quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Minha viagem ao Paquistão


A ida ao Paquistão foi muito marcante.

A viagem foi muito longa, 2 dias seguidos sem dormir pela necessidade de apanhar três voos.

Fiquei a morar durante um mês com uma família, residente em Lahore no Punjab, com quem tinha vindo a ter contactos pela internet um ano antes, cuja preocupação primordial era a minha alimentação e bem estar.


Esta família que anos antes tinha vivido numa mansão cheia de empregados por possuirem um negócio de venda de tapeçarias, conforme fotografias que me mostraram, vivia agora no limiar da pobreza pela morte súbita do marido e pai, anos antes, com apenas 40 anos. Após a morte do marido a Amee (vestido azul) foi banida do resto da família pelo simples facto de ter ascendência árabe, explicação que não entendi bem se tinha a ver com castas. Sózinha e enganada pelos sócios do marido, que ironicamente eram familiares pelo casamento, teve de suportar todas as dívidas que disseram o seu marido possuir. Valeram-lhe todas as jóias que tinha e num país como o Paquistão, que não dá qualquer estatuto às mulheres, teve de recomeçar completamente só com 4 filhos menores na altura.

Como viúva e sem bens seria agora muito difícil arranjar casamento para a sua única filha que não tinha qualquer dote. Mas ao fim de algum tempo, conseguiu casá-la com um sobrinho e primo direito da filha, comerciante de frutas de profissão. A sua filha Kazma (vestido laranja) tinha sido a melhor aluna do colégio inglês onde tinha estudado e por isso convidada a lá leccionar. O seu marido (à direita na foto) desde sempre opôs-se, batendo-lhe frequentemente, mas sem conseguir os seus intentos. Kazma conseguia sózinha, cuidar dos filhos, do marido e sogros e ainda dava aulas no colégio inglês.

Observei que a mulher paquistanesa da classe média baixa, quando casa, vai viver para a casa dos pais do marido e, literalmente, passa a ser a criada da família. Todos as tarefas caseiras têm de ser feitas por ela, sem auxilio de ninguém.


O Paquistão é um país lindíssimo, muito pobre mas em que as novas tecnologias de informação estavam em muito avançadas. A internet era de fácil acesso em qualquer pequeno café e tinha um custo baixíssimo mesmo para os locais. O telefone fixo em casa funcionava sem assinaturas e através de cartões recarregáveis.

Os medicamentos não eram vendidos às caixas, mas só na dose certa para o tratamento da doença, como constatei numa ida ao hospital por uma alergia que contraí.

Entendi que a única ambição na vida de um jovem é o casamento. Nessa família havia 2 irmãos a terminar licenciaturas de economia e gestão e ambos comentavam que todos os jovens após o curso, arranjavam emprego e logo após tratavam de casar. Quando lhes perguntei porque não gozavam a vida por serem tão jovens antes de constituirem família, ambos ficaram como que estupefactos porque não entendiam a extensão da minha pergunta. O conceito de gozar a vida simplesmente não existe. Não têm namoradas pois a religião nem a tradição o permite e os casamentos são combinados, sendo permitido a união entre primos direitos. Mais tarde li que estes casamentos consanguineos geram muitos filhos microcéfalos, mais que em qualquer parte do mundo.

No Paquistão têm uma ideia generalizada e muito negativa àcerca das mulheres europeias que consideram umas libertinas. Excepção feita às alemãs, mulheres enormes e muito feias que os paquistaneses iam literalmente buscar a aldeias recôndidas na Alemanha. Segundo comentavam eram excelentes donas de casa, muito submissas, davam muitos filhos sendo muito boas mães. Comprovei esse facto observando algumas famílias mistas com que me cruzei e não pude deixar de pensar que a descrição que faziam dessas alemãs era como se de animais de raça se tratassem, pelo rendimento familiar obtido com esse tipo específico de mulher.

A parte que menos me agradou foi a impossibilidade de andar sózinha nas ruas. Tive a oportunidade de viajar até à capital Islamabad, onde encontrei a cada passo imensos pedintes, depois a Peshawer uma cidade que não consegui visitar convenientemente. Em Peshawer, que fica no norte do país e perto do Afeganistão, reparei que não havia muitas mulheres na rua e apesar de ir acompanhada com um dos filhos da família que me acolheu, na rua, os homens, velhos e crianças formavam uma roda à minha volta e miravam-me como se eu fosse um bicho raro o que por vezes era assustador. Fui obrigada a apanhar o autocarro mais cedo para me levar ao norte do país à bela cidade de Murree, onde respirei o ar mais puro na minha vida, nos himalaias na cachemira paquistanesa.


