cínico sinal do portão de entrada de Auschwitz "Arbeit Macht Frei" (O ”trabalho liberta” em alemão), supostamente por ordem de um sueco conhecido por simpatias neo-nazis. O sinal foi recuperado pela polícia polaca, dois dias depois, e foi devolvido ao museu pelos investigadores em 21 de janeiro.
Mas não vai ser colocado de volta no lugar no dia da comemoração. Como os ladrões cortaram-no em três partes, tem de ser restaurado. O museu de imediato e logo após o roubo colocou uma cópia .




Portal do Museu: 

Como nuvens pelo céu

Hoje o céu estava lindo.
As nuvens pareciam formar uma manta quentinha cheia de buracos  donde despontava a luz, porque o sol hoje não brilhou.


Como nuvens pelo céu 
-Fernando Pessoa-
 
Como nuvens pelo céu 
Passam por mim. 
Nenhum dos sonhos é meu
Embora eu os sonhe assim.

São coisas no alto que são
Enquanto a vista as conhece,
Depois são sombras que vão
Pelo campo que arrefece.

Símbolos? Sonhos? Quem torna
Meu coração ao que foi?
Que dor de mim me transforma?
Que coisa inútil me dói?

domingo, 24 de janeiro de 2010

Sabonetes artesanais

Adoro lavar-me com sabonetes artesanais e hoje andei à cata deles.

São daqueles que são feitos com azeite, óleo de palma ou farelo de trigo. 
Nunca gostei de geles de banho, são sempre muito agressivos e secam-me imenso a pele dando imensa comichão.
Devem pensar que estes sabonetes serão mal cheirosos mas enganam-se. São macios,  muito hidratantes e deixam um cheiro no corpo tão natural. Há os de todas as cores e cheiros mas a diferença dos sabonetes vulgares que compramos no hiper-mercado, é terem na sua composição unicamente produtos naturais.
Os melhores, encontrei na loja Terra Pura.
Só tenho pena que sejam tão caros, mesmo assim compensam pelo prazer que proporcionam.
Não fui só e acabei por dividi-los em quadrados pequenos que se cortam com facilidade.
O cheiro é agradabilíssimo.

No Haiti

Cabeleireira leva compaixão e atenção às vítimas do terramoto  


Com bandeletes de brilhantes e cuidados simples, Claudia Martinez suaviza os limites do sofrimento para algumas das vítimas do terramoto no Haiti.
A dominicana de 31 anos, atravessou a fronteira do seu país para atender dezenas de pacientes no hospital, para com ternura pentear e trançar os cabelos gratuitamente.
Carregando uma cesta cheia de elásticos coloridos, um pote de vaselina e um pente, Cláudia vem todos os dias para o hospital de Santo Domingo Contreras Dario onde os haitianos feridos com ossos quebrados e vidas destroçadas começaram a chegar logo após o terramoto de magnitude 7,0 que devastou a sua terra natal.
A sua tarefa pode parecer trivial, mas ela acredita que a recuperação com um pouco de beleza e humanidade a pessoas que perderam tudo e sobrevivem em condições deploráveis é importante.
Cláudia Martinez diz que quer fazer as pessoas sentirem-se ''limpas e um pouco melhor.''
Mais de 150 haitianos preenchem a unidade de trauma do hospital, muitos deles amputados ou com lesões na coluna vertebral, com gesso ou ligaduras. Os médicos fazem horas de trabalho contínuo para cuidar dos feridos e as camas extra encontram-se nos corredores. Os gemidos e gritos dos pacientes furam o ar. Muitos perderam as suas famílias e sofrem sozinhos.
''É bom que eles tenham quem os cuide, mesmo que seja apenas com isto,''disse a magra cabeleireira.
O Haiti e a República Dominicana partilham a ilha de Hispaniola, e muitos haitianos trabalham na República Dominicana. Alguns haitianos cruzaram a fronteira para resgatar seus entes queridos.
''Eu gosto quando ela vem,'' disse timidamente Julienne Bilhar de 13 anos, com os cabelos trançados por elásticos coloridos - um sinal claro de que Cláudia passou por lá há pouco tempo. A menina lê um livro de histórias em francês. Ela mostrou como uma barra de metal foi pregada no seu pé, colocada lá por médicos para ajudar a curar o osso para que ela possa andar de novo. Julienne não se lembra de chegar ao hospital, mas diz que se sente afortunada porque a sua mãe está com ela. 
Cláudia, que também trabalha numa clínica dentária, disse que começou a pentear e trançar o cabelo em hospitais, em 1992, depois que uma prima sua teve um acidente.
"Um dia eu comecei a pentear o seu cabelo e ela disse que a fez se sentir muito melhor,''disse Cláudia.''Depois disso, eu continuei a ir."
Ela não entende o crioulo falado pelos haitianos feridos, porque fala espanhol -, mas ela diz que comunica-se sorrindo e gesticulando. Às vezes, disse ela, os doentes sorriem-me em resposta à dôr.

sábado, 23 de janeiro de 2010

Na China

Sem amor, o que somos?

O governo central da China criou um site de encontros, para ajudar milhares de funcionários públicos, ocupados mas solitários, a encontrar o amor no trabalho.
"Você ainda está solteiro e amargo?", Pergunta o site rosa-temático www.ywqq.gov.cn.
Não procure mais.

O site oficial do governo "Sindicatos da Administração Central da Ponte Magpie" - mostra um rapaz e uma moça olhando um para o outro na esquina de uma cabine do registro –  dá pelo nome de "a plataforma de encontro mais fiável".
"Os membros têm alto calibre, são bem-educados e têm empregos estáveis", diz no site. "Toda a informação foi confirmada pelo sindicato na respectiva entidade empregadora, e registada no Ministério da Segurança Pública, para garantir a precisão e fiabilidade."
A Ponte Magpie atraiu até agora mais de 5.000 funcionários públicos do governo central e do governo municipal de Pequim desde que foi criada em 2005. O seu nome foi inspirado pela Ponte dos Pássaros que uma vez por ano liga os amantes míticos chineses Niu Lang e Zhi Nu

O site tem como objectivo fornecer um ambiente "puro e seguro", diferente de sites comerciais de encontros, que são conhecidos na China por serem preenchidos com dados pessoais falsos.
Esta Ponte não tem uma boa taxa de sucesso mas, por 100 yuan (12€) de subscrição anual, é uma pechincha para um funcionário público.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Moda

Maquilhagem usada numa passagem de modelos em Milão.

Qual seria a ideia do maquilhador ?  Estava com vontade de agredir ou matar alguém ?
Sinais de ferimentos, sangramentos e olho negro passou a ser cool ?!?!

Bizarro...


terça-feira, 19 de janeiro de 2010

2010: Ano Internacional da Biodiversidade


Numa tentativa de travar a perda sem precedentes de espécies devido à actividade humana a Organização das Nações Unidas marcou 2010 como o Ano Internacional da Biodiversidade com uma série de eventos, destacando o papel fundamental que desempenham na manutenção do sistema de suporte de vida no Planeta Terra.  
“Os seres humanos são parte da rica diversidade da natureza e têm o poder de protegê-la ou destruí-la”.

"A Biodiversidade, a variedade de vida na Terra, é essencial para a manutenção das redes e sistemas vivos que nos fornecem a todos saúde, riqueza, comida, combustível e serviços vitais de que as nossas vidas dependem. A actividade humana está a causar perda da diversidade da vida na Terra a um ritmo muito acelerado.

"Essas perdas são irreversíveis, empobrece-nos a todos e danifica os sistemas de suporte de vida de que dependemos em cada dia."