Não existia a recolha de lixo, a mesma era assegurada por búfalos, cabras e ovelhas que ao passarem pelas ruas iam comendo os restos de alimentos e verduras nos locais onde eram amontoados. Não havia problema para os animais já que os lixos não continham resíduos de plásticos, embalagens ou outros do género, pela pobreza dos seus habitantes que não tinham poder de compra para consumir produtos sofisticados de embalagens atraentes.

Na cidade de Lahore, os jardins, vedados aos mendigos, eram diáriamente cuidados por legiões de funcionários camarários. Nesses jardins, onde era permitido aos seus visitantes colher flores, existiam lagos de pouca profundidade, onde maravilhada contemplei e ouvi grandes bandos de corvos e falcões a banharem-se. Tive a oportunidade de visitar os belos jardins "Shalimar Gardens", construidos em 1642 por Shah Jahan, quinto Imperador da dinastia Mongol.

A alimentação paquistanesa que apreciei bastante, bem diferente da hindu pois não abusam do caril, continha imensas especiarias e era extremamente picante. Quando já não suportava o desconforto na boca do efeito do picante, davam-me pedaços de maçã crua que eu mastigava e o alívio era imediato.

Não havia talheres pelo que agarrávamos a comida com pedaços do seu pão raso e mole a que chamam de Nan. Também provei carne de camelo que tem um sabor único e muito bom. O leite saborosíssimo, gordo e cheio de nata que bebíamos era de búfala, porque lá não existem vacas leiteiras. Gostei muito também de cana do açúcar, que se guardava no frigorífico lavada e partida em pedaços, muito refrescante naquele clima quente, quando mastigada para se sugar o seu interior.

Quando viajei pelo país, para comer tinha de recorrer aos vendilhões na rua. A comida aí era confeccionada por vezes com alguma falta de higiene mas aparentando ser deliciosa. Concluí que uma pessoa com fome acaba por habituar-se e tudo acaba por lhe saber bem.


Uma curiosidade, neste país com um trânsito automóvel caótico as prioridades funcionavam para quem tivesse uma buzina mais potente que era accionada metros antes dos cruzamentos. Parecia que os automóveis iam embater uns nos outros, mas, miraculosamente isso nunca acontecia.

Quando cheguei ao Paquistão, celebrava-se o início do Ramadão. Pensei que ia ter problemas e não poder alimentar-me convenientemente pelo jejum a que estão sujeitos nessa época religiosa, mas não foi o caso. As refeições eram tomadas enquanto não houvesse luz solar. Uma ocasião numa pastelaria comprei um bolo e um empregado com maus modos convidou-me a sair do estabelecimento. Rápidamente, Qasim entrou em minha defesa, porque sendo eu estrangeira e católica, não estava sujeita às leis do Corão.
Pelas manhãs era despertada pelos cânticos nas mesquitas a que chamavam Azan. O Azan é o chamamento que anuncia o início da oração, mas parece que nos embala pela sua doçura. Estes cânticos começavam sempre por “Allah Akbar” uma expressão em árabe que significa "Deus é grande". Para recordar essa sensação única de ouvir o Azan, recorro ao Youtube.




12 comentários:

  1. Maravilhosa descrição do Paquistão!! Adorei! :)
    Obrigada por estas palavras que me fizeram viajar ;)

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  2. Lendo seu blog fiquei bastante interessado em conhecer o Paquistão. Estou querendo fazer uma viagem saindo da europa e passando por lá, mas por terra, até a India. Se vc pudesse me escrever dando algumas dicas sobre a região e se é tão perigoso como muita gente diz, me ajudaria bastante! meu email é netomalabares@yahoo.com.br
    Obrigado desde já por qualquer dica!

    Guérios

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  3. O Paquistão sempre foi um país que me atraiu e apesar de me apelidarem de louca não resisti. Como mulher fui com algum receio, mas afinal infundado.
    Mas viajar é sempre um risco até em países desenvolvidos, e se não o corremos também não vivemos.
    Aconselho o norte (punjab) que é mais bonito. Tem lagos, florestas lindas e paisagens idílicas. Todas as cidades têm imensos monumentos com imensa história, dignos de se visitar.
    Depois os paquistaneses apesar de tímidos são curiosos e muito dados. Chamo a atenção para, não beijar uma mulher nem na cara, nem tocar no braço. Podem não dizer nada, por sermos estrangeiros, mas é considerado falta de respeito e ficam incomodados com isso.
    As ligações entre as principais cidades são feitas por transportes bons, mas depois a ligação com aldeias menores já se faz por camionetas a cair de podre, mas muito enfeitadas, que demoram uma eternidade a chegar ao destino. Algumas ligações mais próximas poderão se feitas se alugarmos um carro com motorista, é questão de se combinar o preço.
    Cheguei a ver uma destas camionetas acabada de cair numa ribanceira, e no alto da ponte onde me encontrava via as pessoas que sobreviveram, com muita dificuldade, a gatinhar para fora do que restava da camioneta. Foi horrível.
    Na estrada, as paragens eram constantes provocadas por barricadas, a que chamavam fronteiras entre zonas, feitas pela polícia que entrava de câmara e filmava os passageiros. Da primeira vez assustei-me, porque era noite e não havia luz no interior, mas reparei que aquilo era rotineiro.
    Existe muita corrupção e a polícia sempre que podia tentava extorquir dinheiro a qualquer um que passasse.
    Como esta viagem que fiz foi muito longa, cerca de 8 horas para fazermos nem 400 kms, o ajudante do motorista numa das paragens desapareceu e logo reapareceu com um enorme cacho de bananas que foi distribuindo pelos passageiros.
    Para andar em Peshawer, onde quase não vi mulheres, contratamos um taxista que nos mostrou a cidade e ia-nos paralelamente acompanhando na estrada enquanto passeávamos.
    As diferenças sociais são chocantes e abismais. Vêm-se mansões de muros altos em que pelos pisos superiores nota-se serem sumptuosas, e logo nos terrenos ao lado destas mansões acampamentos de famílias paupérrimas vivendo junto com as suas cabras e ovelhas.
    Existem muitos pedintes, principalmente crianças, que nos rodeiam em segundos. Temos de andar um pouco acelerados porque tocam-nos e tentam travar-nos o caminho. Um pouco chato, coitados.
    Ás vezes, comprava batata doce assada, que vendem na rua como petisco, e dava-lhes.
    As cidades mais desenvolvidas são tão poluídas pelos escapes dos carros, muitos deles velhíssimos que importam do Japão em segunda mão, que no final do dia ao passarmos um lenço na cara ele vem negro de sujidade.
    Os banhos são tomados de púcaro (encontramos um alguidar cheio de água com um púcaro que utilizamos para nos molharmos). Poucos locais têm chuveiro e água quente.
    Os bons restaurantes são muito baratos e come-se imensamente bem. A comida é das mais picantes que já provei, nem em África provei comida assim picante.
    Para fazer compras nas lojas não havida problema porque os artigos tinham os preços marcados. Mas nos bazares de rua, tal como em Marrocos pedem sempre uma fortuna que vão baixando se regatearmos.
    Existem milhentas lojas, abertas ao público, onde de vendem CD's e DVD's pirata a menos de 1€. As gravações dos CD's que comprei são aceitáveis e trouxe imensa música paquistanesa. Cuidado que as gravações dos DVD's não prestam. São filmados nos cinemas e vêm desfocados ou vêm-se as cabeças das pessoas na fila da frente de quem estava a filmar.

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  4. Ao norte do Paquistão com a Índia, não perder a cerimónia diária de encerramento da fronteira, que é muito engraçada. Ambos os povos se provocam com insultos, seguido do cerimonial em que os soldados paquistaneses e indianos de forma teatral mostram a animosidade que têm uns pelos outros. Muito giro. Os soldados, homens de grande estatura, têm um espelho de corpo inteiro onde se miram constantemente para verificar como estão aprumados. A farda é linda e eles vaidosos deixam-se fotografar em poses altivas.
    Neste país senti-me sempre segura e nem receio tive de me roubarem.
    Posso contar que quando visitei a gigantesca Mesquita Badashi, obrigatoriamente tive de deixar os meus ténis de marca novinhos em folha junto com os chinelos velhos de dezenas de muçulmanos que se encontravam no interior a orar. Pensei naquele momento para os meus botões que iriam desaparecer e teria de voltar descalça. Depois de ter demorado imenso tempo a visitar o templo, quando saí lá estavam os meus ténis no mesmo sítio em que os deixei.

    Não sei mais o que dizer, a não ser que gostaria muito de voltar a visitar esse país.
    Vivi tanta coisa, espero não ter contado de mais e principalmente espero não tê-lo desiludido.

    Um abraço

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  5. Boa noite . sou brasileira e li com Muita Atenção Seu blog.tenho Vontade de ir AO pakistão na Cidade de Quetta . Mas fico com Muito ensegura As diferenças de tradições.tem Uma familia Que mora lá Enos CONVIDA com frequencia n ir Passar ferias lá . Tenho Tanta Vontade , Mas Tenho Tanto medo . Pela MANEIRA medo de se vestir . Por medo saber me alimentar adequadamente , medo de Ser Roubada . Ataques Terroristas OS medo , enfim Medo de Ser motivo de Deboche . Uma Vez filme UM Assisti pakistão fazer e vi ALGUMAS Cenas Que me deixaram assustada Muito . Havia ALGUNS COM UM CAMINHÃO COM SUAS esposas Homens viajava Que A Noite . Foram e Soldados Por parados . Esses e essas Soldados Mulheres estruparam e DEPOIS deixaram então o CAMINHÃO viajem seguir. isso me Deixou em panico . (Como voce esteve lá e VIU Tudo de Perto PoDE me orientar se segura É uma Viagem ? fico agradecida . helenamarques8@bol.com.br Meu e-mail