"Neste Ano Internacional, temos de contrariar a percepção de que as pessoas estão desligadas de nosso ambiente natural. Temos de aumentar a compreensão das implicações de perda de biodiversidade. Em 2010, apelo a cada país, cada cidadão do nosso planeta para participar em uma aliança global para proteger a vida na Terra. " disse o Secretário-Geral Ban Ki-moon em Novembro.2009 nas pré-celebrações do evento.


segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

O pássaro menos conhecido no mundo

Em 139 anos, só se conheceram dois exemplares.
O primeiro exemplar da toutinegra-caniços de bico grande foi descoberto na Índia em 1867, mas o segundo só foi encontrado em 2006 na Tailândia. 
Em 2007 foi baptizada como "a espécie de aves menos conhecida no mundo”. Os investigadores encontraram a sua área de reprodução no remoto e áspero Wakhan do Corredor, no noroeste do Afeganistão, que escapou dos piores efeitos da guerra.
"Praticamente nada se sabe sobre esta espécie, portanto, essa descoberta da área de criação representa uma avalanche de novas informações sobre a toutinegra-caniços de bico grande".
"Este novo conhecimento da ave também indica que o Corredor Wakhan ainda mantém segredos biológicos e é criticamente importante para os esforços de conservação futura no Afeganistão." Este Corredor Wakhan habitado principalmente por agricultores e pastores escapou dos piores efeitos de longos anos de guerra, desde a invasão da União Soviética em Dezembro de 1979".

domingo, 17 de janeiro de 2010

Manual da Vida

Gostaria de possuir um manual ajustado à minha personalidade, que me explicasse como fazer as melhores opções de vida e como lidar com as pessoas que mais amo.
Com uma simples consulta no Index, leria nas páginas indicadas ponto por ponto e cumpriria à risca as indicações para que tudo corresse da melhor forma.
Não sei ou sei porque raio a minha vida chegou a este ponto. Tantas situações que não soube evitar, arrastaram-me para uma vida que abomino.
Quem me dera um rewind na vida, uma segunda chance.

Novas tecnologias no Haiti

Mapas on-line, donativos por telemóvel, wikis e uma enorme quantidade de sites estão sendo implantados assim que as empresas de telecomunicações, os gigantes da tecnologia, colocaram de lado as suas rivalidades e puseram em acção as suas mais recentes ferramentas de trabalho para ajudar no terramoto que devastou o Haiti. 

A tecnologia desempenha um papel fundamental na mobilização de apoio para as vítimas do terramoto no Haiti e também na coordenação de esforços de socorro.


Entretanto a Microsoft doou 1,25 milhões de dólares e está a trabalhar com a NetHope, que estabelece a ligação à Internet para as diversas agências humanitárias ajudarem as vítimas do terramoto de terça-feira, que deixou dezenas de milhares de pessoas mortas.


Google, além de fazer uma doação de milhões de dólares para salvamento e socorro, ofereceu seu mapeamento em imagens de satélite e ferramentas para auxiliar os trabalhadores, para que eles possam avaliar melhor os danos e coordenar as respostas. Para além disso também criou uma página Web dedicada a unir as pessoas com grupos de caridade, como a Cruz Vermelha Americana ou Médicos Sem Fronteiras. 


A Apple, por sua vez, permitiu que os utilizadores do iTunes, na loja da música online, fizessem doações a partir de cinco até 200 dólares à Cruz Vermelha, directamente das suas contas.


Milhões de dólares em donativos para a Cruz Vermelha, foram levantados após as empresas de telemóveis dos EUA terem facilitado as contribuições com dinheiro por SMS.


Empresas de telecomunicações norte-americanas a AT & T e Verizon - anunciaram doações para esforços de socorro, em chamadas gratuitas ou de assistência ao Haiti para ajudar a reconstruir sua infra-estrutura de comunicações abaladas. 


Telecoms Without Bordes enviou duas equipas para criar instalações de satélite para uso por equipas de emergência, e planeou uma outra rede para permitir que as pessoas façam  chamadas telefónicas gratuitas de 2 minutos aos seus parentes, para qualquer parte do mundo. 


Na Web, um número de sites estão colocando fotos e mensagens destinadas a reunir famílias ou localizar pessoas desaparecidas.