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  6. Olá Helena,

    Quetta é uma cidade muito perto da fronteira com o Afeganistão e os afegãos não são como os paquistaneses, têm ideias mais retrógradas em relação às mulheres.
    Eu estive com uma família paquistanesa na cidade de Lahore e a cidade que visitei mais perto da fronteira com o Afeganistão foi Peshawer e houve momentos um pouco assustadores porque parece que raramente vêem uma ocidental.
    Nas ruas comerciais percebia quando homens tentavam roçar o corpo em mim e afastava-me a tempo e, eu já tinha 45 anos. Portanto Helena se fores mais nova e bonita, aconselho-te a ires acompanhada ou a ficares também na casa de uma família com quem tenhas muita confiança e que possam levar-te a conhecer locais de interesse.
    Os Paquistaneses são muito simpáticos e educados e no tempo que lá estive não assisti a nenhuma cena de agressão nem nada do género. Talvez tenham sido influenciados pelos ingleses que dominaram o país durante muitos anos.
    Quanto a roupa, vesti a roupa que tinha, jeans e Tshirt e raramente vestia saia. Só à noite convinha usar um lenço a cobrir os cabelos. De resto no Paquistão não há burkas nem nada do género, as jovens lá andam de jeans e cabelos soltos como em qualquer parte do mundo. As burkas são mais do Afeganistão e verás muitas nessas cidades de fronteira.
    Também podes mandar fazer ou comprar vestidos em alfaiates que trabalham rápido, têm catálogos com fotos dos modelos para escolheres. Eu tinha 2 vestidos tipo túnica com calças largas.
    É um país lindíssimo e Quetta é o pomar do Paquistão, tem muita fruta. Se tens possibilidade de ir não hesites.
    A comida é que tem o senão de ser ultra-picante, mas isso controla-se com maça crua.
    As cenas que vemos no ocidente não correspondem minimamente à realidade, e quando eu resolvi viajar ao Paquistão foi no ano em que os Estados Unidos procuravam o Bin Laden e começaram a bombardear o Afeganistão para caçar talibans etc.
    Também toda a gente dizia que eu era louca. Resumindo foi das viagens mais marcantes da minha vida.
    Claro que há diferenças culturais mas isso tu vais absorvendo durante a viagem, uma delas é não poderes cumprimentar os homens nem os jovens com beijos na cara. Irás "saborear" essas diferenças que mais tarde recordarás com imenso prazer.
    Não sei mais que dizer, só espero que não percas essa oportunidade.
    Beijinhos

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  7. Muito bacana o blog!!! É calro que não conhecia o Pauistão, até conhecer um paquistanes e acredite num site de relacionamento.Somos amigos,é uma pessoa especial.Estou amando conhecer e um dia quero visitar. Gostaria da sua ajuda em relação a musica Paquistanesa,encontrei algumas lindas no you tube. Conhece boas musicas de lá? Muito obrigada, Sandra reis

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  8. Olá,
    Conheço alguma música paquistanesa, por exemplo gosto muito do Junaid Jamshed, do Junoon e do Ali Haider. São músicas algo diferentes pelos seus peculiares instrumentos principalmente a percursão.
    Um dos países mais bonitos que visitei, valendo bem a pena o imenso número de horas de voo.
    Beijinhos

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  9. deus me livre ja penssou da de cara com os talibans.................

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  10. Olá!
    Adorei o blog e a descrição desta viagem fantástica ao Paquistão. Sempre achei um país muito interessante mas as notícias que nos chegam bem, foram-me travando ao longo dos anos de o visitar...
    Como não gosto de ir em excursões, nas minhas viagens prefiro conviver com os de lá, é bastante mais enriquecedor em termos do que aprendemos, da cultura, tradições, gastronomia, e claro, a amizade e o carinho que fica é o que dá um toque mais especial à Viagem.
    Pelo que li, aconselha a ficar em casa de uma família paquistanesa. Eu também prefiro e sentir-me-ia mais segura uma vez que viajo sozinha, Sabe como poderei contactar com uma família (de confiança), apresentar-me e falarmos,conhecermos-nos e que me possam ajudar aquando da minha viagem, sem querer, com isso sobrecarregar ninguém por isso disponibilizo-me a contribuir.
    Depois, se for possível, dar-me umas dicas mais especificas sobre a viagem, através de e-mail privado, agradecia.
    Obrigada e Boas Viagens.

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  11. Oi, tudo bem ? Amei seu blog, gostaria muito de trocar idéias com você. Podemos comunicar por email ? Meu email é quelzita2008@gmail.com

    Muito obrigada.

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  12. nossa amei suas dicas e como nos da idéia do local obrigada.

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