A Haiti Volunteer Network foi reunindo voluntários e organizações, enquanto a Microsoft e o Google se uniram com o Yahoo! e outros num projecto conjunto online chamado CrisisCommons.org. “Reunimos dados, como imagens de satélite e informações sobre o Twitter ou o Flickr, em seguida, distribuímo-los para as ONG que podem utilizá-los para atender as suas próprias necessidades".


As Imagens de satélite, por exemplo, podem ajudar a transportar grupos de ajuda no abastecimento e evitar estradas bloqueadas, ou localizar as vítimas. Outra ferramenta online, Ushahidi, que foi desenvolvido para monitorizar a violência pós-eleitoral no Quénia em 2008 e significa "testemunho" em suaíli, também está sendo usado para mapear a destruição no Haiti. Ushahidi reune informações através de telemóvel, e-mail ou serviços Web, como o Twitter ou o Flickr e usa  o Google Maps para criar um mapa interactivo, e cronograma. 

sábado, 16 de janeiro de 2010

Terramotos

Haiti ficou sem capital.
Dois terços da cidade de Port-au-Prince, que tinha 2 milhões de habitantes, foram destruídos e já passaram 4 dias de total desespero para os seus habitantes. 
Dizem que poderão passar 15 anos até que a cidade recupere. 
A luta agora da população é a sua sobrevivência, e os tumultos já começaram para obter algo que se coma. 


Em Lisboa poderá algo semelhante acontecer e nem quero se quer imaginar as consequências.



quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Função Pública

O país está nas lonas e a função pública recusa não ter aumento nos salários em 2010.
Parece-me que quanto a sacrifícios que sejam os da privada a tê-los. 
Não sou aumentada nem os meus colegas há 3 anos, por a empresa encontrar-se em dificuldades, e se queremos manter o nosso posto de trabalho há que fazer sacrifícios.
Só falam na perda do poder de compra dos funcionários públicos que trabalham teoricamente 35 horas semanais, esquecendo os da privada que têm de trabalhar no duro 40 e mais horas semanais.

A história do Triunfo dos Porcos repete-se ad eternum:  Todos os animais são iguais mas alguns são mais que outros.

Mendicidade

O que dizem lá fora, no Paquistão, sobre a mendicidade.
Revoltou-me ler este texto, editado num dos seus jornais online.
Mais fácil para eles será de facto esconder os mendigos que criar condições para uma melhoria de vida à população.
O Paquistão que tem a bomba atómica, tem caças F18 assim como material bélico altamente sofisticado, tudo isto a um custo exorbitante, não tem possibilidade de  meter as crianças que mendigam em escolas, nem criar trabalho àquela população imensa que para sobreviver acaba a pedir nas ruas.

Eis o texto publicado:


Controlo da mendicidade
 
A mendicidade é um grande incómodo, uma mancha no nome justo do nosso país.

Tornou-se uma profissão organizada e quase a cada passo você é incomodado por um mendigo - nos comboios, nos bazares e próximo de locais de culto.
O nosso prestígio nacional sofre quando mendigos cumprimentam estrangeiros em cada esquina nas ruas.
O mais doloroso é que a maioria desses mendigos são pessoas fisicamente bem constituídas, que podem fazer o trabalho manual, se assim o quisessem.
Mas acham ser mais fácil viver do suado dinheiro das outras pessoas. O pior é que esses mendigos incentivam os seus filhos a mendigar. Assim, a nossa chamada caridade leva desta forma a tantos vícios.

A necessidade imediata é que deve ser posto um fim a este mal social.
Mendigos saudáveis devem ser feitos para trabalhar.
Porém as pessoas inválidas, aos  deficientes e cegos devem ser sustentados pelo Estado. Eles devem ser mantidos em casas adequadas, fora da cidade onde eles devem ser alimentados às custas do governo.
Não só a mendicidade deve ser declarada ilegal por uma lei do Parlamento, como também a opinião pública também deve ser educada contra ela.
Aqueles que dão esmolas para os fortes e fisicamente capazes sejam mulheres, homens ou crianças devem ser punidos.
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